13/11/2009

GUERRA MIDIÁTICA - GLOBO ABRE FOGO NOVAMENTE CONTRA RECORD

A Rede Globo de Televisão no Jornal Nacional abriu fogo contra sua arqui-inimiga e concorrente a Rede Record do bispo Edir Macedo.

Notíciou com estardalhaço que a Justiça dos EUA abriu uma investigação contra o Bispo Edir Macedo e outros integrantes da Igreja Universal.

Além de Edir Macedo, mais nove outros representantes da Igreja Universal do reino de Deus vão ser investigados, segundo a Vênus Platinada.

Sem esconder sua felicidade noticiou para o Brasil inteiro saber que os representantes de Deus na terra são suspeitos de estelionato, desvio de recursos, lavagem de dinheiro dentre outros crimes em território americano.

Do News Front

06/11/2009

Mensalão do PT versus mensalão do PSDB

Quando estourou o maior escândalo do governo Lula, os conservadores queriam a cabeça dele.

Não conseguiram porque o Senador do PSDB, presidente do PSDB na época, Eduardo Azeredo seria levado junto "na degola".

O senador Azeredo ameaçou abrir o bico e levar junto muita gente do PSDB. Dizem que seu mensalão financiou muita gente, inclusive Serra, Aécio, FHC, deputados, etc.

O sonho do atual senador Eduardo Azeredo era ser presidente. Hoje se eleje deputado, no máximo.

Mensalão por mensalão, será que é tudo igual?

Não, não é.

O Delúbio Soares pegou empréstimos em banco para bancar o mensalão do PT. Empréstimo não é roubo de dinheiro público.

Outra possível fonte de recursos do mensalão do PT seria através da Visanet. Segundo li adiantaram pagamentos para uma empresa do Marcos Valério. Como a empresa dele REALIZOU o trabalho para a Visanet, ele poderia ter usado o dinheiro dos juros para financiar o mensalão. O valor adiantado, se houve, não foi alto. Portanto, os juros seriam de um valor baixo, porém a conduta foi errada.

No caso do mensalão mineiro parece que houve roubo de dinheiro público. Pelo menos é o que está sendo denunciado na justiça.

"Caso a denúncia contra o senador seja aceita, ele passará a figurar como réu em ação penal no STF.

Por decisão do ministro Joaquim Barbosa, em maio deste ano, o inquérito foi desmembrado. Apenas Azeredo permaneceu investigado no STF. Foi transferida para a Justiça Federal em Minas a responsabilidade de analisar o processo quanto a Marcos Valério e outros investigados.

De acordo com a denúncia, o esquema conhecido por mensalão mineiro, tucanoduto ou valerioduto, capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões". Do Novojornal

Parece uma briga para provar que um é menos sujo que o outro. E é isso mesmo!

Aliás, eu resolvi escrever este texto depois que ouvi a comentarista Lucia Hipolito fazendo malabarismos verbais para mostrar que É TUDO IGUAL. Se ela faz este malabarismo é porque NÃO é tudo igual.

Por Chicão Dois Passos

30/10/2009

Eleições 2010 - “Aposta de Serra na divisão do DEM é primarismo”, diz Maia

Pesquisa com o governador de Minas na vice acendeu o sinal de alerta dos Democratas

O presidente nacional do Partido Democratas (DEM), deputado Rodrigo Maia (RJ), vetou a aparição do governador de São Paulo, José Serra, no programa do partido veiculado nesta quinta-feira, em cadeia nacional de rádio e televisão.

Dias antes, uma pesquisa do Ibope, encomendada pela cúpula do PSDB, apareceu com uma chapa tucana “pão com pão” para a disputa de 2010 – Serra e, como vice, Aécio Neves. A pesquisa vazou, certamente que por acidente, para a imprensa. Como Aécio Neves (MG) descarta ser vice de Serra, a pesquisa encomendada com o mineiro na vice foi compreendida pelos dirigentes do DEM como uma intenção de excluí-los da vice na chapa tucana. Pelo menos que há alguém pensando nisso, a pesquisa mostrou.

Realmente, Serra, no momento, está fazendo campanha até no interior do Piauí, onde recentemente a televisão exibiu um comercial sobre suas operosas realizações na Sabesp, fato tão anômalo que provocou interesse do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar disso, Serra declarou que o cenário eleitoral para 2010 está indefinido: “Você sabe se o Ciro (Gomes, deputado federal do PSB) será candidato? A Dilma declarou-se candidata? Então, por que essa ansiedade? Não tem nada definido no Brasil. Não há necessidade de definir porque é muito cedo”.

Evidentemente, o fato de não ser oficialmente candidato não o impediu de gastar dinheiro do Estado em comerciais inseridos em lugares que nunca viram um funcionário da Sabesp e nem mesmo há quem conheça a sigla.

Isso também não impediria Serra de, com seu partido, estabelecer alianças para 2010, como fizeram recentemente o PT e o PMDB, através de suas direções nacionais. O presidente do PT, Ricardo Berzoini, anunciou que o PMDB ficará com a vice na chapa liderada por Dilma Rousseff.

No entanto, Serra tem feito o possível – e ostensivamente – para que o PSDB não faça agora, nem mesmo até o fim do ano, algo semelhante em relação ao DEM.

Diante disso, o deputado Rodrigo Maia afirmou que “o relacionamento dos dois partidos não nos impede de ter opinião e de fazer críticas à estratégia dos aliados”. O presidente do DEM criticou o atraso nas definições que dizem respeito à formação da chapa oposicionista para a sucessão do presidente Lula: “Já falei isso e repito: estamos com nossas bases, nos Estados, sem condições de definição, sem um contraponto que lhes auxilie na campanha. Enquanto isso, a candidata do governo, Dilma Rousseff, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mexem”.

Outro fato que também desagradou os democratas, foi a divulgação de mais um levantamento, também por iniciativa dos tucanos, onde deputados do DEM aparecem dando preferência para a candidatura de Serra à Presidência, mesmo sem ter um vice do partido. “Não fui ouvido”, protestou Ronaldo Caiado (DEM-GO), expressando um descontentamento algo generalizado dentro do DEM com a subestimação do partido por parte de dirigentes tucanos.

Nesta mesma direção argumentou o ex-prefeito do Rio e um dos líderes dos Democratas, Cesar Maia, pai do deputado Rodrigo. Sobre a divulgação da pesquisa do PSDB, ele afirmou na terça-feira, em sua página na internet, que “a aposta do governador tucano José Serra em uma divisão interna entre seus aliados é de um primarismo ingênuo e arriscado”.

Confrontado com a informação, divulgada pela mídia, de que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, daria parte de seu tempo no programa nacional do partido para mostrar imagens suas ao lado do governador de São Paulo, o presidente do DEM vetou a aparição de Serra. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defendeu que “só democratas devem aparecer na TV. Como colocar candidatos de outros partidos?”. Rodrigo Maia declarou que, no programa, “nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal”.

Depois de reafirmar o veto, anunciou a presença de várias lideranças do partido no programa, entre elas o governador do DF, José Roberto Arruda, os líderes no Senado, José Agripino (RN), e na Câmara, Ronaldo Caiado (GO) e o próprio Gilberto Kassab. Ele acrescentou que “essas imagens de Serra nem sequer foram enviadas ao partido, pois contrariaria o roteiro apresentado pela produtora GW, encarregada da edição da cota de Kassab”.

C/ Hora do Povo

22/10/2009

DANIEL PEARL ENTREVISTA A BLOGUEIRA JUSSARA SEIXAS

ENTREVISTA ESPECIAL: JUSSARA SEIXAS

1)Quem é a blogueira JUSSARA SEIXAS. Vocé é casada? Tem filhos?


JUSSARA SEIXAS - Caro Daniel, respondo com muito prazer. Sou uma pessoa comum, antenada na política, nos problemas do meu país. Tenho 59 anos, sou casada há exatos 38 anos, com o mesmo marido.Tenho quatro filhos, três homens e uma linda garota. Pessoas ótimas.

2)Como você chegou a blogosfera e se tornar uma referência na mídia alternativa?

JUSSARA SEIXAS - Comecei na blogosfera com meu blog Por Um Novo Brasil, antes participava de grupos de discussão na Internet. Desde o ano 2000 sabia que era necessário criar uma alternativa para a mídia na Internet. Já na época a mídia estava consciente do imenso desastre que foi o governo de FHC e fazia oposição caluniosa ao PT, apavorada com a possibilidade de o Lula tornar-se presidente.

3)Quem te influenciou a escrever tão bem?

JUSSARA SEIXAS - Meu amigo, você que diz que eu escrevo bem, eu mesma não acho isso. Mas sempre li muito e sempre escrevi muito; sempre ocupei cargos de chefia na minha profissão, enfermagem, e isso era imprescindível. Gosto de escrever o que penso, o que acho, gosto de dar a minha opinão.

4)A Mídia Nacional é nociva ao povo brasileiro? Por que ela ficou conhecida como
"Mídia Golpista"?


JUSSARA SEIXAS - A mídia brasileira é a maior vergonha nacional: mente, inventa, planta falsas noticias, atribuidas a falsas fontes, manipula informações ao seu bel prazer. Entre os casos mais conhecidos estão o da escola Base e o falso registro da ministra Dilma no DOPS. A mídia foi responsável pela eleição do Collor em 1989, e deu no que deu, foi responsável pela reeleição do FHC e deu na desgraça que deu. Em 2005 se juntou com a oposição raivosa e virulenta para dar um golpe no povo brasileiro: queriam destituír o presidente Lula com falsas acusações, ilações, calúnias.

5)Como você descreveria o Governo Lula e suas conquistas?

JUSSARA SEIXAS - O governo Lula é o que podemos chamar de fenômeno. Recebeu de FHC um país falido economica e socialmente, e em pouco tempo transformou o Brasil em um gigante. O presidente Lula é admirado e respeitado em todo o mundo pela transformação do Brasil em um país de todos. Tirou mais de 12 milhões de famílias da miséria extrema com o programa Bolsa Família, deu esperança a dezenas de milhares jovens carentes com o PROUNI, levou luz aos rincões extremos deste imenso Brasil. As iniciavas do governo Lula, o PAC em especial, geraram mais de 10 milhões de empregos em sete anos de mandato. Hoje o povo brasileiro come mais e melhor, mora melhor, tem mais saúde, mais educação, mais segurança, tem crédito. O presidente Lula deu dignidade e orgulho ao povo brasileiro. O presidente Lula reconhece que ainda falta muito a ser feito, por isso é muito importante que se eleja o candidato escolhido e indicado por ele, alguém que dará continuidade ao seu governo. Não podemos correr o risco do retrocesso, como a privatização da Petrobras, sonho do PSDB/DEM, ou o fim dos programas sociais.

6)Compare as diferenças entre o Governo do tucano FERNANDO HENRIQUE CARDOSO e do petista LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA?

JUSSARA SEIXAS - As diferenças entre o governo Lula e o de FHC são gritantes. O povo sabe muito bem avaliar isso, porque sente no bolso e na alma. Na era FHC, do PSDB, do Serra, o desemprego era imenso, o FMI mandava e desmandava na economia do Brasil, não havia esperança para o povo. Não havia crédito para a grande maioria da população, os juros eram estratosféricos, os jovens carentes não tinham esperança de cursar uma universidade, as filas eram monstruosas no INSS, não havia o atendimento de urgência, o SAMU. Enquanto o presidente Lula tirou mais de 12 milhões de famílias da miséria extrema, FHC deixou o país com mais de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. enquanto Lula leva luz aos rincões do Brasil, FHC foi responsável pelo apagão, que causou imenso prejuízo ao país e ao povo brasileiro. Na era FHC a Petrobras ficou sem investimentos, sem manutenção, e o descaso causou o afundamento da maior plataforma do mundo, a P36. FHC, como o PSDB/DEM do Serra, queria privatizar a Petrobras, como fez com a Vale do Rio Doce. Hoje, graças ao governo Lula, a Petrobras é uma das maiores empresas do mundo, é orgulho do Brasil.

7)Como você se sente ser editora do maior portal da Dilma Rousseff na internet, o BLOG DA DILMA?

JUSSARA SEIXAS - Para mim é uma honra ter sido convidada para ser uma das editoras do blog da Dilma. Mostrar ao mundo o que o governo Lula está fazendo de bom para o país e para o povo brasileiro é muito gratificante, é participar desse momento único no Brasil, histórico.

8)Dilma Rousseff tem as qualificações para se tornar a primeira mulher presidente do Brasil?

JUSSARA SEIXAS - A ministra Dilma reúne todas as qualidades para ser uma ótima presidenta. Ele está fazendo um belíssimo trabalho no governo Lula como ministra da Casa Civil, como gerente do PAC. Ela tem vontade, tem amor ao país, tem amor pelo povo brasileiro. A ministra Dilma é uma grande guerreira, sobrevivente das perseguições e torturas da ditadura militar. Ela não se abateu nem quando descobriu um câncer, que -- graças a ter sido descoberto no início -- já está curado. É essa força vital que a torna uma pessoa especial. Ela enfrenta os problemas, apresenta soluções, faz acontecer. Ela tem fama de ser durona, mas na verdade é extremamente responsável, atenta a todos os problemas do país, exigente para que tudo aconteça corretamente e no prazo. A ministra Dilma tem sensibilidade, sabe que quem tem fome, quem está sem moradia, quem está desempregado, quem está doente tem pressa. Daí a pressa dela em fazer as coisas acontecerem, os planos e projetos saírem do papel e se tornarem realidade. Não foi por mero acaso que o presidente Lula escolheu a ministra Dilma para ser, como ele gosta de chamar, "a mãe do PAC". A ministra Dilma e o presidente Lula conhecem como ninguém dos problemas do Brasil, os problemas que afetam a vida dos brasileiros, e por isso estão fazendo o possível e o impossível para resolvê-los, para tornar melhor a vida de todos. A ministra Dilma vai dar continuidade ao governo Lula, aos projetos que beneficiam milhões de brasileiros. A ministra Dilma será o terceiro mandato do governo Lula, que tem mais de 68% de aprovação popular.

9)SUAS CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O governo Lula mudou o Brasil para muito melhor. A alta popularidade do presidente Lula não se deve a propaganda, mas ao fato de que o povo sente no dia a dia, no bolso e na alma o quanto sua vida melhorou, o quanto o Brasil melhorou. Lula é o melhor presidente de todos os tempos. O seu governo tem que continuar. Agradeço o Daniel por essa entrevista. Me sinto honrada sendo entervista por ele.Jussara Seixas - http://por1novobrasil.blogspot.com/

Por Daniel Pearl - editor geral.

19/10/2009

ELEIÇÕES 2010 - ENTRE DEMOCRATAS AÉCIO É O PREFERIDO

Sabendo que Aécio Neves é politicamente mais maleável e bonito por fora que o tucano José Serra, Aécio é o candidato tucano preferido para as eleições de 2010 pelos Demos.

Para a vaga de vice na chapa de Aécio José Agripino - que se diz candidato ao senado em 2010, é quase uma unânimidade entre os Democratas.

Em uma enquete onde 48 deputados e 12 senadores teriam participado. A maioria dos democratas seriam contra uma chapa puro-sangue do PSDB (33), apenas 27 acreditam que a oposição teria mais chances de vitória com os dois governadores compondo a chapa.

Alguém tem dúvida se os Democratas estão torcendo por Aécio?

C/Blogs

13/10/2009

SUBVERSIVO POLÍTICO MIDIÁTICO DIZ QUE JUDICIÁRIO BRASILEIRO É FASCISTA E NAZISTA

'Censura é medida fascista', diz escritor que acha que a imprensa brasileira esta acima ou não precisa cumprir a Lei.

O escritor Fernando Jorge autor do livro de pertinente e sugestivo título "Cale a Boca, Jornalista", seguindo a estratégia de atingir a qualquer custo os partidos da base do governo, relata neste livreto a trajetória, segundo ele, de "desmandos e agressões contra jornalistas e jornais" na história do Brasil, não consegue conter sua seletiva "indignação" ao comentar a censura legal imposta ao Grupo Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

Esquecendo da ditadura brasileira que muitos dos seus colegas atuais participaram, diz, "É uma medida fascista ou nazista, que remete às ditaduras de Benito Mussolini e de Adolf Hitler, inimigas ferozes da democracia e da liberdade".

Não satisfeito a que também tenham de cumprir as Leis, compara que "Basta ver que uma das medidas de Hitler para controlar a imprensa era censurá-la, sem oferecer chance à defesa." assim disfarça sua preferência e defesa da utilização política dos fatos, mesmo não julgados ou sub judice a favor da oposição ao Governo Lula.

Do News Front

04/10/2009

CELSO AMORIM TIROU O BRASIL DA VASSALAGEM NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A presença de Celso Amorim no Itamaraty e do presidente Lula no governo fez o Brasil sair da posição de covardia e vassalagem nas relações internacionais. O Brasil se porta hoje como outras nações emergentes, seja Rússia, China, Índia e se coloca de igual para defender seus interesses e os interesses da comunidade internacional.

As relações internacionais no período do PSDB, governo Fernando Henrique Cardoso, eram de submissão e da boquinha. Apoiava incondicionalmente as grandes nações para ver se conseguia alguma migalha política ou comercial. Quase sempre era jogado às traças porque nenhum país vai respeitar quem se acovarda.

Por isso, a situação econômica nesse período era tão ruim: as relações internacionais estavam voltadas aos interesses dos outros países. Isso é constatação. O país não existia internacionalmente. A última atuação internacional do Brasil como protagonista mundial foi durante o governo Getúlio Vargas. Durante o regime militar não precisa nem falar, o país se fechou. Os militares recebiam ordens da embaixada americana e apontavam os fuzis contra a população.

Do Educação Política

27/09/2009

Honduras e a Imprensa Brasileira - A troca do essencial pelo secundário

O que está no centro da questão relacionada a Honduras "é a derrubada de um presidente eleito e no exercício legítimo do mandato, em contraposição à Carta Democrática em que os países latino-americanos comprometeram-se a não mais admitir golpes de Estado em sua região".

A afirmação é do Jânio de Freitas em sua coluna com o título "Uma só questão" na Folha de S.Paulo de hoje.
Perfeito, como tenho insistido aqui no blog, a questão central é essa e não a "perfumaria" e as distorções a que a imprensa se presta e nas quais se detém em relação à crise centro-americana.

"Manuel Zelaya, como pessoa ou como presidente, não tem relevância alguma", prossegue o jornalista para, didaticamente, explicar que está havendo uma redução "do fundamental ao secundário", quando a mídia explora e reduz a discussão a dois pontos de menor importância.

Globo e Lampréia omitem que ele foi chanceler de FHC
"Zelaya surpreendeu a embaixada (do Brasil), conforme a versão oficial do governo brasileira, ou tudo estava combinado com o governo Lula? E chegou mesmo à vizinhança de Honduras, em El Salvador, usando avião emprestado por Chávez ou não?", diz o jornalista ao detalhar as duas questões secundárias à que a imprensa se dedica.

Em outro trecho, ele mesmo as responde quando mostra que a atitude do governo brasileiro é " criticada na imprensa&cia porque Zelaya é apoiado por Chávez na luta para recuperar a presidência; e no Congresso (porque) a oposição vê o Itamaraty como extensão política de Cuba".

Como fecho de seu comentário, o jornalista aponta um exemplo concreto de cobertura tendenciosa do drama hondurenho: "Solicitado pela GloboNews a uma análise do problema, o ex-embaixador Luiz Felipe Lampréia apegou-se à (questão) existência de entendimento prévio, como ele prefere, ou à chegada supreendente de Zelaya à embaixada brasileira".

Lampréia e a GloboNews, em nenhum momento esclareceram que ele foi chanceler do governo FHC, período (de sua gestão no Itamaraty) em que o ditador peruano Alberto Fujimori foi proclamado como "grande democrata" mesmo depois de fechar o Congresso Nacional de seu país.

Por ZD

21/09/2009

A NOTÍCA E O FATO - CIRO GOMES CHAMOU A PAUTA À ORDEM NO CANAL LIVRE

uito boa a entrevista de Ciro Gomes (candidato e presidência ou ao governo de SP em 2010) na Rede Band Televisão.

Boris Casoi não conseguiu deixar de transparecer seu constrangimento quando era contrariado e corrigido por Ciro Gomes nas suas colocações.

Ficou evidenciado que em qualquer debate sério que se faça hoje no Brasil, precisa-se primeiramente separar o que é notícia do que é fato. Assim como se separa o jóio do trigo, o mentiroso do honesto.

A verdade como notícia, ao invés, da notícia como verdade é a palavra da ordem.

Do News Front

16/09/2009

CNJ afasta juízas acusadas de venda de sentença

O Conselho Nacional de Justiça afastou preventivamente, nesta terça-feira (15/9), duas juízas da Bahia acusadas de vender sentenças. As juízas Maria de Fátima Carvalho e Janete Fadul foram citadas em gravações telefônicas obtidas pela operação Janus, feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia no ano passado. Numa das gravações, segundo as investigações, o filho de Maria de Fátima negocia a venda de uma sentença favorável a uma empreiteira em troca de R$ 700 mil.

Na sessão desta terça-feira, os conselheiros decidiram abrir processo disciplinar contra as juízas, após o arquivamento do caso no Tribunal de Justiça da Bahia. Em razão da gravidade, decidiram também afastá-las de antemão. O CNJ determinou que, em 15 dias, o TJ baiano suspenda todas as vantagens dadas às juízas, como uso de carro oficial e nomeação de cargos de confiança. O relator do processo foi o corregedor-nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. "Os documentos revelam uma possível venda de sentenças, o que justifica a abertura do processo", disse o relator.

Por ser um órgão administrativo, a pena máxima do CNJ é a disponibilidade, uma espécie de aposentadoria forçada, mas com salário proporcional ao tempo de serviço, e não integral. As ações criminais do TJ-BA foram arquivadas. De acordo com Gilson Dipp, a gravidade da denúncia é suficiente para afastar Maria de Fátima e Janete, antes mesmo da apreciação do mérito do caso no CNJ. "A gravidade das infrações supostamente praticadas impõe o afastamento. As condutas, em tese, são incompatíveis com a magistratura, motivo pelo qual elas não podem exercer o cargo até a conclusão do processo", afirmou o corregedor-nacional de Justiça.

A decisão de abrir um processo disciplinar foi unânime. Os conselheiros Marcelo Nobre e Leomar Amorim, contudo, foram contra o afastamento. Segundo Amorim, provas obtidas por meio de escuta telefônica não são suficientes para justificar a medida. "As escutas só podem ser a única prova em último caso", justificou o conselheiro.

Leomar Amorim baseou o voto divergente nos argumentos da defesa das juízas. Segundo o advogado José Leite Saraiva Filho, as escutas não apontam expressamente o nome das juízas. "As gravações são baseadas em palavras de terceiros. É o diz que diz da boataria", afirmou. Para Gilson Dipp, porém, a investigação apurou que o grupo utilizava apelidos - daí a ausência do nome da dupla Maria de Fátima e Janete.

Esquema

A operação Janus foi deflagrada em agosto de 2008, após a investigação de um grupo de advogados acusados de comprar sentenças. Na operação, 14 pessoas foram citadas como envolvidas e cinco advogados foram presos temporariamente. Na investigação, a polícia gravou o filho da juíza Maria de Fátima negociando a venda de sentenças por R$ 700 mil. Além disso, segundo a Polícia, Maria de Fátima chegou a receber R$ 60 mil para influenciar outro juiz a soltar um preso, mas o dinheiro foi devolvido.

Em relação à juíza Janete Fadul, a operação apontou que ela era próxima dos advogados presos. O ministro Gilson Dipp citou ainda que a juíza é acusada de ter feito sentenças a partir de textos produzidos pelos acusados.

RECLAMAÇÃO DISCIPLINAR 2009.10.00.002472-5

Por Filipe Coutinho

05/09/2009

A Lei é Para Todos - STJ quebra sigilos de presidente de TCE

STJ autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do TCE do Rio Grande do Sul João Luiz Vargas O STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul, João Luiz Vargas, um dos suspeitos de terem se beneficiado da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran-RS.

O ministro João Otávio de Noronha acolheu pedido feito pelo Ministério Público Federal para determinar, além da quebra do sigilo, a liberação de dados sobre as viagens do presidente do TCE, o acesso a evidências contra Vargas em outros processos judiciais e a autorização para chamá-lo para depor na Polícia Federal.

"Na investigação policial, foram encontrados indícios de recebimento de valores pelo indiciado que apontam para a prática de corrupção", escreveu ministro no despacho, do último dia 2, ainda não publicado.

Segundo a decisão, a quebra dos sigilos vai ajudar a aprofundar a investigação, "o que pode vir a ser favorável para o indiciado", pois, "se de um lado há possibilidade de ser evidenciada a prática do delito, de outro, pode-se concluir pela inexistência de conduta criminosa".

João Luiz Vargas, que chegou ao TCE após exercer mandato de deputado estadual pelo PDT, é suspeito de ter recebido dinheiro resultante do superfaturamento e do desvio de valores pagos por candidatos a motoristas do Rio Grande do Sul.

A fraude teve início em junho de 2003 e foi desmontada quando a PF deflagrou a Operação Rodin, em novembro de 2007, prendendo 13 pessoas.

Com a prisão de servidores públicos e aliados políticos da governadora Yeda Crusius (PSDB), a Rodin gerou forte turbulência política no governo gaúcho. Atualmente, há uma CPI instalada na Assembleia Legislativa para apurar se houve responsabilidade de Yeda no desvio, o que ela sempre negou.

C/A

30/08/2009

Denúncia - Multinacional do cigarro patrocina instituto de Gilmar Mendes

A companhia multinacional Souza Cruz, subsidiária da British American Tobacco, é uma "patrocinadora master" do 12º Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem entre seus sócios Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos materiais de divulgação do congresso, Mendes é citado como um de seus "coordenadores científicos". O evento acontece entre os dias 17 e 19 de setembro, em Brasília.

A Lei Orgânica da Magistratura, em seu artigo 36, proíbe os juízes de exercer cargo de direção ou técnico de sociedade civil, caso do IDP. Em 2008, o instituto faturou R$ 577,8 mil com contratos, sem licitação, firmados com órgãos federais.

Diante desses fatos, questiona-se: como se comportará o presidente do STF ao julgar ações de empresas vinculadas ao seu instituto, como é o caso da fábrica de cigarros Souza Cruz?

"A participação de Gilmar Mendes no IDP compromete a isenção do Supremo diante de qualquer empresa ligada ao instituto", avalia Dr. Rosinha. "Ele precisará se declarar impedido de julgar eventuais processos de empresas como a Souza Cruz."
Incentivos fiscais no RS

No último mês de junho, descobriu-se que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), se comprometeu a devolver em forma de incentivos fiscais R$ 150 milhões que a Souza Cruz gastou para construir um parque gráfico na Grande Porto Alegre.

Entre 1997 e 2008, o governo gaúcho já permitiu que a empresa usufruísse incentivos de R$ 1,4 bilhão - uma média anual de R$ 116,7 milhões.

Um estudo do Banco Mundial mostra que, para cada dólar arrecadado em impostos cobrados de empresas tabagistas, os governos gastam US$ 1,5 com o tratamento das cerca de 50 doenças causadas pelo tabaco.
O tamanho da multinacional

Com sede em Londres, a British American Tobacco comercializa suas marcas de cigarro em mais de 180 países. Com 49 fábricas em todo o mundo, o grupo produz cerca de 715 bilhões de cigarros por ano. No Brasil, sua subsidiária detém uma participação de 62% do mercado.

No primeiro semestre, os brasileiros compraram 59,8 bilhões de cigarros, queda de 3,1% em relação ao primeiro semestre de 2008, quando foram vendidos 61,8 bilhões. O lucro da Souza Cruz, entretanto, cresceu nesse mesmo período de R$ 557 milhões para R$ 922 milhões, uma alta de 65%.

Sétimo maior mercado do mundo, o Brasil – atrás apenas da China, EUA, Rússia, Japão, Indonésia e Alemanha – tem hoje cerca de 23 milhões de fumantes.

C/ Blogs

23/08/2009

JOVEM ELEITOR PENSA QUE VOTAR NO CANDIDATO DE LULA É RETROCESSO E ATRASO

Meu pai que lê a revista Veja e a Folha de São Paulo então é uma pessoa bem informada, acha que devemos evitar o retrocesso e avançar nas mudanças por isto não devemos votar no candidato de Lula em 2010.

Estes jornais e a Rede Globo denunciam que a corrupção neste governo aumentou com o Lula e que o Brasil poderia estar bem melhor sem o PT no poder, porque Lula só esta colhendo do que foi plantado no governo de FHC, que apenas teve o azar de governar o Brasil em períodos de muitas crises mundiais, não fosse isto teria feito um governo bem melhor.

Todo dia tem uma denúncia nova envolvendo o partido do presidente Lula e não sei qual interesse teriam os jornais em ficar falando mal dele.

Em 2010 não vou votar no candidato do PT, quero que o Brasil progrida e não fique atrasado como esta agora.

Por Luciano

18/08/2009

Comprovado: Lina Vieira mentiu

Lina Vieira caiu em contradição, e ficou claro que ela mentiu.

Afirmou que só ela e Dilma participaram da conversa, onde ela conta a versão que Dilma pediu celeridade ao processo. Portanto só duas pessoas poderiam saber dessa conversa: ela e Dilma.

Lina diz que o Jornal Folha de São Paulo ficou sabendo e perguntou à ela. Que ela não contou ao Jornal, apenas confirmou o que Jornal estava sabendo por outras fontes.

Ora, se pela versão de Lina, só duas pessoas sabiam: Lina e Dilma, e Dilma desmente, a única fonte possível da Folha é Lina (mesmo que seja através de emissário dela). Então Lina Vieira mentiu claramente neste tópico.

Atualização às 13:07horas: até que enfim Mercadante usou esse argumento.


Dilma Rousseff não mentiu. Atitude é de que não houve esse encontro.

Se Dilma estivesse mentindo, a base governista deveria articular abrir uma sessão no plenário para a TV Senado não transmitir as comissões.

Quando há sessão no plenário, a TV Senado tem que cobrir o plenário e não as comissões.

Se a base governista não fez essa manobra, é porque Dilma não mentiu.

Atualização às 14:00hs: só agora abriu sessão no plenário, e a TV Senado interrompeu o depoimento de Lina Vieira. Mas ela falou mais de duas horas, caindo em contradição e sem provar nada. Aliás, não conseguiu sequer convencer. Ela poderia confrontar as saídas do carro oficial da receita com sua agenda oficial. Os eventuais "buracos" na agenda, poderiam indicar a data se fosse verdade. Não fez isso, porque não há verdade no que ela diz.


Outras contradições de Lina Vieira

Lina Vieira continua sem confirmar data e hora. Se a reunião foi agendada, nos termos que ela diz, marcada por Erenice, ela teria agendado. Mesmo que fosse um encontro reservado, ela escreveria algo na agenda, sem citar nomes.

Mais grave: não lembrar data exata, vá lá. Mas não lembrar hora? É pouco crível. Pelo menos a pessoa saberia se foi de manhã, de tarde, depois do almoço, antes do almoço, no início do dia, no fim do dia, etc.

O motorista que seria testemunha, já não é mais testemunha. Lina diz que motoristas são terceirizados, e que foi diversas vezes no Planalto em outras reuniões ... hummm ...

Outra coisa. Não é prova de nada, mas a expressão facial mostra indícios de estar mentindo. Lina Vieira piscou demais, principalmente quando narrou a reunião.

Por: Zé Augusto

12/08/2009

Sucesso - Indústria brasileira interrompe demissões e já começa a contratar

Um quarto das empresas do setor quer ampliar os quadros até setembro; montadoras abriram 300 vagas em julho.

A indústria parou de demitir e começa a contratar. Os resultados de junho de pesquisas, tanto de órgãos do governo como de entidades privadas, indicam que o emprego industrial ou tem uma pequena queda, ou dá sinais de recuperação em relação a meses anteriores.

Em julho, pela primeira vez em oito meses, o emprego na indústria automobilística cresceu: foram abertos 300 postos de trabalho, conforme será divulgado hoje pela Anfavea. Além disso, a partir do mês passado, foram anunciadas perto de 2 mil vagas nas montadoras.

Assim como na indústria automobilística, há contratações significativas nas siderúrgicas, nas fábricas de eletrodomésticos e até na indústria calçadista. Em razão da reversão no quadro, é consenso entre empresários, sindicalistas e economistas que a fase de demissões em massa ficou para trás. Com os estoques ajustados e o mercado doméstico aquecido, as indústrias se preparam para a temporada de contratações.

Quase um quarto (23,2%)das 1.115 indústrias consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV em julho pretende ampliar as contratações até setembro, enquanto 15,3% delas planejam demitir.

Pela primeira vez desde outubro de 2008, a fatia de empresas que quer contratar supera a que planeja demitir. Em dezembro, no auge da crise, a situação era inversa: 32,5% planejavam cortes e 15,5%, contratações.

Também pela primeira vez desde outubro de 2008, o indicador de emprego previsto para os próximos três meses em julho superou a média desde 1995, aponta a FGV. No mês passado, esse indicador ficou em 107,9 pontos, ante a média histórica de 101,4 pontos e do resultado de junho (97,2). O indicador de emprego previsto é calculado a partir do saldo entre o porcentual de empresas que pretendem contratar e as que planejam demitir, somado 100 e descontada a sazonalidade.

Dos 14 gêneros pesquisados, 13 registraram crescimento no indicador de emprego previsto em julho ante junho, apesar de continuar abaixo do mesmo período de 2008. Só no setor químico não houve crescimento no indicador de emprego previsto. "A recuperação do emprego previsto em julho ante junho é quase generalizada", afirma o coordenador técnico da pesquisa, Jorge Ferreira Braga.

Mercado aquecidoNas fábricas de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, que também foram beneficiadas pelo corte do IPI, o cenário é favorável ao emprego. A Whirlpool contratou 1.300 trabalhadores temporários desde maio em Rio Claro (SP) e Joinville (SC). Desse total, 400 foram efetivados em junho. "A tendência é efetivar os demais", diz o diretor de Relações Institucionais , Armando Annes do Valle.
A Electrolux também contratou, desde maio, 600 trabalhadores como efetivos nas fábricas de Curitiba (PR), São Carlos (SP) e Manaus (AM). "Estamos avaliando novas contratações para este semestre. Pode chegar a mil vagas", afirma o diretor de Marketing, Ricardo Cons. Ele diz que o crescimento das vendas de mais 20% no mercado doméstico no primeiro semestre m razão do corte do IPI a partir de abril provocou o aumento nas contratações. Hoje, com aproximadamente 7 mil funcionários, a companhia já repôs o total de trabalhadores dispensados na virada do ano.

A maior procura no mercado interno por carros, máquinas de lavar e geladeiras puxou a produção de aço e as contratações nas siderúrgicas. A CSN, por exemplo, abriu 700 vagas até julho em Volta Redonda (RJ) e tem previsão de ofertar mais 200 postos de trabalho no mês que vem. Desse total, 411 trabalhadores foram efetivamente contratados. A maioria é de ex-funcionários demitidos na virada do ano.

A recuperação no emprego industrial não ocorre apenas nos bens duráveis, que foram beneficiados pela maior oferta de crédito e o corte no IPI. A indústria de vestuário e calçados figura numa lista da FGV de oito segmentos com maior peso na produção industrial e com perspectivas favoráveis de recuperação do emprego previsto para três meses.

Nessa direção, a Bottero, maior fabricante de calçados femininos em couro, acaba de abrir 400 vagas nas três unidades no Rio Grande do Sul. "Já preenchemos metade delas. As demais devem ser ocupadas até o fim deste mês", prevê o diretor Administrativo e Financeiro, Marco Antônio Coutinho.

Depois de demitir 150 funcionários no segundo semestre de 2008, a empresa repôs os quadros no primeiro semestre. Coutinho diz que a mudança de rota ocorreu em razão dos bons resultados deste ano. O faturamento e a produção cresceram 10% entre janeiro e junho deste ano ante igual período de 2008.

"O mercado interno, que responde por 85% das vendas, está bom para nós, que fabricamos calçados de couro", diz Coutinho. Animado com o cenário, ele já prevê a abertura de mais 400 vagas para o primeiro semestre do ano que vem.

C/A

02/08/2009

A Indignação Seletiva de Um Farsante - O Catão da República

Pedro SimonO senador Pedro Simon (PMDB-RS) é sempre cego quando se trata de acusações contra seus correligionários gaúchos e contra sua aliada, a governadora tucana do seu Estado, Yeda Crusius. Pelas suas declarações publicadas na imprensa, ele atribui as denúncias a uma ação da Polícia Federal (PF) e ao responsável por esta, o próprio ministro da Justiça, Tarso Genro.

Basta ler esta sua declaração em "O Globo" de hoje para constatar: "Ele (Tarso Genro) continuar ministro sendo candidato oficial escolhido em convenção é um perigo! O Tarso não se controla. Estão fazendo horrores aqui (no Rio Grande do Sul) contra a Yeda. Ele não tinha que se lançar agora candidato.”

Ou seja, em outras palavras, para o nosso franciscano as graves denúncias contra a governadora gaúcha, do PSDB, não passam de “horrores contra a Yeda”.

Yeda Crusius é acusada de ter feito Caixa Dois em 2006; de ter comprado a mansão em que mora em bairro nobre de Porto Alegre com sobra daquela campanha eleitoral; de ter pago pela casa valor superior à sua renda, mas ter feito uma compra subfaturada; ter comprado apoios na Assembléia Legislativa; barganhado cargos em estatais em troca desse apoio; e está envolvida no escândalo do DETRAN que causou um rombo de R$ 44 milhões aos cofres públicos gaúchos, entre outras denúncias.

Além disso, faltam esclarecimentos sobre a morte de um seus principais auxiliares, Marcelo Cavalcante, que ameaçava confirmar o Caixa Dois da campanha à Justiça, e cujo corpo foi encontrado em fevereiro no Lago Paranoá, em Brasília, num episódio que as primeiras versões dão conta de ter sido "suicídio".

Mas, para o Catão Simon tudo isso não passa de “horrores contra a Yeda”.

Por ZD

29/07/2009

O Brasil que se dane - Para atingir a Petrobras "vale tudo"

As provas mais contundentes de que a mídia do país perdeu totalmente o mínimo de compostura (...) evidenciam-se quando ela inocenta o líder tucano no Senado, Artur Virgílio (PSDB-AM) e o promove a acusador-mór do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Abandonou, por completo, as denúncias contra Virgílio, confessadas pelo próprio, de pagamento de despesas de US$ 10 mil dólares de seu cartão internacional, em Paris, com empréstimo do Senado feito pelo-ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia; também de que pagou esse empréstimo com uma "vaquinha" feita entre amigos - o que é uma forma de não ter como provar de onde veio esse dinheiro; e de que contratou toda uma família em seu gabinete (inclusive seu professor de jiu-jitsu), na qual um dos integrantes recebeu pagamento do Senado durante dois anos em que estudava no exterior.

Outra evidência, incontestável dessa absoluta falta de compostura é quando ela inocenta o senador Efraim Morais (DEM-PB) e esconde o papel dos demos (ex-PFL) na 1ª secretaria do Senado, da mesma forma como inocentou os senadores cúmplices de atos secretos, uso indevido de passagens aéreas e da verba indenizatória - a série de medidas de moralidade discutível, mas das quais participaram 37 senadores, de acordo com o levantamento final.

Destacando-se dentre os demais, Efraim é acusado ou suspeito de na 1ª Secretaria do Senado ter firmado contratos que causaram prejuízos de R$ 30 milhões à Casa; de ter recebido propina de até R$ 300 mil mensais de Ipanema, empresa de terceirização de mão de obra; de nepotismo exacerbado - contratou nada menos do que 13 parentes, entre os quais a própria filha e genro e mais o filho de sua suplente em seu gabinete; e de ter 52 cabos eleitorais contratados na Paraíba e em Brasília, pagos pelo Senado.

O vale tudo contra Sarney e a Petrobras

Contra tudo isso, na mídia, silêncio. Mas contra Sarney e a Petrobras, vale tudo. Agora são os convênios da estatal com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com a Fundação Cultural do Exército - são as mais novas vítimas das suspeitas da mídia porque um ex-conselheiro da FGV e um ex-comandante do Exército são membros do Conselho de Administração da empresa. A suspeição já equivale hoje a uma condenação sumária da imprensa.

Vale tudo, repito. Não há mais limites. Não devemos ter mais nenhuma ilusão. São capazes de tudo, começando pelo apoio, primeiro envergonhado, mas aos poucos assumido, ao golpe militar em Honduras, numa demonstração do que são capazes nossos democratas (oposição e mídia) de ocasião.

Por ZD

11/07/2009

Virar à Esquerda! Reatar com o Socialismo!

O combate contra a crise capitalista passa pela batalha contra as alianças com os patrões na preparação do PED (Processo de Eleições Diretas) do Partido dos Trabalhadores.

Cada vez mais episódios - como aquele em que a CNB (Construindo um Novo Brasil – antiga Articulação) fechou chapa estudantil com DEM e PSDB na USP no último mês - têm levado mais e mais petistas a questionar as alianças do Governo Lula com partidos como PMDB, PP, PL, PDT, etc.

Sempre que o Governo Lula diz “entender” os patrões que demitem, sempre que dá bilhões para os patrões e nada para os trabalhadores, mais petistas se questionam: “Pra que servem essas alianças?”

Mesmo as correntes que buscam posar mais à esquerda - como a AE (Articulação de Esquerda) - defendem as alianças com o PMDB. Valter Pomar, principal dirigente da AE, explica que a aliança com o PMDB é necessária e crucial para a vitória de Dilma. O mesmo diz a Mensagem ao Partido (DS + Tarso Genro + José Eduardo Cardozo), Movimento PT, PT de Luta e de Massas, etc.

Direção do partido, Lula/CNB, cogita “sacrificar” candidaturas próprias a governador nos estados para garantir apoio à candidatura de Dilma!

Segundo o Deputado Vaccarezza, líder do PT na Câmara, “Em São Paulo, o PT pode abrir mão do candidato se isso criar uma situação de expansão da aliança. Se o Ciro quiser ser candidato ao governo, se o Quércia quiser, o PT pode discutir. Em Minas, seria bem mais fácil” – aí já falando da hipótese do PT apoiar Hélio Costa (PMDB-MG) em troca do apoio à Dilma. Nas últimas eleições, Fernando Pimentel (PT) e Aécio Neves (PSDB), com apoio de Lula, se aliaram para eleger um mega empresário do PSB como prefeito de Belo Horizonte. Agora se espera tudo!

Em São Paulo, apoiar Ciro ou Quércia em nome de eleger Dilma seria o suicídio político do PT. O mais provável é que os militantes abandonassem a campanha. Aliás, de certa forma este é o cálculo de Lula quando lança Dilma como candidata por cima do PT pela imprensa e sem consultar ninguém. Tentar obrigar os militantes a engolir Dilma é ajudar na derrota do PT em 2010 para a presidência. Parece ser o que pretende Lula.

A perspectiva da Esquerda Marxista é o combate por candidaturas próprias do PT em todos os estados e por um programa de transição ao socialismo, de ruptura com a burguesia e seus partidos (leia a plataforma e a tese “Virar a Esquerda! Reatar com o Socialismo!”).

A luta por candidaturas do PT e por um programa de luta

Em Pernambuco todos os esforços dos dirigentes são para que os petistas engulam outra vez a candidatura burguesa de Eduardo Campos, do PSB. Este governador apresentado como “de esquerda” comanda a PM que nos últimos meses baixou o pau “democrático e popular” nos grevistas. Em especial nos metalúrgicos de Recife em luta contra demissões e por seus direitos. A lista de repressão e ataques é longa!

A Esquerda Marxista insiste que é preciso romper esta aliança e lançar um nome de expressão do PT, como João Paulo, Humberto Costa ou Maurício Rands, por exemplo. Mas, não deixar na mão da burguesia a resolução de nossos problemas.

No Rio de Janeiro lutamos por romper a coalizão com Sérgio Cabral e Eduardo Paes, do PMDB, apoiando a pré-candidatura de Lindberg Farias a governador. Ele tem o apoio de Vladimir Palmeira e sem dúvida da maioria da base petista do Rio. Para a Esquerda Marxista o principal é que o PT-RJ rompa esta colaboração com a burguesia e retome seus laços com a maioria da classe trabalhadora do estado. O trabalho de destruição do PT-RJ vem de tempos. Este caminho foi empreendido por Benedita, Bittar, sob a batuta de Lula, Zé Dirceu e outros, quando cassaram a candidatura de Vladimir Palmeira ao governo do estado, que havia ganho o Encontro Estadual.

A Direção do PT provoca três reações na base:

1) Alguns buscam se adaptar, entrar no jogo, abandonar os princípios petistas e tentar ganhar alguma coisa;

2) Outros desanimam, desistem, vão pra casa ou se aventuram no PSOL – partido que tem como política uma versão “de esquerda” da mesma política Frente-Populista da direção do PT e ainda faz campanha com um delegado de polícia;

3) E há os que buscam resistir, que combatem, que se opõem e não querem abandonar o terreno do PT, nem os princípios do socialismo.

O anseio dos petistas fiéis à sua classe

É nesta situação que nossa Tese “Virar à Esquerda! Reatar com o Socialismo!” tem recebido apoio em diversos estados. Ela encerra uma análise realista da atual crise do capital, sob um ponto de vista marxista, assim como das tarefas dos petistas que querem continuar “luta de classes” e socialistas como seu partido foi fundado.

Por Caio Dezorzi

09/07/2009

Preconceito e ilações – Carta da Petrobras ao jornal O Globo


A Petrobras repudia a tendenciosa e equivocada matéria “A República sindicalista instalada na Petrobras” (5/7).

O jornal busca estabelecer a preconceituosa tese de que, por serem ex-sindicalistas, atuais executivos e gerentes da Petrobras atuariam buscando favorecer aliados ou projetos políticos. O texto, porém, não apresenta provas ou qualquer fato que justifique o uso do termo “esquema”. Há, unicamente, ilações.

O jornal omite – porque contradizem sua tese – dados que foram entregues ao repórter sobre resultados da gestão da Comunicação Institucional e da Petros.

Dados como o fato de que na gestão de Wilson Santarosa, iniciada em 2003, houve o estabelecimento de processos de seleção pública para patrocínios a projetos sociais, ambientais e culturais, com participação de comissões externas integradas por nomes de reconhecida atuação nas respectivas áreas (o que contraria a tese de “favorecimentos”); o reforço no valor da marca da Petrobras, que passou de US$ 554 milhões, em 2004, para US$ 1,183 bilhão, em 2008, e os mais de 130 prêmios e reconhecimentos recebidos pela Companhia, desde 2003, nas áreas de Responsabilidade Social e Ambiental; Reputação, Imagem e Marca; Governança, Ética e Transparência; Comunicação e Marketing.

Na Petros, conforme informado ao repórter, houve excelentes resultados, como a redução da despesa administrativa, dos 11,5% do patrimônio em 2003 para 6,4% atualmente.


A Petrobras esclarece que Wilson Santarosa foi à França convidado por ser o responsável pelas atividades de comunicação e de marketing, para negociar e trazer para a América Latina o único torneio challenger de tênis que conta pontos para a Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e que hoje é a porta de entrada para novos atletas. O fato já foi noticiado em coluna esportiva do O Globo no dia 30/6. Sobre a informação de que sua filha foi trabalhar numa Fundação ligada à prefeitura de Campinas em 2005, salientamos que a instituição não tinha mais o patrocínio da Petrobras desde o ano anterior.

A Petrobras informa que Rosemberg Pinto não foi transferido da gerência na Bahia “por ser alvo de denúncia por uso político de verbas sociais”, o que é uma inverdade, mas para assumir nova função na Companhia.

O Globo considera que ser ex-sindicalista é impeditivo para um profissional ascender a postos de comando em empresas e demonstrar eficiência com gestões técnicas. Esta visão extremamente preconceituosa fica evidente no trecho: “No poder, o grupo trocou o megafone pelos ternos e os jornais do sindicato pelas grandes campanhas publicitárias”. Tenta-se desqualificar os profissionais por seu passado sindical sem qualquer dado objetivo que embase tal tese. Um dos pilares do jornalismo – a objetividade – é deixado de lado. A opinião – que deveria estar restrita aos artigos e editoriais – permeia todo o texto.

A Petrobras possui 4.910 gerentes, mas a matéria pinça somente 22 pessoas (menos de 0,5%) que possuem histórico sindical. Cinco gerentes estão na Comunicação Institucional. Todos eles são funcionários de carreira e concursados com mais de 20 anos na empresa, ressalte-se. Para chegar aos 22, o jornal comete o erro de somar profissionais que nem gerentes são. O Globo resgata inclusive o termo “república sindical”, usado por setores contrários à democracia em 1964, na tentativa de reforçar sua tese.

A Petrobras lamenta que O Globo tenha revelado tamanho preconceito. O cronista Lourenço Diaféria escreveu em 1980 “Bilhete pra um Operário”, que já falava nos pecados de um operário em imaginar que, com seu esforço, poderia chegar ao posto máximo da República do Brasil. Passados 29 anos, a crônica está mais atual do que nunca.

Lucio Mena Pimentel
Gerente de Imprensa da Petrobras

29/06/2009

Dilma diz que governo quer aumentar nível de investimento e garantir crédito

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje (29) que o governo está “sempre atento e poderá tomar novas medidas” no sentido de combater os efeitos da crise financeira internacional, caso avalie ser necessário.

Dilma participou da cerimônia de anúncio das medidas econômicas como a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção. Ela afirmou que as ações tem como objetivo garantir o crédito e ampliar os investimentos.

“Queremos aumentar o nível de investimentos, estamos criando as condições para que o Brasil tenha maior produtividade e as indústrias, mais bem preparadas, que apostem na inovação e na engenharia nacional, ampliando o investimento. Estamos trilhando o caminho de saída da crise”, disse, ao falar com a imprensa após a cerimônia que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e empresários.

Por Yara Aquino

14/06/2009

Denúncia - Jornal cobrava R$ 372 mil da Petrobras para cada direito de resposta

O blog da Petrobras já fez a empresa economizar vários milhões, caso tivesse que continuar comprando espaço nos jornais para ter direito de resposta.

Às vésperas de lançar o Blog Fatos e Dados, a Petrobras viu-se obrigada a publicar um nota de esclarecimento, sob forma de anúncio pago de meia página desmentindo notícia do Jornal o Globo, como informamos aqui.

De acordo com a tabela de preços do Jornal O Globo a Petrobras, para preservar sua imagem da difamação, viu-se obrigada a pagar R$ 372.606,00, para ter esse espaço de direito de resposta.

Mesmo assim, comprando meia página, a reposta paga a peso de ouro, ficou em desvantagem em relação à notícia, pois, enquanto a notícia difamatória foi publicada em um domingo (com mais leitores) e com manchete na primeira página, a resposta veio na 3a. página (para não ficar até 7 vezes mais caro) e foi em um dia de semana.

Diante dessa verdadeira indústria de extorsão praticada pela falta de ética dos donos de jornais, onde uma empresa vê-se obrigada a pagar para ter um legítimo direito de resposta, para publicar um desmentido, o blog não foi apenas uma boa idéia, foi uma necessidade.

Se olharmos quantas notas a Petrobras já publicou no Blog respondendo às mentiras publicadas nos jornais, a empresa já teria pago milhões aos diversos jornais e em diversos dias.

Em tempo: meia-página tem 6 colunas e 26 centímetros. Notas de esclarecimento na terceira página tem 70% de acréscimo, o que leva o cálculo ao valor de R$ 372 mil.

Por: Zé Augusto .

07/06/2009

A VOZ DE LULA É A VOZ DO POVO - IMPRENSA ESTÚPIDA

Parece mentira que depois de tantos anos "batendo" no Lula e no seu governo, a grande imprensa(?) ainda não se deu conta de que a maioria do povo brasileiro "adora" e "acredita" no Lula desde o primeiro dia do seu primeiro mandato e que "não gosta" daqueles que o criticam sem razão, como é o caso da grande imprensa.

No início da crise das bestas do norte, quando ela ameaçou a economia brasileira e o Lula disse que a crise seria uma "marolinha", todos os sabujos jornalistas da grande imprensa, sem excessão, caíram em cima dele. Diariamente, ironizavam sobre a "marolinha" como que para desmoralizar ao presidente.

Como o tempo é o senhor da razão, hoje, o "povo" se deu conta de que a crise não passou mesmo de uma "marolinha" e a resposta dele veio na recente pesquisa feita pelo Datafolha com mais uma aprovação de 70% do seu governo. E agora, estúpidos? O quê irão comentar nos seus pasquins e revistinhas. E o quê dirão os "analistas" comprados? Para mim, todos eles estão para algo além de desmoralizados - FORAM DERROTADOS PELA PRÓPRIA ESTUPIDEZ.

Por Renato de la Rocha

29/05/2009

STF nega pedido de Delúbio Soares para anular depoimento de testemunhas

Ex-tesoureiro do PT alegou, em agravo regimental na ação penal em que ele é réu, que sua defesa não poderia comparecer a interrogatório de testemunhas arroladas por Anderson Adauto e José Luiz Alves, em Uberaba

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram, ontem, 28 de maio, provimento ao sexto agravo regimental interposto na Ação Penal 470 (mensalão) por Delúbio Soares, no qual ele pedia a anulação da oitiva das testemunhas arroladas pelos réus Anderson Adauto e José Luiz Alves, sob a alegação de que sua defesa não pode comparecer ao interrogatório delas em Uberaba porque não foi comunicada da alteração da data do depoimento.

O ministro relator, Joaquim Barbosa, informou que a antecipação foi, sim, comunicada aos réus e explicou que a mudança no calendário se deu em razão da celeridade com que o juiz de Belo Horizonte cumpriu a diligência, realizando a oitiva de 150 testemunhas em apenas quatro semanas, quando tinha o prazo de 80 dias para realizá-la. “Não faria sentido ficar aguardando o final do prazo dado ao juiz de Belo Horizonte para dar prosseguimento às oitivas nas outras cidades”, disse o ministro.

Barbosa também esclareceu que indeferiu o pedido de anulação porque as defesas estavam cientes de que as datas seriam designadas pelos juízos, e não por ele, relator, e que em 26 de março o juiz de Uberaba divulgou a antecipação dos depoimentos para o dia 2 de abril, o que daria tempo suficiente para o advogado de Delúbio deslocar-se de Belo Horizonte para Uberaba. Acrescentou que, se a defesa tinha dúvidas sobre a data, deveria ter procurado informar-se em seu gabinete ou com o juiz.

O ministro lembrou que estabeleceu o calendário por subseção para facilitar os deslocamentos das partes e advogados às audiências, pois do contrário seriam necessários alguns anos para se ouvir todas as testemunhas arroladas, que chegam a quase 640, residentes em 46 cidades de 20 estados brasileiros. Ele também destacou que se Delúbio visse como uma necessidade absoluta ouvir tais testemunhas, as teria arrolado ele próprio, o que não ocorreu.

Oitiva de testemunhas no exterior - Joaquim Barbosa levou ao plenário a quarta questão de ordem na ação penal do mensalão, referente às petições dos réus Emerson Palmieri, Roberto Jefferson, Marcos Valério, José Dirceu, Cristiano de Mello Paz, Kátia Rabello e José Roberto Salgado, que apresentam suas razões para insistir na oitiva de testemunhas residentes no exterior. O ministro havia exigido que eles demonstrassem a imprescindibilidade de se ouvi-las e o que elas poderiam trazer de dados novos e importantes para a defesa de cada um, visto que o valor da tradução de carta rogatória é excessivo, de alguns milhões de reais. Pediu que optassem pela alternativa de ouvi-las no Brasil, que seria menos onerosa.

A questão, no entanto, foi adiada para a próxima semana em razão da falta de quórum para deliberar sobre questão levantada pelos réus, de suposta inconstitucionalidade do art. 222-A do Código de Processo Penal, que estabelece que “as cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio”.

Blog com Agências

24/05/2009

THEÓFILO SILVA - A INGRATIDÃO


Na peça Tímon de Atenas, Shakespeare dá uma bordoada em todos nós, desculpem palavra tão dura, quando pergunta por meio do filósofo Apemanto: “Qual o homem que morre sem levar para o túmulo a lesão de um pontapé oferecido por um amigo”? Quem de nós nunca levou uma mordida da ingratidão, “esse demônio do coração de mármore”? Com certeza, ninguém!

Tímon é um rico general, aposentado, puro, generosíssimo, e um de seus maiores defeitos repousa na crença da amizade. Sua casa é uma festa só, cheia de amigos desfrutando de seus banquetes e seus presentes caros. Avaro de elogios, cobre seus aduladores de prodigalidades. Enfim arruinado, apela aos amigos por dinheiro. Nada consegue. Diante de um “não” pronunciado por um de seus “amigos”, seu secretário Flávio reage: “Ó! Observai como o homem é monstruoso, quando se mostra debaixo da forma da ingratidão!”.

Na peça Como Gostais, o Duque de Milão é traído pelo próprio irmão, que lhe toma o trono e o expulsa da cidade. Um companheiro consola o desterrado príncipe com esta triste canção: “Sopra, sopra vento hibernal, não és assim tão infernal, como é a humana ingratidão. Teu dente não é tão agudo, porque não és visto, mas é rude teu hálito de furacão... e não mordes tão pungente como a vileza do ingrato”.
E o velho Rei Lear, que divide o reino entre as filhas, é rejeitado por elas. Com o coração dilacerado chora de dor: “Ó Rejane, tua irmã não presta! Como um abutre, enterrou aqui o bico acerado da ingratidão”. E o velho Lear teatralmente repuxa as carnes do próprio corpo como se quisesse arrancar as filhas de si mesmo.

O desafortunado Othelo, vítima de uma trama perversa que o fez sufocar sua esposa Desdêmona, olha para Iago, o homem que o traiu, e se revolta: “pergunta para esse meio demônio por que envenenou meu sangue e minha alma”.

Nem mesmo Shakespeare escapou de pontapés por estar vivo dois séculos depois de ser enterrado em Stratford. O filósofo e satirista Voltaire tentou, durante parte de sua vida, demolir a fama de Shakespeare. O caso de Voltaire não é bem de ingratidão, mas de inveja. Afinal Voltaire escreveu 54 peças teatrais. Alguém sabia que ele era dramaturgo?

E em Tróilus e Créssida, Shakespeare nos explica esse sentimento, a ingratidão. Quem fala é Ulisses enquanto aconselha Aquiles: “O Tempo, meu senhor, tem nas costas um saco, dentro do qual coloca as esmolas para o Esquecimento, esse monstro enorme da ingratidão. Esses restos são as boas ações do passado, devoradas tão rapidamente quanto foram feitas, e tão depressa esquecidas quanto foram terminadas”.

Não acho que alguém tenha conseguido contrariar a afirmação de Apemanto. Tímon deu muito, porque achava que todos eram iguais a ele, porque acreditava que quem dá recebe. Aí vem o Tempo para colocar as esmolas no saco do esquecimento. Depois que se devora, se esquece. Resta-nos corroer-nos de dor.

Pudemos observar que os ingratos são de naturezas diversas: amigos, filhos, empregados!O que devemos fazer, então, para escapar desse vilão chamado ingratidão? É o próprio Shakespeare quem responde por meio do conselho de Polonius ao filho Laertes: “Os amigos que tiveres e cuja adoção puseres à prova, sujeita-os à tua alma com arcos de aço”. É assim que tenho procurado fazer com todas as pessoas que amo!

Por Theófilo Silva, presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.

21/05/2009

Contradições Supremas - STF nega habeas-corpus a acusada de roubar caixa de chicletes para vender

Marco Aurélio Mello justificou que furto não foi para matar a fome. Na terça, STF inocentou acusado de tentar furtar barras de chocolate.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta semana o pedido de habeas-orpus de uma mulher condenada a dois anos de prisão por furto de caixas de chicletes, avaliadas em R$ 98.

Na ação, ela pedia a aplicação do princípio da insignificância para o caso ocorrido na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, em junho de 2007. Depois de condenada em primeira instância, a acusada recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que, apesar de não inocentá-la, reduziu a pena para um ano e três meses.

Ela então recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também rejeitou anular a condenação. Na ação protocolada no Supremo, a defesa da ré também pediu a suspensão da sentença condenatória.

No entanto, Marco Aurélio Mello não se convenceu quanto à inexistência de crime no caso do furto dos chicletes. Embora tenha reconhecido que o prejuízo de R$ 98 é de pequeno valor, ele analisou que não se trata de “furto famélico”, quando uma pessoa furta alimentos para saciar a fome.

O ministro acrescentou que a acusada já responde por outros crimes semelhantes, inclusive já tendo sido condenada em outro processo. Por isso, justificou que na análise liminar (provisória) não poderia suspender a condenação. O caso deverá ser analisado em caráter definitivo pela 1ª Turma do STF em data ainda não definida.

A assessoria do Supremo não soube dizer se a acusada está presa.

Furto de água

Em dois casos semelhantes, o STF aplicou entendimentos diferentes. Em um dos processos, publicado na edição desta quarta-feira (20) do Diário da Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu ação penal contra um acusado por furto de água encanada, no Rio Grande do Sul.

Segundo denúncia do Ministério Público, a ligação clandestina de água causou prejuízo de R$ 96,33 à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Depois de o STJ ter aberto ação penal contra o denunciado, sua defesa recorreu ao Supremo. Em sua análise liminar, Lewandowski aplicou o princípio da insignificância, suspendendo a ação penal até o julgamento definitivo do pedido no STF.

Chocolate

Já na terça-feira (19), a 2ª Turma concedeu habeas-corpus a um homem acusado de tentar furtar cinco barras de chocolate em um supermercado de Minas Gerais, ao reconhecer que não houve crime na acusação. Por unanimidade, os ministros da 2ª Turma do STF atenderam ao pedido do réu, aplicando o princípio da insignificância. Os demais ministros seguiram o voto do relator.

Do Tudo Agora

10/05/2009

Imoralidade Judiciária - Um triste escândalo protagonizado por juízes

Com os títulos "Reunião de juízes na Bahia é paga pela Febraban" na 1ª página, e "Febraban paga encontro de juízes em resort" internamente, a Folha de S.Paulo publica com uma conotação de escândalo que um grupo de 42 juízes da justiça trabalhista e ministros Tribunal Superior do Trabalho (TST) participou de congresso em resort na Praia do Forte (BA) com passagens e hospedagem pagas pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

Pior, é que é escandaloso mesmo! É uma pena eu ter de constatar isso, e faço-o entristecido, mas esse tipo de patrocínio é uma prática comum no judiciário. Isso, e o fato de seus integrantes terem adquirido o hábito de dar entrevistas sobre temas que estão ainda sub judice. Antecipam opiniões e estendem-se em considerações sobre questões que ainda vão passar pelo seu crivo e ser julgadas por eles.

Ultimamente, também, adotaram a prática de pregar contra leis que eles tem obrigação constitucional de cumprir e fazer cumprir, de executá-las ao julgar, como fez recentemente um dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Adotam esse comportamento com a maior cara de pau, como se fosse natural!

Bons tempos aqueles em que se dizia que "juiz não fala nem dá entrevistas, só se manifesta nos autos". E, reconheça-se, muitos são e continuam fiéis a esse princípio. Lamentavelmente, há as exceções...

Por ZD

07/05/2009

Líder elogia decisão do STF de retirar acusação contra Delúbio, Genoíno e Valério

O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), elogiou a decisão de hoje (7) do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar a denúncia de gestão fraudulenta contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o deputado José Genoíno (PT-SP) e o publicitário Marcos Valério. A ação se referia a empréstimos feitos pelo PT ao Banco BMG no esquema conhecido como mensalão. "Vejo com bons olhos. Acho que o Supremo está fazendo justiça", disse Vaccarezza.

Segundo o líder petista, a acusação que pesava contra Delúbio Soares, Genoíno e Marcos Valério era "completamente descabida". "A acusação da gestão fraudulenta não tinha base jurídica. Infelizmente nesse processo teve muita emoção e a acusação do procurador-geral da República não tinha base jurídica".

Cândido Vaccarezza disse que a decisão do STF não tem influência e nem correlação com o processo de volta do ex-tesoureiro ao partido. "O processo de expulsão do Delúbio não tinha como base a decisão do Supremo, nem a denúncia que foi feita em relação a ele. Teve como base uma avaliação interna do PT. Então a discussão tem outros parâmetros", afirmou o líder do PT.

Por Iolando Lourenço

03/05/2009

Dilma Rousseff - Tratamento de Dilma é custeado pela Golden Cross

Um Plano de Saúde Empresarial Tipo Dame II, da Golden Cross, está custeando todo o tratamento de câncer no sistema linfático da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segundo informações da Casa Civil. Como funcionária cedida da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), a ministra possui o plano há 18 anos.

Mesmo cedida à Presidência, de acordo com sua assessoria, Dilma continua tendo vínculo com a fundação, onde trabalha desde 1975, e, portanto, tem direito ao benefício. A assessoria afirma ainda que Dilma paga integralmente pelo seu plano. Nem o Planalto, nem a Golden Cross, nem a Associação dos Servidores da Fundação, no entanto, informaram quanto Dilma paga de mensalidade. Os dois últimos alegaram que os dados são confidenciais.

Dilma já deu início às sessões de quimioterapia prescritas em seu tratamento. A primeira foi na semana passada. Na entrevista que concedeu, no último sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a ministra limitou-se a falar sobre a doença e dizer que já havia retirado o linfoma, sem precisar quando. Os médicos que a acompanharam na entrevista afirmaram que as sessões iriam começar em maio e durariam quatro meses, apesar de a primeira já ter sido realizada.

Efeitos - No dia da entrevista, porém, um detalhe de suas declarações chamou a atenção. Quando um repórter perguntou sobre os possíveis efeitos da quimioterapia - como enjoos, sensação de cansaço e queda de cabelos -, Dilma respondeu como se já tivesse iniciado o tratamento. "Meu (cabelo) ainda não caiu", declarou a ministra.

Além do seu próprio plano de saúde, Dilma, assim como o presidente da República, o vice-presidente, os demais ministros e altas autoridades, além de seus dependentes legais, têm direito a atendimento emergencial no Hospital da Forças Armadas, em Brasília.

Todos os servidores da Presidência dispõem também de serviço médico e podem optar por dois planos de saúde: da Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda (Assefaz) e da Fundação Geap de seguridade social.

O convênio é por adesão e atende os servidores sem vínculo com a União e também os que não aderiram ou não possuem assistência médica no seu órgão de origem.

C/A

26/04/2009

Produção de aviões é estratégica para o país - Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Nenhuma empresa pode sobreviver dependendo do mercado externo para realizar 90% de suas vendas.

A Embraer, criada para desenvolver nossa capacidade tecnológica e suprir a carência de aeronaves em um país continental, depois de privatizada – com 50,9% de suas ações nos EUA - foi transformada em uma montadora de aviões com 95% de componentes importados e vendas no exterior bancadas pelo BNDES.

Em 1990, a Embraer efetivou 63% do valor de suas vendas no mercado interno; em 1991 e 1992, 68%; em 1993, 62%; em 1994, 60%. A partir de 1997, a situação se inverteu, com 84% das vendas no mercado externo e hoje essa parcela é de 90%. A Boeing, por exemplo, no máximo atingiu, até hoje, 50% de vendas externas.

Nenhuma companhia, muito menos de fabricação de aviões, pode se sustentar sem uma forte base no mercado interno, sob pena de viver ameaçada pelo naufrágio a cada tempestade externa.

C/A

21/04/2009

Sindicalistas são impedidos de participar da solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência

Um forte esquema de segurança impediu que os cerca de mil manifestantes que foram a Ouro Preto participassem da solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência. Todos os 21 ônibus que levavam sindicalistas de diversas áreas foram vistoriados pelo menos três vezes durante o trajeto ate a cidade e os manifestantes ficaram ha pelo menos de 300 metros da Praça Tiradentes, onde o governador entregava as medalhas aqueles que se destacaram. Os manifestantes são do Fórum Social Sindical, que reune 30 sindicatos.

"Foi o maior cordão de isolamento da história. Todos os movimento sociais e até os moradores foram impedidos de participar da festa. Foram três barreiras, com várias vistorias, tudo para não chegarmos a tempo", contou o deputado estadual Carlin Moura (PcdoB) que acompanhou os movimentos.

Ao mesmo tempo que acontecia o evento oficial, os sindicalistas entregavam a "1a Medalha da Conjuração", que homenageou 19 pessoas que se destacaram na luta por melhorias sociais. "A ideia eh resgatar o espírito real da conjuração mineira, de rebeldia contra a opressão", explicou Carlin Moura.

Em nota oficial, o governo estadual afirmou que mantem uma agenda permanente de trabalho conjunto com as entidades sindicais do Estado e que somente neste ano ja ocorreram 20 reunioes com os sindicalistas

Por Marina Schettini

15/04/2009

Uma radical mudança dos EUA em relação a Cuba

Mudou completamente a política de Washington com relação a Cuba, com esse anúncio do presidente Barack Obama, de que a partir de agora estão permitidas as viagens e remessas de dinheiros dos cubanos que moram nos Estados Unidos para a principal ilha caribenha.

Saem a guerra total e o confronto de George W.Bush, e inicia-se a política pela qual, ainda que lenta e gradualmente, os dois países até reatarão relações diplomáticas e chegará ao fim o bloqueio - ou embargo econômico, como chamam os americanos.

Apesar de ter submetido Cuba a pior fase de bloqueio econômico, em parte inviabilizando sua economia, a política de Bush de isolamento da ilha naufragou. O isolamento político há muito tempo fracassou. Não existe mais, só os Estados Unidos e Israel ainda apóiam essa política de embargo. Além disso, nas Américas, todos os países já restabeleceram relações com Cuba.

Com os EUA sob o comando do democrata Barack Obama, entra a política de cooptação, de vencer pela abertura das relações até chegar às diplomáticas e ao fim do bloqueio.

Vai começar uma guerrilha econômica e política às avessas. Antes, era pela negação de relações; agora será pelo restabelecimento, na esperança que essa abertura force a mudanças em Cuba. Ou seja, não muda o objetivo norte-americano que é derrotar o regime cubano. Mudam as armas e a forma.

Por ZD

09/04/2009

Saída pela Esquerda - Desovar compulsório nos bancos públicos

O corpo mole do BB obrigou o governo a jogar a terceira carta no tabuleiro, a da intervenção, na quarta, 08.04. O novo presidente Aldemir Bendine, até então vice-presidente de Novos Negócios do BB, funcionário de carreira, que seria ligado ao PT, começa, sob ordens do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a trabalhar com cronograma de ação e prática de gestão por resultados. Não cumpriu, dançou, essa seria a nova ordem. Se vai dar certo, não se sabe.

A canalização dos depósitos compulsórios, estimados em R$ 280 bilhões, poderá ser a nova arma lulista, para diminuir os juros. A acumulação deles sempre favoreceu o mercado financeiro. A administração da oferta de dinheiro, pelo BC, nos últimos anos, sempre cuidou de acumular reservas altas de compulsórios, para bancar certa escassez de dinheiro na praça, a fim de que seu preço suba, elevando os lucros bancários. Quanto mais alto o deposito compulsório, menor a oferta de crédito, mas caro o seu custo, maiores os lucros bancários, maiores os prejuízos do povo.

No momento do sufoco, o governo se dispôs a colocar essa dinheirama nas mãos dos grandes bancos, na tentativa de transforma-los em parceiros, na batalha de sustentação de satisfatória oferta monetária na circulação capitalista nacional. Não deu certo. O compulsório ficou onde está, ou seja, empoçado, para gerar, calculadamente, crédito escasso, a fim de manter juro alto. Essa é a causa central dos juros altos no país em torno da qual os analistas discutem abobrinhas, tentando construir teoria estapafurdias, tipo a de que o juro é alto no Brasil porque o risco é alto etc. Papo furado.

O Palácio do Planalto, ao que tudo indica, está tomando a frente nas questões financeiras, ultrapassando as coordenadas do Banco Central, que, nos últimos vinte anos de governos neorepublicanos, subordinados aos ditames do Consenso de Washington, tornou-se independente do governo, de forma paulatina, embora, em compensação, tornou-se, também, paulatinamente, dependente dos interesses do mercado financeiro. Seguiu, fielmente, as tendências estabelecidas por metas e pesquisas realizadas pela própria banca. Raposa fiscalizando o galinheiro.

O Planalto estaria, portanto, dando independência para as autoridades monetárias se livrarem da dependencia da banca, a fim de passarem a depender das determinações governamentais, cujas responsabilidades, na crise, aumentam, com a tarefa de gerenciar o mercado que entrou em parafuso.

Opinião de Cesar Fonseca

04/04/2009

OPINIÃO - OS DONOS DA VERDADE

Jim Carrey e Justin Cooper, em cena de O mentiroso, Universal Pictures/Imagine Entertainment.

Não existe A Verdade. Existem verdades. Cada pessoa constroi uma verdade. Absoluta. Alguns guardam essa verdade num cofre sonolento. Outros gritam a sua verdade. Politizam. Evangelizam. Poetizam. Problematizam. Ou escrevem num blog. Aí surgem os Artistas, os Mestres, os Profetas, os cantores de Arrocha...

E a mentira? Bom, a mentira é uma verdade. Uma verdade sem documento. Uma verdade que não paga imposto. É o oposto. De todas as verdades.

Por Ricardo Thadeu

01/04/2009

Crise Geral do Capitalismo – Análise e Sugestões

I - CRISE DE 1974

O ano de 1973 marca o fim brusco do processo de crescimento que se desenvolveu desde o fim da segunda guerra mundial. O ano seguinte constituiu um ponto de viragem no funcionamento da economia capitalista mundial. Como em todas as crises anteriores do capitalismo, a crise de 1974 consistiu no aparecimento dum período histórico em que se acentuam as contradições do sistema, neste caso agravadas por algumas características específicas. Nomeadamente, foi a primeira recessão generalizada que atingiu simultaneamente todas as grandes potências capitalistas, especialmente EUA, Japão e Reino Unido.

Assumiu inicialmente as características duma crise clássica de sobreprodução, com a produção acumulada durante os anos de prosperidade a exceder o que os mercados podiam consumir. São sinais reveladores deste facto a capacidade de produção excedentária num número crescente de ramos industriais importantes, tais como, construção, matérias-primas, bens intermediários, de equipamento e de consumo.

Surge uma ruptura brutal do equilíbrio já instável entre a oferta e a procura de mercadorias. Bruscamente a oferta ultrapassa a procura solvível ao ponto de provocar um recuo das encomendas e uma redução importante da produção corrente. À venda ao desbarato, com prejuízo, segue-se a diminuição dos estoques e da produção corrente, fenómenos que conduzem ao movimento cumulativo da crise. Verifica-se, então, a redução em espiral: do emprego, dos rendimentos, dos investimentos, da produção, das encomendas. Ao não venderem as suas mercadorias, os produtores e comerciantes vêem-se incapacitados de pagar as suas dívidas. Os lucros param ou diminuem, não podendo continuar a ser reinvestidos. Uma das causas das crises é explicada pelo subconsumo das massas a contrapor-se à sobreprodução. À pobreza e limitação do consumo das populações opõe-se a persistente tendência da produção capitalista em continuar a desenvolver as forças produtivas. O incremento da ganância empresarial contradiz com a possibilidade de acesso da população aos produtos necessários à manutenção do nível de vida, ou seja, da sua capacidade de compra, do que resulta uma redução paulatina do consumo.

A produção capitalista implica a interacção entre mercadoria e dinheiro. A obtenção de lucro não se realiza automaticamente, mas sim quando as mercadorias são vendidas. O desequilíbrio desta ligação entre mercadoria e dinheiro é uma primeira possibilidade de crise de superprodução ou de subconsumo. Mesmo em ambiente já denunciador da iminência de crise, verifica-se uma redução do poder aquisitivo dos trabalhadores resultante da política de travagem ou redução de salários e do desemprego em crescimento massivo. É de salientar que, mesmo na fase posterior de recuperação, o desemprego não deixou de aumentar adquirindo características crónicas, fenómeno que se mantém na actualidade.

Na fase de actividade febril, que precede a explosão da crise, há em geral um acréscimo e não redução dos investimentos, como geralmente há um aumento e não redução dos salários. Investimentos, emprego e produtividade não aumentam em proporção suficiente para sustentar por si próprios a expansão habitual. Quando o mercado está em expansão as empresas procuram obter uma parte deste bolo em crescimento, precipitando assim o sobreinvestimento e a capacidade excedentária. Logo que surge uma venda ao desbarato é absurdo aumentar a capacidade de produção de cada empresa. Pelo contrário, torna-se necessário reduzir as perdas e baixar os preços ou seja reduzir a produção, do que resulta um subinvestimento cumulativo ao nível macroeconómico. O investimento empresarial regista então uma queda acentuada na generalidade dos países capitalistas.

Em 1973, os preços dos principais produtos eram determinados pelo mercado mundial e não pelo mercado nacional. A alta de preços do petróleo deteriorou a relação de forças à escala mundial e obrigou a conceder às classes dominantes dos países da OPEP uma brusca e enorme parcela do rendimento petrolífero. A inflação manteve-se e acentuou-se na generalidade dos produtos industriais. No final de 1974 não havia ainda qualquer sinal de redução da pressão inflacionista. O processo inflacionário empobreceu os níveis de vida da classe trabalhadora e reduziu o poder aquisitivo.

A crise de superprodução amplia por sua vez a queda da taxa média de lucro, o que desencadeia o recurso acrescido ao crédito, o agravamento do endividamento das empresas e acentua a concorrência entre os capitalistas. As empresas, mais fortes sob o ponto de vista tecnológico e as mais poderosas sob o ponto de vista da dimensão dos seus capitais, dispõem de vantagens evidentes em relação às empresas mais retardatárias ou mais fracas. Como dominam o mercado tentam manter pelo máximo de tempo possível o anterior lucro médio.

São diversas as formas de aparecimento do acontecimento detonador que precipita as crises. Pode ser um escândalo financeiro, um brusco pânico bancário, a bancarrota duma grande empresa ou simplesmente a queda dum sector fundamental do mercado mundial. Pode ser mesmo uma brusca escassez de uma matéria-prima ou energética essencial. Mas a existência dum detonador não é a causa da crise. Para desencadear a crise é necessário que coincidam uma série de pré-condições que não derivam do detonador. Os elementos conducentes a uma próxima crise estavam já reunidos e apenas aguardavam por um elemento catalisador para se manifestar.

A crise revela-se primeiramente sob a forma de uma fracção do capital acumulado que, não podendo ser investida produtivamente em condições de rentabilidade habituais, é encaminhada para actividades especulativas e mais arriscadas. Esta acumulação de capital não permite aos capitalistas o usufruto imediato dos altos ganhos que procuram. Daí uma tendência dominante para um acréscimo de dificuldades financeiras difíceis de ultrapassar a curto prazo.

A crise de 1974 caracterizou-se também por uma sobreacumulação de capital, a avançar com uma rapidez sempre crescente que ultrapassa o ritmo de extensão da produção. As incoerências consequentes desta sobreacumulação introduzem na produção distorções múltiplas: incertezas nos mercados, perdas devido à anarquia da concorrência, desordem na execução de meios técnicos, agravamento das tensões sociais, da luta ideológica e política. Tudo isto constitui um labirinto que os Estados procuram permanentemente desenredar em conluio com a burguesia e em particular os seus grupos monopolistas.

O desenvolvimento de grupos financeiros está estreitamente ligado a esta sobreacumulação, à sua internacionalização e à capacidade de mobilizar créditos. Os capitais excedentes, não aplicáveis na produção ou em novos investimentos nos sectores de actividade económica, tendem a procurar uma valorização com carácter especulativo que se desenvolve com todos os riscos que comporta.

Os bancos atingidos pela crise estavam ligados, duma maneira ou de outra, aos grupos monopolistas. A dilatação do crédito, além de contribuir para uma alta de preços e das taxas de juro, provocou um avolumar considerável de créditos incobráveis. A utilização de capitais no curto prazo no financiamento de operações a longo prazo a elevadas taxas de juro ocasionou situações em que os bancos já não podiam fazer face aos seus compromissos para com os depositantes.

No sistema monetário registou-se um desvio de sustentação com o abandono da convertibilidade do dólar com o ouro, ocorrida em 1971 por decisão do governo americano, incapaz de resistir ao ataque especulativo contra o dólar. Reconstruiu-se então um novo sistema baseado na livre flutuação das taxas de câmbio, deixando a cargo de cada governo a adopção do regime cambial que preferisse. Os défices nas balanças de pagamentos cresceram bruscamente para além da média normal.

O receituário do economista Keynes, em defesa duma política de intervencionismo do Estado com o objectivo de suavizar os efeitos adversos dos períodos de regressão e das flutuações cíclicas, foi posto em causa. Em consequência disso, verificou-se uma viragem na prática de regulação estatal da actividade económica e financeira e defendido o mecanismo de mercado e a sua liberalização.

As sociedades multinacionais, surgidas após a Segunda Guerra Mundial, empenharam-se na criação de alicerces para a integração global dos ramos de actividade com maior relevância no comércio internacional. Em 1975, destacavam-se entre as grandes sociedades multinacionais a Exxon no ramo petrolífero, a General Motors como primeiro construtor de automóveis e, entre os fabricantes de aço, o grupo japonês Nippon Steel e o grupo americano US Steel.

II – A CRISE DE 1974 E O 25 DE ABRIL

Em 1973, e nos anos seguintes, a economia portuguesa esteve exposta ao impacto do rápido aumento, a nível mundial, dos preços dos produtos alimentares, das matérias-primas importadas, principalmente do petróleo, e dos produtos industriais. A aceleração, em 1974, da subida dos preços mundiais chegou a atingir a média de 25 a 30 %. No final do ano ainda não havia qualquer sintoma de redução da pressão inflacionista mundial. As exportações de bens e serviços registaram um fraco movimento explicado pelas condições externas tendo em conta as tendências de recessão dos outros países. (Relatório duma missão do FMI em 06/12/74)

"No período imediatamente anterior à revolução ocorreu ainda, por acréscimo, mas de modo sincronizado relativamente à crise internacional, uma situação de importante crise conjuntural: a taxa de inflação aproximava-se dos 30%; após tempos de intensa especulação, era já evidente a quebra nos mercados de títulos e de valores imobiliários; o défice da balança cambial de Janeiro a Abril de 1973 atingia cerca de 7 milhões de contos; e o sistema bancário debatia-se cada vez mais com graves problemas de liquidez. Entretanto a baixa económica internacional – com a crise do petróleo e a instabilidade monetária, combinando inflação com estagnação ("estagflação") em termos que se não podem analisar mais aprofundadamente – marcou decisivamente esta fase anterior a 25 de Abril (recordem-se as primeiras altas de preços de gasolina no último trimestre de 1973, como situação emblemática do que iria ser a nova conjuntura), em termos que, aliás, iriam continuar, agravados, durante os anos de 1974 e 1975. Pode, assim, sublinhar-se que o 25 de Abril de 1974 ocorreu num momento em que a economia portuguesa combinava diversos dos factores de deterioração que resultavam, por um lado, da situação interna, e, por outro, da crise económica internacional, que se agravara sobretudo a partir do último trimestre de 1973." (História de Portugal – 20 Anos de Democracia, Coordenação de António Reis, pág.175. Ed. "Círculo de Leitores, Lisboa 1993)

Em Abril de 1974, todos os bancos privados estavam ligados a grandes empresas industriais, comerciais e alguns a latifúndios. Grupos dispondo de meios financeiros poderosos, utilizando abusivamente as poupanças dos depositantes, dirigiam e controlavam os sectores básicos da economia: produção de aço, transportes, construção naval, indústria química, etc.

Os fundos depositados nos bancos resultavam: das poupanças dos cidadãos residentes ou emigrados; dos excedentes de tesouraria das empresas, instituições ou serviços públicos: da acumulação de capital destinada a compensar os accionistas a investir nas próprias empresas ou em operações especulativas.

As taxas de juro eram legalmente fixadas. Porém, os grandes depositantes, empresas e pessoas ligadas aos bancos, ou os seus intermediários, beneficiavam de taxas mais elevadas, sendo os respectivos montantes retirados dos famosos "sacos azuis".

As pessoas ou sociedades relacionadas com os bancos pagavam pelo crédito obtido, sem limite e sem garantias, taxas inferiores ao mínimo legal ou até nulas. Em contrapartida, aos pequenos e médios comerciantes, agricultores e industriais, eram exigidos juros "por fora", debitadas comissões, muitas vezes irregulares, e exigidas hipotecas, penhoras ou avales, como garantias nem sempre justificáveis. Os juros cobrados acima dos máximos legais constituíam receita dos "sacos azuis".

Milhões de contos estavam envolvidas em meras operações especulativas, compra e venda de títulos, contribuindo para a espiral das cotações da Bolsa. Pequenas economias individuais foram absorvidas pela avidez de obtenção de fáceis mas falsos lucros.

Compete ao sistema bancário proceder a uma correcta aplicação dos seus recursos que se traduza na sua contribuição para o desenvolvimento económico e social do País. É da competência do Estado e do Banco Central estabelecer regras, norma técnicas e éticas, que devem ser respeitadas pelos bancos. Porém, a concessão de crédito não correspondia ao interesse nacional, mas sim aos interesses dos grupos monopolistas, em que os bancos se inseriam, e á realização de elevados lucros. Muitas das empresas mais rentáveis acabavam por ficar tuteladas através do crédito ou das garantias prestadas.

Em anos anteriores a 1974, foram constituídas, por intermédio de um dos principais bancos nacionais, perto de uma centena de firmas com o capital mínimo de 50 contos, quase todas domiciliadas na mesma morada, sem qualquer actividade económica, mas dispondo cada uma dum crédito avultado que chegava a atingir cerca de 150 mil contos. Tais sociedades "fantasmas" pertenciam aos administradores, accionistas, colaboradores ou suas famílias. A principal filial deste Banco chegou a absorver mais de 70% dos seus depósitos locais na concessão de crédito às próprias sociedades do grupo em que estava inserido.

Os lucros apresentados nos balanços dos bancos eram previamente fixados pelas respectivas administrações segundo critérios da sua conveniência, tais como: influência na cotação das acções na Bolsa; melhoria dos dividendos a pagar aos accionistas; aumento dos vencimentos ou gratificações aos administradores ou directores. No final do ano de 1973, os resultados dos bancos comerciais, expurgados dos lucros obtidos em aplicações financeiras, em valores mobiliários ou em actividades especulativas, eram negativos.

Em 13 de Setembro foram nacionalizados os Bancos Emissores: Banco de Portugal, Banco Nacional Ultramarino e Banco de Angola. No mês seguinte, o Governo determinou a intervenção estatal no BIP - Banco Intercontinental Português, suspendendo os administradores em exercício e nomeando dois administradores por parte do Estado. Este banco foi posteriormente extinto, em Abril de 1977, absorvido pelo BPSM.

Em 29 de Novembro de 1974, o Governo nomeou delegados em instituições de crédito com funções de exame e apreciação da sua actuação nomeadamente no domínio da política de distribuição de crédito.

A nacionalização bancária, determinada em Março de 1975, travou a anarquia existente no funcionamento e o comportamento dos banqueiros que, uma vez perdido o poder político, enveredaram pela utilização das instituições financeiras como meio de contrariarem a política seguida pelos governos provisórios.

Os critérios de concessão de crédito foram então alterados e baseados fundamentalmente: na finalidade do crédito, segurança, liquidez e rentabilidade. Os sectores, que não podiam prescindir do crédito, foram os mais beneficiados tendo em atenção a sua maior utilidade económica e social. Predominou, como objectivos principais, a estabilização, o relançamento da conjuntura económica, a criação de empregos, a atenuação dos efeitos da crise reflectidos no comércio externo.

Algumas decisões relevantes merecem ser referidas. Em Maio de 1975 foi instituído a CAE – Crédito Agrícola de Emergência, destinado a beneficiar os pequenos e médios agricultores, com o objectivo a apoiar as preparação das culturas, o pagamento dos salários, a aquisição de sementes, rações, fertilizantes, combustíveis, pequenos equipamentos e outros produtos indispensáveis ao bom aproveitamento das explorações agrícolas. A formação no Norte dum grupo de intervenção no sector têxtil – GIEST – que acompanhou algumas empresas têxteis, devedoras à banca de quantias volumosas, manteve as unidades fabris em actividade, evitando o seu encerramento, com todas as suas gravosas consequências, como o desemprego de famílias inteiras, a redução das exportações e prejuízos para os bancos. Em relação às PME's, ainda antes da nacionalização bancária, o Banco Emissor passou a enquadrar um modelo de apoio financeiro destinado a facilitar a compra de matérias-primas, o financiamento de campanhas de produção, a cobertura de necessidades permanentes de tesouraria.

Em Dezembro de 1975, estes benefícios começaram a ser restringidos e as taxas preferenciais praticamente banidas três meses depois. Foi sol de pouca dura! O Banco de Portugal criou uma nova tabela de taxas de juros que vieram beneficiar os grandes agrários. Mês após mês, o CAE foi sistematicamente combatido de forma a perder todo o seu significado, o GIEST rapidamente extinto.

Todas estas medidas tiveram um efeito de contenção das graves consequências da crise de 1974 que afectaram o funcionamento da economia a nível mundial, mas que Portugal conseguiu em certa medida escapar

III – ECONOMIA MUNDIAL ENTRE AS CRISES DE 1974 E 2008

Durante mais de trinta anos, ocorreram mudanças que alterarem substancialmente a fisionomia do sistema capitalista e se reflectiram nas características específicas da actual crise.

O avanço da tecnologia conduziu a novas formas de produzir:

- a maquinaria requeria maiores investimentos e uma força de trabalho preparada para operar em sistemas integrados de automação;

- o aparecimento de computadores e a sua aplicação nas esferas da produção, da distribuição, dos serviços ou da investigação, revolucionou os processos de trabalho e as relações económicas e sociais existentes;

- a produção de matérias-primas sintéticas, a custo menor do que as naturais, afectou grandes áreas de produção tradicionais, relações entre os povos e suscitou questões ambientais de alguma gravidade;

- a adopção de meios de informação e de telecomunicações mais eficazes, velozes e seguras permitiu a realização de transacções económicas e financeiras com grande rapidez e extensivas a todos os continentes.

O desenvolvimento acelerado das técnicas colocou ao sistema capitalista novos problemas: necessidade de manter, com o auxílio do Estado, importantes actividades científicas, técnicas, de formação, não imediatamente rentáveis; necessidade de pagar a trabalhadores qualificados salários mais elevados, em contradição com a tendência para limitar o valor da força de trabalho.

O aumento da produtividade acentuou o obstáculo resultante das restrições ao livre funcionamento dos mercados, acentuou a escalada do desemprego e a diversificação das suas formas, os riscos de movimentações políticas e sociais. Com a redução do emprego, a massa total da mais-valia produzida reduz-se em relação ao nível atingido no final do período de expansão, isto apesar do aumento sem cessar da taxa de exploração dos trabalhadores ainda empregados.

A luta de classes intensifica-se em todos os planos, na luta quotidiana pelas suas condições de trabalho e de reacção contra as medidas que tendem a agravar a sua exploração. Por estes e outros motivos, novas camadas de assalariados (investigadores, professores, quadros) entram igualmente em luta. Ao mesmo tempo, grandes camadas sociais não monopolistas, incluindo urbanas, põem-se em movimento. Tanto os países ricos como os pobres, os regimes autoritários ou as democracias, enfrentam a instabilidade social, ante a massiva perda de postos de trabalho e a falta duma adequada rede de segurança social e a sua ineficácia, a pobreza e a fome.

Durante este período, floresceu a empresa multinacional como instituição fundamental da produção e distribuição das mercadorias que já não podiam ser conseguidas num só país. A elaboração e junção de componentes e o acabamento final passaram a realizar-se por várias empresas em geral agrupadas ou dependentes a funcionar em diferentes regiões. São exemplo disso: automóveis, computadores, electrodomésticos, etc. A expansão do capital a nível mundial implicou o rompimento das barreiras nacionais ao livre fluxo de exportação de capitais, tanto na forma mercantil como financeira. Estes fenómenos conduziram ao liberalismo económico e financeiro.

A fractura do mundo socialista, o colapso da URSS e do chamado euro-comunismo, facilitou a consolidação da hegemonia dos EUA como centro do imperialismo, criou condições para atingir uma nova fase de mundialização ou globalização, isto é, deu lugar a um novo facto económico e social da Humanidade, de que resultou uma nova repartição duma fracção importante do planeta entre as grandes potências.

Os países que compõem o Sudeste da Ásia constituíram, no período de 1990-96, o grupo de maior crescimento económico do mundo. O mercado global de capitais dirigiu os investimentos dos países ricos para a periferia emergente. O manancial destes capitais impulsionou a expansão das economias daqueles países mas também absorveu grande parte do mercado externo, originando um rápido aprofundamento da divisão de trabalho entre os países desenvolvidos e a periferia do Sudeste Asiático. Os primeiros exportavam produtos que incorporam tecnologia de ponta, os últimos vendiam produtos industriais em que o uso de mão-de-obra ainda intensivo lhes oferecia uma vantagem comparativa. O crescimento económico ocorrido no Sudeste Asiático, que atingiu três ou quatro vezes mais do que no resto da economia mundial, provocou uma euforia que caracterizou a maioria dos mercados financeiros. Um vasto excedente de capitais dirigiu-se para esta parte do mundo atraído por um crescimento económico vigoroso.

Com a globalização, as fronteiras nacionais tornaram-se permeáveis à passagem dos fluxos financeiros, o que provocou a unificação dos mercados de capitais e de moedas. A possibilidade duma crise financeira global é dada pela própria globalização. As bolsas de todo o mundo, onde grande parte das transacções é feita com acções e títulos das empresas e governos, entraram em fase crítica.

A crise monetária, persiste à escala nacional e internacional. As massas monetárias em circulação são multiplicadas pelo crédito entre bancos, o crédito internacional organizado pelos Estados. As deslocações de capitais flutuantes provocam a instabilidade monetária à escala mundial. Para escapar à insolvência e reforçar momentaneamente a sua posição, os Estados desvalorizam mais frequentemente a sua moeda. Mas estas desvalorizações não resolvem os desequilíbrios das balanças de pagamentos.

No âmbito da circulação do capital, a super-acumulação financeira ultrapassa uma possível absorção pelo investimento produtivo, daí resultando aplicações de carácter especulativo com tendência crescente. A centralização do capital já não se concretiza apenas entre empresas ou grupos de empresas, mas passa a envolver os próprios países formando-se blocos económicos.

A super-disponibilidade de capital pressionou as barreiras legais que impediam a sua mobilidade e, portanto, as barreiras à especulação financeira e à procura de aplicações em transacções altamente rentáveis. Um punhado de gigantes financeiros pode diversificar a actividades especulativa, controlar o mercado financeiro e imobiliário a nível mundial e as bolsas de valores. Os grandes aglomerados capitalistas passaram a determinar a estrutura dos preços e das taxas de juros, a penetrar nos mercados dos países em desenvolvimento, a consolidar uma posição hegemónica na banca mundial. A capacidade reguladora e a supervisão desvaneceram-se.

O sector comercial associou-se com os banqueiros com o fim de tornar mais acessível o crédito ao consumo. Isto encareceu as mercadorias porque os consumidores tinham de pagar os produtos e os custos do crédito, mas permitiu o pagamento parcelar e a manutenção temporária da capacidade de consumo. Este entendimento entre os sectores comerciais e financeiros, com o apoio dos Estados, permitiu ocultar a progressiva contracção do mercado adiando o estalar da crise.

As cadeias produtivas tentaram colocar parte dos seus excedentes de capital nas bolsas de valores ou em instituições financeiras, bancárias, seguradoras e outras, em vez de os investirem na produção. Assim, cresceu o montante dos capitais flutuantes que procuravam lucros sem se inserirem nos processos produtivos. Os empresários conseguiram assim aplicar os seus capitais em condições altamente rentáveis.

As fronteiras que se tinham estabelecido nos anos trinta entre a banca de investimento e a banca comercial foram eliminadas no final do século XX e, posteriormente, liberalizados os requisitos de capital das instituições bancárias. Libertados dos impedimentos legais, os bancos multiplicaram os negócios financeiros, converteram as dívidas em títulos comercializáveis, posteriormente vendidos a outras entidades financeiras, como fundos de investimento, confiados numa valorização contínua.

A crise financeira transmite-se à economia real através da insolvência do sistema bancário. Os bancos não conseguem recuperar os créditos de mutuários arruinados pelos craques e portanto não podem honrar suas obrigações para com os seus depositantes. Se houver bancarrotas em grande escala, muitas das empresas produtivas inevitavelmente são atingidas. A incapacidade do sector financeiro contamina o sector real, causando a falência de uma série de empresas, desemprego em massa, queda vertical da procura, etc. Por isso, os governos não deixam os bancos falir.

Os governos que constituíram a Comunidade Europeia resolveram manter paridades cambiais relativamente fixas entre as suas moedas, o que acabou por desembocar na unificação monetária do continente. A moeda que cobria as funções de dinheiro mundial era o dólar e, parcialmente, a libra. A formação do bloco económico europeu consolidou o euro como medida de valor e meio de pagamento e circulação, gerando um novo equivalente como dinheiro mundial.

Grandes quantidades de dinheiro proveniente da delinquência organizada (narcotráfico, prostituição, pornografia, tráfico de pessoas, fraudes fiscais, contrabando, sequestros, etc.) passam pelos estabelecimentos domiciliados nos paraísos fiscais onde procuraram conseguir a lavagem para entrar no mercado financeiro legal e aí poderem ser desfrutado pelos seus possuidores.

A desregulamentação financeira só se tornou política explícita dos principais governos capitalistas na década de 80. Os governos ficaram descomprometidos de controlar os fluxos internacionais de valores e revogaram as sanções fiscais adoptadas com a finalidade de coibir a exportação de capitais. Uma vez posta em prática a desregulamentação do movimento internacional de capitais, tornou-se ineficaz e insustentável a regulamentação financeira dentro de cada país. Pouco a pouco processou-se uma verdadeira regressão institucional. Os bancos centrais foram desprovidos dos instrumentos de controlo da oferta monetária e limitados a administrar a oferta de liquidez, a dívida pública e a respectiva taxa de juros básica.

A desregulamentação do mercado financeiro ocasionou um movimento cíclico de euforia prolongada, periodicamente interrompida por pânicos. Os capitais disponíveis são, pela sua natureza, financeiros e portanto susceptíveis de se valorizarem na esfera das aplicações, em que dinheiro se troca por dinheiro diferente, tendo em vista as expectativas. Na esperança de que se valorizem, os capitais dirigem-se em bando mais ou menos às mesmas aplicações. Fluem à esfera da produção e vice-versa, podem escolher uma imensa lista de investimentos produtivos, aplicações em empréstimos de diferentes espécies, opções por operações a prazo, etc.

IV – CRISE DE 2008

Em 2001, após os atentados terroristas nos EUA, criaram-se condições para uma economia de guerra com o objectivo de animar e impulsionar a produção mundial. Como segunda medida, o Governo dos Estados Unidos fixou uma política de baixas taxas de juro para permitir a recuperação da economia americana, oferecendo dinheiro barato tanto a capitalistas como à população em geral, ampliando a quantidade de clientes devedores, animando a gestão dos empréstimos e, com ele, o consumo massivo.

Novas linhas de crédito foram difundidas, em especial as relativas às hipotecas. Os bancos, incluindo os comerciais, começaram a outorgar créditos a longo prazo para a compra de apartamentos ou vivendas com facilidades excessivas sem cuidar da capacidade de pagamento por parte dos compradores. Conjuntos de dívidas eram posteriormente vendidos a instituições especializadas com base em pagamentos futuros e na valorização sistemática dos próprios imóveis. Este auge de hipotecas denominou-se "subprime". A política seguida beneficiou dum êxito inicial porque se ampliou o mercado imobiliário, mantendo-se uma forte procura de casas cujos preços não paravam de subir.

Em vários países, incluindo Portugal, tornou-se viável obter novos empréstimos pela diferença entre o valor actualizado da casa e o valor que faltava pagar da hipoteca, através do refinanciamento da dívida, o que permitia obter empréstimos destinados a outros usos. Este mecanismo baseado no incremento do valor da casa entra em rotura se o valor das casas deixa de subir e começa a descer. Foi o que começou a acontecer nos começos de 2006. Nessa altura a Reserva Federal Americana voltou a subir as taxas de juro para evitar um aumento da inflação e para de algum modo reter este mecanismo, pois já se começava a notar a formação duma bolha especulativa. Esta bolha forma-se quando muitos investidores compram qualquer coisa na perspectiva de uma subida de preço e a mudança dessa tendência gera uma explosão.

A forte procura pelos mesmos activos não pode deixar de elevar as cotações, de modo que se afigura muito fácil ganhar dinheiro especulando com acções, títulos de crédito, divisas, contratos futuros, etc. Assim se alimenta a auto-euforia. Como a economia está sempre a mudar, espera-se que algumas empresas sejam favorecidas pelas transformações e que, em compensação, outras sejam desfavorecidas. Por consequência, é de esperar uma maior procura pelas acções das primeiras e menor pelas últimas, daí resultando a subida da cotação daquelas e a queda da cotação destas. O efeito líquido das subidas e descidas de cotações deveria aproximar-se do zero. Mas não é isso o que se observa, devido às frequentes manobras especulativas que visam o controlo das grandes empresas, inclusive as multinacionais.

Em 2007, regista-se uma desaceleração dos indicadores de produção mundial nos níveis de custos laborais, produtividade do trabalho e receitas. O colapso financeiro mundial iniciou-se um ano antes da data em que se desencadeou na fatídica semana iniciada em 14 de Setembro de 2008 com a falência de um dos cinco grandes bancos de investimento norte-americanos, a que se seguiu o resgate da principal empresa de seguros (AIG), a venda forçada dos activos do principal banco de aforro e crédito (Washington Mutual), dum dos maiores bancos comerciais (Wachovia). Já nos meses anteriores, outros bancos mais pequenos tinham falido. Desencadeou-se igualmente a falência de bancos europeus.

Nessa semana, o sistema financeiro dos Estados Unidos esteve à beira dum colapso total; desencadeou-se uma virtual paralisação do crédito interbancário e da emissão de papeis comerciais de curto prazo.

Os preços das matérias-primas começaram a subir devido à expansão desordenada do sector da construção e à alteração sistemática das cotações do petróleo. Tanto as matérias-primas fundamentais derivadas da agricultura como as relativas à indústria energética em geral, deram lugar ao aumento dos custos de produção e à redução dos lucros.

Cada promessa de pagamento ou letra tem um prazo de vencimento mas, com a redução de recursos e perda de liquidez, as exigências de pagamento multiplicam-se e os devedores declaram falência. Muitas empresas quebram ou reduzem o seu nível de operações, despedem trabalhadores, aumentando o desemprego. Como ficam endividadas, compram menos a outras empresas, o mercado contrai-se e surge a aceleração do desemprego, a redução de salários, a contracção do mercado consumidor.

As empresas tentam adaptar-se às flutuações do mercado. Entendem que a etapa fundamental do ciclo económico é o mercado e não a produção, e assim procuram pôr em prática um sistema de trabalho adequado à pretensão de produzir apenas o que é possível vender. Procuram seguir uma política de diminuição sensível das existências em armazém, ou seja, adoptar o princípio "zero de inventário" através duma produção cingida à procura, encomendas ou consumo corrente. Neste quadro se insere a política de flexibilização do trabalho imposta pelos governos, em colaboração com as empresas capitalistas, que tem como consequências: o embaratecimento da força de trabalho, a redução de salários, o aumento da intensidade do trabalho, a manutenção ou o aumento dos lucros. Trata-se de concretizar o objectivo de fugir aos efeitos das crises transferindo-os para o mundo do trabalho.

As bolhas especulativas estalam quando a economia enfrenta o embargo produtivo e a queda estrondosa da taxa de lucro. Quando a bolha da especulação rebenta todos os capitalistas acham que foram vítimas de circunstâncias marginais e exigem dos governos o apoio financeiro que permita manter os seus rendimentos. A realidade revela que os governos correm a salvar os detentores do capital outorgando o dinheiro do erário público aos bancos e outras instituições financeiras, à custa dos contribuintes.

As soluções esboçadas concentraram-se num dos problemas específicos, a provisão da liquidez. Só depois se concentraram num segundo problema, facilitar a venda de activos arriscados (denominados tóxicos) e só em terceiro lugar, de facto o mais importante, a recapitalização das entidades financeiras, sem o que não pode haver uma recuperação do crédito. A compra de activos "tóxicos" evita que se depreciem mas não soluciona o problema principal que é a falta de capital das entidades. Por fim, é considerada a possibilidade legal dos governos adquirirem acções das entidades financeiras.

O mundo enfrenta uma insolvência generalizada que afecta, em primeiro lugar, os países e organizações, públicas e privadas, sobre-endividados e/ou muito dependentes dos serviços financeiros. A situação que prevalece nos princípios do ano 2009 no sistema financeiro mundial é que uma parte importante dos agentes económicos, incluindo os Estados, baseou o seu crescimento nestes últimos anos no endividamento, o que reflecte e amplia o problema da solvência global. As receitas fiscais dos Estados já estão em queda o que poderá conduzir a um agravamento do défice. O problema da insolvência coloca-se igualmente em relação aos fundos de pensões.

As baixas das taxas de juro podem ser ineficazes em caso de crises de solvência, pois não produzem qualquer estímulo e incitam ao endividamento. O recurso dos bancos centrais ao Banco Central Europeu é uma forma de aumentar a quantidade de moeda em circulação correndo-se o risco do regresso da inflação. A emissão de novos títulos do tesouro traduz-se numa criação monetária pura e simples.

V – MEDIDAS PARA ULTRAPASSAR ESTA CRISE

A convicção dos adeptos do liberalismo económico, segundo a qual o interesse geral é perfeitamente assegurado se cada um prosseguir com o seu interesse particular, revela-se manifestamente ilusória perante as evoluções decisivas do ciclo, além do facto de esta posição mascarar a oposição de interesses entre capitalistas e entre estes e os assalariados.

Os sistemas financeiros são incapazes de se auto-regularem e, por conseguinte, as medidas de liberalização financeira contêm o germe das crises. À medida que crescem as fortunas aumenta a confiança e os investidores tomam posições cada vez mais arriscadas, intercalando maior endividamento em relação ao capital que possuem. A lógica deste modo de operar permite conseguir grandes lucros com pouco capital, graças à inflação dos preços dos activos que se auto-engendra. O auge termina com os níveis de endividamento excessivo de todos os agentes e a escassa capitalização das entidades financeiras, facto que lança a semente das falências dos devedores e dos intermediários financeiros.

Todas as políticas do neo-liberalismo têm como efeitos, directos ou indirectos, centrais ou laterais, enriquecer os mais ricos e poderosos à custa do empobrecimento e a opressão da maioria da humanidade. Todas tendem a escravizar e sujeitar os povos que despojaram dos seus rendimentos e dos seus recursos. Entre todas as políticas destaca-se a injusta dívida externa que pesa sobre os países periféricos. Peritos e não peritos demonstram que os países endividados reembolsam cada ano mais do que recebem como empréstimo, que com o seu endividamento perdem a sua liberdade política e que os seus governantes se convertem nos intermediários dos grandes usurários para colocar no mercado a soberania dos seus povos, malbaratada, nula de todo o direito. O liberalismo tem sido a arma principal dos ganhos dos super-ricos e das grandes potências em prejuízo dos povos e dos cidadãos. Todos os estudos sérios levam à certeza de que com a continuação desta política o futuro da humanidade está gravemente ameaçado.

No decurso dos períodos de depressão, a interactividade entre monopólios e Estado assume formas bem conhecidas. Em todas crises financeiras o Estado aparece sempre como o único agente capaz de garantir a confiança e de injectar capital. Por isso, as nacionalizações temporais de entidades financeiras são comuns, às quais se agrega agora a possibilidade de comprar acções preferenciais. Esta solução permite ao Estado recuperar parte ou a totalidade dos recursos adiantados, vendendo as suas participações accionistas quando a situação melhorar.

A gravidade dos efeitos desta crise exige a tomada de rigorosas medidas, umas de possível aplicação imediata ou a curto prazo, outras exigindo uma mudança mais longa envolvendo o próprio sistema.

O que se revela, em primeiro lugar, necessário é uma democratização do Estado que empreenda a modificação das relações sociais de produção. É urgente substituir a intervenção do Estado em proveito dos monopólios privados por uma nacionalização progressiva dos sectores-chave da actividade económica, planificando a orientação da produção e distribuição em função das necessidades dos cidadãos e do país. Só assim podem ser suspensos os obstáculos postos pelo capitalismo monopolista à via duma sociedade tendente à satisfação das necessidades dos homens, à supressão das desigualdades sociais e à eliminação do carácter constrangedor do trabalho.

No caso do nosso País, permito-me sugerir algumas medidas que considero susceptíveis a implementar pelo Governo a curto prazo, tais como:

1- O Estado intervir no processo de encerramento de empresas, de redução da sua actividade ou de despedimentos colectivos, com a participação dos trabalhadores ou dos seus representantes, de forma a acautelar a continuidade da produção e do emprego. 2- Acabar com a flexibilização do trabalho, suspender o actual Código do Trabalho e fomentar a criação de novos empregos directamente por parte do Estado e das autarquias. 3- Promover um aumento salarial de emergência beneficiando trabalhadores com menores rendimentos e alargar o subsídio do Fundo de Desemprego. 4- Planificar e incrementar a produção nacional em conjunto com as organizações representativas dos sectores produtivos, as pequenas e médias empresas e produtores e comerciantes individuais e familiares, as autarquias e instituições defensoras dos interesses locais ou regionais. 5- Reduzir as importações, sobretudo de mercadorias que são ou podem ser produzidas no País, numa óptica de defesa dos interesses nacionais e não das multinacionais. 6- Apoiar as PMEs no incremento da sua actividade, organização e gestão, política de crédito e criação de novas actividades. 7- Proceder ao controlo efectivo dos preços, evitando a tendência especulativa frequente em tempos de crise. 8- Acabar com a privatização de actividades públicas rentáveis ou de exploração de recursos naturais e serviços das comunidades, 9- Acabar com a utilização de meios financeiros do Estado ou de instituições públicas para salvar os investidores financeiros ou especuladores, compensar as descidas de lucros das grandes empresas nacionais ou multinacionais. 10- Regulamentar e supervisionar as instituições financeiras, incluindo fundos de pensões, impedir os empréstimos bancários destinados a especulações financeiras, extinguir o "offshore" da Madeira. 11- Definir uma política de concessão de crédito, de curto e longo prazo, que contribua para o desenvolvimento económico e assegure o interesse e a defesa dos cidadãos.

Outras medidas, não imediatas, são susceptíveis de virem a ser implementadas com o apoio indispensável dos cidadãos:


1- Combater o liberalismo económico e financeiro. 2- Alterar o sentido da globalização, como meio de domínio das multinacionais à escala mundial, substituindo-o por uma campanha de solidariedade entre os povos que elimine as diferenças entre os países ricos e os economicamente subordinados. 3- Promover a nacionalização da banca, dos seguros e doutras instituições financeiras. 4- Reduzir o consumo petrolífero do País, o mais cedo possível, e congelar de imediato os megas projectos do governo. 5- Eliminar o ascendente do poder económico sobre o poder político. 6- Acabar com a democracia formal e instituir um regime democrático, a nível político, social e económico, que salvaguarde os iguais direitos de todos os cidadãos.

Por Miguel Ferro

30/03/2009

A NATUREZA COMO INSPIRAÇÃO DE CONDUTA

O ser humano ainda busca compreender seu papel no mundo. Mesmo possuindo a inteligência, a razão como sua maior característica, o ser humano ainda se mostra incerto sobre seu caminho. Analisando suas conquistas, podemos perceber que, tecnologicamente falando, as vitórias, nos mais variados campos, são incontestáveis.

Observe-se o avanço no setor de saúde, quantas não foram as descobertas seja na origem das moléstias, seja no meio de curá-las. Ou então na área eletro-mecânica, é fácil notar o avanço dos equipamentos utilizados no dia-a-dia. E poderíamos citar inúmeros outros exemplos nos diversos campos do saber humano.

No entanto, como tem se sentido o ser humano? Apesar de inegáveis avanços tecnológicos, é evidente a frustração que vive a espécie humana. Nunca o ser humano se sentiu tão sozinho, muito embora exista cada vez mais recursos nos meios de comunicação que possam aproximar as pessoas. Nunca o ser humano se sentiu tão triste, muito embora possa ter acesso a diversos meios de diversão. Nunca o ser humano esteve tão isolado, apesar de ter acesso a todos os recantos do planeta por meio da tecnologia colocada a seu dispor.

Por que isso ocorre? Percebemos que isso é conseqüência daquilo que o ser humano, como espécie, coloca como prioridade. Ter, e apenas ter, mais matéria, como se essa conquista representasse o máximo de sua evolução. Ora, o reflexo desse pensamento é evidente; o avanço tecnológico é impressionante e muitas mais novidades virão, basta o ser humano colocar em prática sua criatividade.

No entanto, esse mesmo ser humano se esqueceu de algo importante, da realização do Ser. A conquista material é importante sim, mas algo mais necessita ser feito. O ser humano, por dever, precisa descobrir sua função que está atrelado a algo maior, ligado à evolução. Deve entender que a evolução passa necessariamente pelo reconhecimento de si próprio como ser único, de sua presença num meio que necessita de sua ação, da importância do reconhecimento das diferenças e dos diferentes. Nesse momento ele passará a Ser e também poderá ter, já sabendo que o ter é relativo, como tudo o que se relaciona à matéria, mas Será pela sua evolução.

E a natureza, como sempre, é pródiga em exemplos nesse sentido. Observemos as plantas que exercem sua função. Enfrentam chuvas, ventos, calor escaldante, sempre com paciência. Dão frutos, sem nada pedir em troca, abrigo para diversos animais, inclusive para o homem, sem excluir nenhuma espécie. E o que dizer de suas flores?
E o mesmo podemos dizer dos animais. Percebemos também que cada um também exerce seu papel e a natureza busca manter o equilíbrio através da manifestação de cada espécie, de cada reino. Mas não um equilíbrio estático, mas sim um equilíbrio dinâmico, sempre tendente à evolução do meio e das espécies.

Por isso, cabe ao ser humano, que sempre agiu visando a satisfazer seus interesses, observar que, por vezes, sua atitude, sem análise das conseqüências pode causar danos ao planeta e para ele mesmo. E, agora sim entender sua participação e procurar agir de forma equilibrada e ponderada, buscando a evolução, que é meta universal.

Por Giuliano Pereira D'Abronzo

29/03/2009

DOIS TUCANOS, DOIS GALHOS E A CABACEIRA DO CÓRREGO DO GROTÃO

"Na barra dos dois galhos da cabaceira do Córrego do Grotão, uma gleba de terras, situada no distrito de Serra Bonita, município de Buritis, desta comarca, na fazenda "Pontes", com a área de 1.046 hectares..."

Até Parece começo de romance antigo e é o princípio da matrícula 04.823, de 20 de setembro de 1978, em que a Ruralminas, do Estado de Minas Gerais, representada pelo governador Aureliano Chaves, registrou, no Cartório de Imóveis de Unaí (MG), a venda de uma terra devoluta a Wandir Galetti, fazendeiro, residente em Brasília, por Cr$ 18.305,00, "pagos os impostos".

Em 12 de março de 79, Wandir Galetti hipotecou as terras ao Banco do Brasil, na agência de Unaí, por Cr$ 1.500,00, com juros de 15% ao ano, para pagar até 28 de fevereiro de 84. Pagou e cancelou em 25 de maio de 81. Em 26 de maio de 81, Wandir Galetti vendeu os 1.046 hectares ("746 de campos, 300 de cerrados, e mais uma casa de madeira, um curral de madeira branca, um paiol e mais ou menos 50 rolos de arame cercando a gleba") a Cesar Hartmann, gaúcho de Júlio de Castilhos, por Cr$ 11 milhões.

Em 13 de junho de 89, Cesar Hartmann vendeu a fazenda "Pontes" a Fernando Henrique Cardoso ("professor universitário") e Sérgio Roberto Vieira da Motta ("engenheiro") "por NCz$ 6 mil (seis mil cruzados novos), tendo o imóvel sido avaliado para efeitos fiscais por NCz$ 131 mil (cento e trinta e um mil cruzados novos)" (sic).

Fazenda virou empresa Em 21 de junho de 91, Fernando Henrique e Serjão passaram a fazenda "Pontes" para a Agropecuária Córrego da Ponte Ltda., com sede em São Paulo, de propriedade dos dois, meio a meio, no valor de Cr$ 6.700,00.

Em 23 de fevereiro de 92, a fazenda foi hipotecada ao Banco do Brasil, na agência do Núcleo Bandeirantes, em Brasília, por Cr$ 17.171.600,00, com juros de 12,5% ao ano ("para lavoura de arroz de sequeiro") e pagamento até 30 de junho de 92. A hipoteca só foi paga e cancelada em 26 de agosto de 98. Em 30 de abril de 99, um ano depois da morte de Serjão, faz-se a "alteração do contrato social da Agropecuária Córrego da Ponte".

O capital social passa a ser de 730 mil cotas no valor de R$ 1,00 cada uma. Jovelino Carvalho Mineiro Filho ("casado, empresário rural") fica com 525.600 cotas (R$ 525.600,00). Luciana Cardoso ("solteira, bióloga") com 102.200 cotas (R$ 102.200,00). Beatriz Cardoso ("solteira, pedagoga") com 102.200 cotas (R$ 102.200,00). Mas Jovelino Mineiro "cede" 160.600 de suas cotas a Paulo Henrique Cardoso ("solteiro, sociólogo"). A sociedade é "gerida e administrada" por Jovelino Mineiro e Luciana Cardoso. A fazenda-empresa é metade do Jovelino, metade dos Cardosolinos.

Do Tribuna da imprensa, 10/10/2000

26/03/2009

EUA - Homem congela mãe para receber pensão

Um homem de 69 anos congelou o corpo da sua falecida mãe a fim de poder continuar a receber a sua pensão de reforma, revelou quinta-feira a polícia norte-americana.

Segundo noticia a agência Lusa, Roland Auslander foi detido quarta-feira na aldeia de Cooks Falls, a 170 quilómetros a Norte de Nova Iorque, seis meses depois da descoberta do corpo da mãe no congelador da casa da família.

A polícia estima que a mãe de Auslander, quase centenária, tenha morrido de morte natural em 2007 numa data indeterminada.

O filho, que desapareceu depois da descoberta do corpo em Outubro, na sequência de uma denúncia, foi acusado de eliminação ilícita de restos humanos e de falsificação de assinatura.

C/A

23/03/2009

PARA FHC, VOLUME DE DENÚNCIAS MOSTRA QUE CONGRESSO ESTÁ "BAMBO"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira (23) que o Congresso Nacional, cercado de denúncias nas últimas semanas, está "bambo" e "não representa mais nada". Para ele, apenas uma mudança no sistema eleitoral pode alterar essa situação.

"Nosso sistema de representação, está bambo, não representa mais nada. Isso é visível, provocando um efeito de desmoralização extraordinário", disse o ex-presidente em palestra da Associação Comercial de São Paulo.

Mencionando a publicação constante de denúncias pela imprensa contra parlamentares, Fernando Henrique defendeu a criação de regras para a prestação de contas pelos congressistas.

"Nosso sistema eleitoral é ruim, se não mudarmos vamos ter a repetição de Congressos do mesmo tipo. A relação de quem vota e de quem é votado é tênue. Quem é votado se sente à vontade para não prestar contas", acrescentou.

Denúncias

O Senado vem sendo alvo de uma onda de denúncias desde a posse do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O primeiro a cair foi o então diretor-geral Agaciel Maia. Ele deixou o posto após a denúncia de que teria ocultado de sua declaração de bens uma mansão de R$ 5 milhões em Brasília.

Na sequência veio a revelação de que a Casa teria pago horas extras aos funcionários no mês de janeiro, apesar de não ter realizado sessões. O pagamento foi considerado legal, mas alguns senadores determinaram a devolução do dinheiro, que será feita em dez vezes.

Outro caso derrubou o diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi. Ele repassou a seus filhos um apartamento funcional que recebeu do Senado para sua própria moradia. Ele morava em um casa no lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Na semana passada, foram exonerados 50 diretores dentre os 181 do Senado, entre eles, o de "garagem" e de "check in".

Do Brasília em Tempo Real

18/03/2009

Caso Satiagraha - Jornalistas criticam imprensa e defendem Protógenes

O fato de o delegado Protógenes Queiroz, que vai ser indiciado por grampo ilegal e quebra de sigilo funcional, ter informações sobre investigações em seu computador particular não significa que ele as conseguiu ilegalmente. A opinião é dos jornalistas Jailton de Carvalho, do jornal O Globo, e Leandro Fortes, da revista Carta Capital, que criticaram a cobertura da imprensa e defenderam o delegado. Os dois participaram do programa Comitê de Imprensa, da TV Câmara.

Na conversa, mediada pelo jornalista Paulo José Cunha, Jailton de Carvalho e Leandro Fortes afirmaram que faltam provas do que vem sendo divulgado pela imprensa, principalmente pela revista Veja. A revista publicou que, no computador e no pen drive do delegado, apreendidos por ordem judicial em inquérito que apura se houve ilegalidades na Operação Satiagraha, foram encontrados relatórios que levantam suspeitas graves sobre as atividades de ministros do governo, fotos comprometedoras usadas para intimidar autoridades e gravações ilegais de conversas de jornalistas.

Para Carvalho e Fortes, faltam provas de que houve arapongagem. O jornalista Jailton de Carvalho afirmou que, ainda que o que a revista Veja divulgou seja verdade, não é possível saber se as informações no computador de Protógenes foram obtidas de forma ilegal. “Qual é o indicativo de que a informação chegou até ali [no computador do delegado Protógenes] de forma ilegal?”, perguntou.

Jailton de Carvalho também falou sobre o vazamento da operação. Em abril de 2008, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma notícia, assinada pela jornalista Andrea Michael, sobre a investigação da Polícia Federal cujo alvo era o banqueiro Daniel Dantas. Segundo a revista Veja, não houve autorização para investigar Andrea, mas dados sobre a jornalista foram encontrados no computador de Protógenes. Na época, o delegado chegou a pedir a prisão de Andrea, mas o pedido foi negado.

Jailton de Carvalho afirmou que a equipe do delegado se mobilizou para saber quem tinha passado a informação para a repórter. “Não sei se o telefone dela foi grampeado. A informação que tenho é que houve um agente de inteligência, que se aproximou dela e estabeleceu uma relação de amizade, e gravou uma conversa entre os dois. Nesta conversa, ela menciona de onde poderia ter partido a informação. Tem alguma ilegalidade nisso?”, questionou sobre a investigação em cima da jornalista.

Carvalho acha que não. A tese dele é de que a pessoa pode gravar a própria conversa. Ele não soube dizer, no entanto, se esse tipo de monitoramento não autorizado poderia entrar na investigação. Paulo José Cunha, apresentador do programa, esclareceu que a conversa gravada não tem validade jurídica.

Leandro Fortes e Jailton de Carvalho tentaram encontrar justificativas para as informações armazenadas no computador do delegado. “Aquilo deve ser depositário de informações como os jornalistas têm”, afirmou Leandro Fortes. Já Jailton de Carvalho afirmou que sabe de detalhes da vida privada de algumas pessoas públicas sem nunca ter feito grampo ou espionagem. “Às vezes, a informação chega por outras vias”, disse, referindo-se ao relato contado por terceiros, por exemplo.

Leandro Fortes, por sua vez, afirmou que a suposta pasta “Protógenes – A lenda”, no computador do delegado, é justificável. “Suponhamos que eu seja convidado para o New York Times. Eu poderia abrir uma pasta e escrever Eu – Rei de Nova York”, disse. Segundo ele, pode ser uma explosão de vaidade.

Investigação Desmoralizada

A Operação Satiagraha levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão por duas vezes. Nas duas, foi solto por conta de liminar dada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Leandro Fortes, a desmoralização do trabalho de investigação feito por Protógenes começou logo depois da operação.

Os dois jornalistas defenderam a cobertura de outros assuntos. Leandro Fortes disse que há uma cobertura muito desequilibrada da Operação Satiagraha. Ele afirmou que a Carta Capital fez uma ampla investigação sobre os negócios do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, em Brasília. Fortes se referia ao Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Ele afirmou que Mendes é dono do IDP, que tem no seu quadro vários professores que têm ações no Supremo, conseguiu dinheiro do governo Roriz, do Banco do Brasil e tem contratos sem licitações. Fortes disse que foi processado pelo ministro por conta de capa da Carta Capital com essas revelações.

Para Leandro Fortes, a notícia do grampo de uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o ministro Gilmar Mendes é um “absurdo”. “Cadê o áudio daquilo, cadê a prova?”, perguntou. Ele criticou a informação, dada como verdadeira e replicada pelos outros órgãos de comunicação.

Jailton de Carvalho, que afirmou conhecer o delegado Protógenes, acredita que o vazamento da operação, em abril, levou o delegado a tomar atitudes desesperadas como a de fazer a gravação de uma conversa com o chefe dele. “Ninguém se levantou contra o vazamento”, criticou. O jornalista afirmou, ainda, que foi a partir do vazamento que o delegado começou a se sentir isolado e acabou por cometer alguns erros. “Qual o tamanho desses erros, eu não sei”, disse.

CPI Política

O jornalista Leandro Fortes criticou também a CPI dos Grampos, que “já nasceu torta”, por ser presidida pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). Segundo Fortes, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Paulo Lacerda, é um desafeto do deputado. Este também, diz Fortes, é ligado ao governo José Serra (PSDB-SP) “[A CPI] não está investigando nada”, afirmou, se referindo ao viés político da comissão.

Já Jailton de Carvalho perguntou com que propósitos foi aberta a CPI. “Não tinha um fato claro e específico”, afirmou. Ele questiona por que a Operação Satiagraha, entre tantas outras da Polícia Federal, foi eleita para se “desconstruir”. Para ele, existe uma pressão muito grande contra a operação. “Os erros estão sendo verificados com lupa”, disse. “Que motivo dantesco há por trás?” completou ironicamente Fortes. Para ele, há um jogo de interesses que vai ficar claro em 2010, ano de eleições.

Do Escritório On Line

12/03/2009

Com coragem e garra, podemos avançar mais

A defesa de idéias, projetos e ações que melhorem a vida das mulheres é sempre uma das coisas que mais me apaixona na vida parlamentar. Nestes seis anos como senadora por Santa Catarina, apresentei propostas, ajudei no debate de outras e pude presenciar o avanço de políticas do governo Lula que contribuem para que as mulheres, do campo e da cidade, tenham uma vida mais digna, plena de respeito e de direitos.

Para mim é uma honra muito grande participar de um governo que criou, em 2003, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com status de ministério. Nestes últimos anos, temos uma maior participação das mulheres no primeiro escalão do governo federal, ou seja, em espaços importantes de poder e de decisão. Isto é uma forma concreta de dar maior visibilidade às mulheres e ao trabalho que elas realizam, mas, principalmente, de implementar políticas públicas.

Pela primeira vez no Brasil foram feitas duas conferências nacionais reunindo mulheres de todos os estados para debater e aperfeiçoar o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que inclui uma série de ações e metas relacionadas à saúde, educação, igualdade no trabalho, combate à violência etc. Foi neste novo cenário também que tivemos condições de aprovar a lei Maria da Penha – uma lei que ‘pegou’, pois se percebe o quanto as mulheres se sentem mais fortalecidas para enfrentar o problema já que a Lei Maria da Penha é um estímulo efetivo para que a violência seja denunciada e punida.

O combate à violência contra a mulher é prioridade para nós porque ainda é uma triste realidade no Brasil. Para tanto, o governo Lula propôs o Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, que vai investir quase R$ 1 bilhão até 2011 em ações de prevenção, proteção e garantia às mulheres que sofrerem violência e de combate à impunidade dos agressores. Fazem parte do Pacto a criação de juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher, previstos na Lei Maria da Penha; o fortalecimento da rede de atendimento a vítimas da violência, com criação de novas delegacias especializadas no atendimento à mulher, defensorias públicas da mulher e casas de abrigo às vítimas; atendimento às mulheres em situação de violência nos centros de referência de assistência social; e campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar.

Mas a implementação de todas estas ações depende do compromisso de todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário) e da sociedade civil organizada, nas esferas nacional, estadual e municipal, para que se possa avançar mais e de forma mais rápida. Não podemos admitir, por exemplo, que aconteça o que aconteceu em 2004, quando consegui incluir no orçamento da União uma emenda de R$ 500 mil para que sete municípios catarinenses pudessem iniciar a construção de abrigos às vítimas de violência, e, infelizmente, o dinheiro não foi repassado porque as prefeituras não enviaram os projetos. É fundamental também o empenho de todos para fortalecer os Conselhos Estaduais e Municipais dos Direitos da Mulher, os Centros de Referência, a criação de programas de geração de emprego e renda e de combate às discriminações.

As ações já implementadas no âmbito federal e outras como a destinação de mais recursos no Orçamento para programas de atendimento à mulher; a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses; a aprovação da lei que obriga os hospitais e postos de saúde a notificar qualquer tipo de violência contra a mulher; a lei Maria da Penha; a lei que garante o acompanhamento no parto, que é de minha autoria, são alguns exemplos do compromisso do governo Lula e do meu mandato com os direitos da mulher. Nosso esforço é para fazer avançar cada vez mais estas políticas e para que elas estejam cada vez mais perto de quem as precisa. Que este Dia Internacional da Mulher (08 de março) sirva para revigorar nossa coragem de defender o que merece ser defendido, de enfrentar o que oprime, de ocupar os espaços de poder, e de transformar efetivamente a realidade de milhões de brasileiras.

Senadora Ideli Salvatti

06/03/2009

Petrobras confirma negociação para patrocinar Manchester

A Petrobras, por ser uma empresa de economia mista, realmente deve se comportar de modo capitalista e buscar novos mercados, sendo assim, uma publicidade que sirva para esse fim, tendo uma boa relação custo/benefício é muito válida.

Na Argentina, a Petrobras gasta um dinheiro que é, em parte, meu e seu, para patrocinar o River Plate. Para mim, isso, em teoria, se justifica pelo fato da ascendente influência da empresa no mercado argentino na comercialização não só de combustíveis como de outros produtos como lubrificantes.

No Brasil, onde a participação no mercado é enorme, a empresa patrocina o maior clube em torcida, o Flamengo.

Porém, na Inglaterra, não sei até que ponto chega a penetração da Petrobras, e mais, não sei se existe espaço para essa penetração caso ela não exista e seja cobiçada, tendo, como indício disso, essa vontade de patrocinar um grande clube do país.

Se a exposição na camisa de um clube como o Manchester der certo, não só para a Inglaterra, como para a Europa e o mundo, terá sido dinheiro bem gasto. Porém, se não adiantar, terá se jogado fora, em uma iniciativa um tanto inovadora para uma empresa brasileira e arriscada, uma grande quantia de dinheiro, já que imagina-se que o preço pedido por um time como o Manchester United seja alto, que advém, de alguma forma, do nosso bolso.

Há que se analisar com cuidado.

Do Pespectiva Política

25/02/2009

Dois Pesos - Passividade da Folha em relação a Serra e Kassab é constrangedora, afirma ombudsman

Leia abaixo o texto do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, publicado em sua coluna no último domingo:

A Folha e os problemas de São Paulo:


A cidade e o Estado de São Paulo, onde este jornal tem a maioria absoluta de seus assinantes e leitores, começam 2009 com problemas sérios.

A maneira com que a Folha os vem tratando deixa muito a desejar em relação ao que se pode esperar do maior diário paulista.

Um deles é o exame a que foram submetidos professores temporários da rede estadual de ensino público, no qual número expressivo tirou nota zero e metade não chegou a cinco.

Como na greve da categoria em 2008, o jornal trata do caso superficialmente. Reproduz declarações das autoridades e, em contraponto, ouve mecanicamente o sindicato dos trabalhadores.

O "outro lado" não é o sindicato, mas os professores, cujas histórias não chegam ao público. O jornal não vai fundo nem nas causas de haver tantos professores provisórios no sistema nem nas razões por que muitos se deram mal na prova.
As condições em que o teste foi concebido, formulado e aplicado (há indícios de que estiveram longe do ideal) não foram detalhadas.

O noticiário e opiniões do jornal acabaram passando a ideia de que a "culpa" do mau desempenho é apenas dos professores, mostrados como em geral despreparados. É claro que a explicação é muito mais complexa.

Outra situação é a da merenda escolar no município de São Paulo. Embora em 2007 a Folha tenha levantado o tema que agora está sendo retomado pelo Ministério Público, seu acompanhamento neste ano tem sido pouco arrojado.

O jornal precisa ser mais ativo. Em vez de quase se limitar ao pingue-pongue entre prefeitura e seus acusadores deve tomar a iniciativa de, por exemplo, verificar autonomamente a qualidade da merenda, pesquisar se pais, professores e alunos estão satisfeitos com ela em comparação com a que tinham antes.

O tema merece mais espaço, destaque e investimento do que tem recebido. Houve dia em que o noticiário sobre ele teve o mesmo tamanho de uma foto que mostrava as calças de um calouro estragadas em trote universitário.

Os paulistas, principalmente os paulistanos, estão sofrendo bastante com enchentes. Mas o jornal tem cuidado delas de forma acanhada. Relata os alagamentos que ocorrem, publica fotos de carros boiando nas ruas, conta os quilômetros de congestionamento.

É muito pouco

No dia 10, por exemplo, reportagem registrou que a prefeitura "espera o pior fevereiro desde 2004″ e fará novo estudo de riscos só depois do período de chuvas.
A placidez com que acata tal declaração só se compara com a aceitação passiva do argumento de que a prefeitura tapa os buracos "sempre que é informada". Ambas são constrangedoras.

Nada de jornalismo preventivo. Nada de acompanhamento sistemático das providências que as autoridades dizem tomar.

Finalmente, a erupção de violência na favela de Paraisópolis, cujo acompanhamento anódino por este jornal já comentei, não o motiva a se aprofundar no exame desta e de outras comunidades em que a expressão "barril de pólvora" se aplica bem, apesar do lugar-comum. Até acontecer a próxima explosão.

Do PT

18/02/2009

Facismo - Advogado é condenado por aceitar propina de Berlusco

Um tribunal de Milão condenou nesta terça-feira a quatro anos e meio de prisão um advogado britânico considerado culpado de receber uma propina de US$ 600 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.

O caso do advogado David Mills ganhou grande destaque na imprensa britânica. Ele foi casado com a ex-ministra da Cultura britânica Tessa Jowell - atualmente a principal autoridade britânica encarregada da organização da Olimpíada de 2012 em Londres.

Mills, que promete recorrer da sentença, teria aceitado o suborno como pagamento por ter dado falso testemunho em dois julgamentos de corrupção que envolviam o primeiro-ministro italiano.

Os promotores alegaram que Mills usou o dinheiro para pagar uma hipoteca que tinha em conjunto com Tessa Jowell. Ela foi inocentada depois de uma investigação realizada por autoridades do Parlamento britânico.

Berlusconi nega que tenha pago suborno ao advogado, que não estava no tribunal para receber a sentença.

''Reconhecimento''

Berlusconi introduziu lei de imunidade após assumir novamente o poder

Mills era um dos consultores de Berlusconi a respeito de paraísos fiscais em outros países.

A promotoria alegou que o premiê pagou a Mills para que ele não revelasse detalhes de companhias estrangeiras durante dois julgamentos anteriores em 1997 e 1998. Nestes julgamentos, Mills deu seu testemunho como perito judicial.

O advogado inicialmente reconheceu ter recebido dinheiro de Berlusconi "como reconhecimento" pelo depoimento prestado, mas depois afirmou que o dinheiro tinha sido dado por outra pessoa.

Depois de chegar ao poder pela terceira vez em 2008, Berlusconi propôs uma polêmica lei que garante imunidade legal às quatro autoridades máximas da Itália, o que inclui o posto de primeiro-ministro.

A lei foi aprovada nas duas câmaras do Parlamento italiano. Os partidários de Berlusconi alegaram que a emenda era necessária para permitir que as autoridades de Estado se concentrassem em seus trabalhos sem nenhuma distração jurídica.

Quando deixar o cargo de primeiro-ministro, Berlusconi ainda poderá ser julgado, a menos que os crimes de que é acusado tenham expirado segundo as leis italianas.

C/Agências

15/02/2009

ATÉ OS POETAS TÊM O DIREITO DE SEREM CANALHAS?!

Lendo a coluna de Ferreira Gular deste domingo, 15.02.2009, me espantei com um artigo que em nada lembrava o Autor. Iracundo, com erros gramaticais incompatíveis com um poeta, o artigo desfere ataques gratuitos ao presidente Lula do início ao fim.

Usando a nata dos argumentos da direita podre e reacionária deste país (PSDB, DEM e PPS), Gular em nada lembra os bons tempos de poesia. Alugando a sua pena à sanha vingativa de Otavinho Frias Filho, o poeta maranhense mostra que está decaindo rapidamente e perdendo o respeito poético que ainda mantinha.

Como é que um cidadão que escreveu o Poema Sujo, considerado uma obra-prima da poesia brasileira, pode se prestar a tão patético papel? Alugar sua pena a soldo dos Frias, vergando a cacunda feito um reles bate-pau e contribuindo com o projeto mais caro à Folha de São Paulo, que é eleger José Serra a presidente em 2010?

Bem verdade que Gular não é o primeiro escritor a pedir arrego e vender sua alma ao Diabo. Vargas Llosa, consagrado autor peruano, autor de obras clássicas como Conversa na Catedral e Pantaleão e as Visitadoras, se converteu tardiamente ao neoliberalismo tatcherista e passou a desancar a esquerda; João Ubaldo Ribeiro é outro escritor, que abrigado sob o manto de colunista da Folha de São Paulo, secunda os projetos golpistas da FSP, atacando Lula dia sim, outro também.

Ferreira Gular, com sua coluna de hoje, perdeu completamente o restinho de respeito intelectual que eu tinha por ele. Para mim, doravante, Poema Sujo, terá sido escrito por um grande poeta que, infelizmente, morreu. Sim. O autor de um dos grandes poemas da literatura brasileira, morreu! Restou, em seu lugar, um tal de Ferreira Gular, jornalista medíocre e assassino de reputação de aluguel, a soldo do que paga mais: o PIG (Partido da Imprensa Golpista). Nada de mais. Até os poetas e escritores têm o direito de ser canalhas!

Por Roberto Ilia Fernandes

06/02/2009

Denúncia - Mensalão de Serra na SABESP

A SABESP é a maior estatal paulista, empresa estadual de água e esgoto do Estado de São Paulo, sob comando do governador José Serra.

Ela presta serviço público essencial, com a missão de levar água e recolher e tratar o esgoto dos domicílios do Estado de São Paulo.

Onde atua tem o monopólio, sob forma de área de concessão. Por isso não disputa mercado, e não precisa fazer propaganda como se vendesse refrigerante.

Mas fez uma escandalosa propaganda na TV, e com tamanho desprezo pelo dinheiro do contribuinte paulista, que sequer restringiu a propaganda à retransmissoras regionais do Estado de São Paulo, sua área de concessão.

Fez propaganda nacional para o Brasil inteiro, não só da própria SABESP, mas também do Governo do Estado de São Paulo.

O telespectador do Amapá que consome água da CAESA (Companhia de Água e Esgoto do Amapá) e está completamente fora da área de concessão da SABESP, assistiu propaganda da empresa paulista.

O do Rio de Janeiro que é atendido pela CEDAE assistiu propaganda da SABESP, e o caso despertou a atenção do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) como possível propaganda antecipada de José Serra às eleições de 2010. Como Serra ainda não é oficialmente candidato à presidência em 2010, o TRE-RJ ainda não pode abrir processo por um crime eleitoral que ainda não foi consumado.

Mas o Ministério Público Estadual de São Paulo precisa defender o cidadão paulista e mover ação contra a diretoria da SABESP e o governador, não por crime eleitoral que ainda não se consumou, mas pelo menos por improbidade administrativa.

Se o Ministério Público Estadual de São Paulo se empenhar, pode ncontrar coisas piores, pois há fortes indícios de outros crimes mais graves, como financiamento fraudulento de campanhas, desvio de verbas, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, etc.

Há fortes indícios da SABESP de Serra, hoje, estar repetindo em São Paulo, o que fez a CEMIG de Eduardo Azeredo em Minas Gerais, com o mensalão tucano.

Por: Zé Augusto

26/01/2009

DENÚNCIA - JOSÉ SERRA COMPROU A MÍDIA

José Serra(FHC piorado) já começou a organizar seu Comitê de Campanha Eleitoral de 2010, burlando a Lei e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto de olhos fechados. O primeiro nome é Gesner de Oliveira, novo presidente da SABESP, CAIXA 2 de campanha de José Serra, onde passa toda grana que vem financiando a Mídia Golpista para divulgar em todo Brasil sua obras no Governo de São Paulo. Outro nome é o coitado do Geraldo Alckmin, o chuchu sem vergonha.

Os Tucanos já teriam desviado R$ 1,1 bi da CDHU para Campanha do José Serra. Cadê o montante de R$ 600 mil investido pelo Governador Serra para reformar uma Escola em São Paulo? E tem mais: José Serra só permite à Globo divulgar sua corrupção às sextas-feiras.

A corrupção no governo demo-tucano de José Serra, quando torna-se impossível abafá-las, tem dia certo da semana para veiculação no Jornal Nacional. O SERRAcard, com mais de uma semana de atraso, foi noticiado numa sexta-feira. A Mídia Corrupta e Golpista não diz que JOSÉ SERRA representa os banqueiros, multinacionais, entre elas a ALSTOM, os empresários da FIESP e da Mídia Brasileira.

A Mídia esconde o projeto de privatização(entrega/doação) da EMTU, Metro, CPTU, Dersa (transportes), Sabesp (saneamento), CDHU (habitação) e CESP (geração de energia).

A Rede Globo, revista VEJA, SBT e companhia tem interesse na eleição de José Serra. Eles estão perdendo muito dinheiro e a cada dia perde assinantes e telespectadores. Cuidado eleitor, olho aberto!

Do Desabafo Brasil

18/01/2009

FIRJAN aposta em saídas. A FIESP, na crise

Enquanto o pessimismo assombra os empresários e líderes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), seus colegas da Federação das Indústrias do Estado do Rio (FIRJAN) tomam outro rumo – ainda bem!

Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da entidade fluminense, considera que "as federações devem apenas orientar, e não fazer espuma". Ele criticou a atitude da FIESP, de disseminar o pessimismo e insistir na tal "flexibilização" da jornada de trabalho.

Neste caso, o presidente da FIRJAN considera que as "discussões devem ser feitas entre sindicatos patronais e seus trabalhadores", conforme declarações suas publicadas hoje na Folha de S.Paulo

Para Eduardo Gouveia, "ao liderar essa discussão, a Fiesp passa a impressão de que a crise se generalizou. O pequeno comerciante vai ver isso e concluir que é hora de cortar encomendas e demitir, espalhando o pessimismo", declarou Vieira.

Para mim esse recado curto e direto do presidente da FIRJAN diz tudo. Vamos torcer para que seus colegas paulistas leiam a mensagem. Enquanto em São Paulo o pessimismo impera – ao lado da conversa (fiada) sobre "flexibilização" de jornada de trabalho e direitos trabalhistas -, no Rio, a opção é pelo "otimismo com moderação". Vocês tem dúvidas sobre o melhor caminho?

Por ZD

14/01/2009

Crimes de Guerra - Quem são os terroristas em Gaza?

“A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é terrorismo de Estado. Quando há um atentado contra Israel, é um ato terrorista. Mas quando uma ação do exercito israelense provoca a morte de civis palestinos, é uma ‘reação de defesa’? Isso é terrorismo de Estado, me desculpem”.

Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula.

A incisiva declaração de um dos principais assessores do governo brasileiro gerou forte gritaria de parte da comunidade israelense no Brasil. Até o ministro de “assuntos sociais” de Israel, Isaac Herzog, retrucou em tom presunçoso: “As pessoas deveriam ler mais para conhecer a história”. Colunistas da mídia, que não negam seus préstimos, também esbravejaram. O jornalista Carlos Brickmann tentou desqualificar o assessor especial do presidente e propôs que ele fosse “enviado para a França, onde estão os trotskistas que, há 40 anos, influenciaram a sua cabeça stalinista”.

A corajosa declaração incomodou tanto porque Marco Aurélio Garcia colocou o dedo na ferida, desmascarando uma das principais peças de propaganda dos sionistas e da sua mídia servil. Na prática, boa parte da imprensa mundial e nativa tenta fixar a imagem de que os palestinos sãos os terroristas. Israel seria apenas vítima indefesa de atentados e agressões. Na “guerra” em curso, a mídia inclusive difundiu a mentira de que Israel foi atacado primeiro em dezembro passado e de que o Hamas rompeu o cessar-fogo ao lançar foguetes contra cidades fronteiriças. Puro engodo!

“Mãos sujas de sangue”

O jornalista inglês Robert Fisk, um dos maiores especialistas em Oriente Médio, já comprovou que foi Israel quem rompeu primeiro o tênue acordo de paz. Além de promover um cerco brutal aos 1,5 milhão de palestinos que superlotam a Gaza, vetando a entrada de alimentos e remédios para isolar o Hamas, que democraticamente venceu as eleições no território em janeiro de 2006, o exercito sionista ainda assassinou militantes deste movimento. “O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro em 4 de novembro, quando bombardeou e matou seis palestinos em Gaza; e depois, em 17 de novembro, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinos”.

Para o veterano correspondente de guerra, que já presenciou várias outras atrocidades de Israel, a cumplicidade de governos e da mídia com essas mentiras é vergonhosa. Referindo à matança de crianças e civis inocentes, ele desabafa. “O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e tantos editores e jornalistas tenham acreditado nas mesmas velhas mentiras... Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas de sangue da carnificina”.

Operação “chumbo fundido”

Um estudo acalentado do intelectual Michel Chossudovsky demonstra que essa ação terrorista de Israel já estava planejada há tempos. Os foguetes artesanais do Hamas, que nos últimos sete anos causaram 17 mortes – enquanto a alta tecnologia militar israelense-ianque produziu milhares de mortes –, serviram apenas como pretexto. “Os bombardeios aéreos e a presente invasão de Gaza pela forças terrestres israelenses têm que ser analisados num contexto histórico. A operação ‘Chumbo Fundido’ (Cast Lead) é uma missão cuidadosamente planejada que, por sua vez, faz parte da estratégia militar e do serviço secreto formulada pela primeira vez em 2001”.

Segundo revelou o jornal israelense Haaretz, “fontes do establishment disseram que o ministro da Defesa, Ehud Barak, deu instruções às forças militares israelenses para se prepararem para a operação há mais de seis meses, na altura em que Israel negociava o acordo de cessar-fogo com Hamas”. Em 8 de dezembro passado, num mau agouro, o vice-secretário de Estado dos EUA, o carniceiro John Negroponte – o que mesmo que organizou os esquadrões da morte na América Central – reuniu-se em Tel Aviv com Meir Dagan, diretor do serviço secreto sionista (Mossad). O genocídio, que até agora gerou quase mil mortes – entre elas, mais de 250 crianças –, já estava em acelerado curso e nada teve a ver com os ataques imprecisos do Hamas.

“Desastre humanitário planejado”

Na opinião de Chossudovsky, a “operação chumbo fundido” não tem como meta maior atingir os alvos militares do Hamas. “Ela pretende, deliberadamente, provocar baixas civis. Trata-se de um ‘desastre humanitário planejado’ em Gaza. O objetivo de longo prazo, conforme formulado pelos militares israelenses, é a expulsão dos palestinos de suas terras”. Visaria “aterrorizar a população civil, garantido a máxima destruição de propriedades e de recursos culturais... A vida diária dos palestinos deveria se tornar insuportável. Eles seriam cercados nas cidades e aldeias, impedidos de exercer a sua atividade econômica normal, afastados dos locais de trabalho, das escolas e dos hospitais. Isso encorajaria a emigração e enfraqueceria a resistência a futuras expulsões”.

A operação também é conhecida como “plano Dagan”, numa referência ao nome do atual chefe da Mossad. General da reserva, Dagan elaborou o plano expansionista durante a campanha que elegeu o direitista Ariel Sharon como primeiro-ministro, em fevereiro de 2001. Ele já previa que a ação “provocará a morte de centenas de israelenses e de milhares de palestinos”, propunha o desmembramento de Gaza e o estímulo à divisão entre as forças palestinas – entre o Fatah e o Hamas. Nomeado diretor do Mossad por Sharon, em agosto de 2002, Dagan foi reconduzido ao cargo por Ehud Olmert e ficou com as mãos livres para desencadear o atual genocídio.

As primeiras bombas sionistas

Segundo Chossudovsky, ainda fazia parte do plano “chumbo fundido” a construção do Muro do Apartheid e o assassinato do líder palestino Yasser Arafat, morto em novembro de 2004. Quando primeiro-ministro, Ehud Barak, que hoje concorre novamente ao cargo, declarou à imprensa que “Arafat é uma séria ameaça à segurança e o prejuízo que pode resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado por sua existência”. Com a vitória eleitoral do Hamas em Gaza, a fase final do plano foi acionada e previa: “invasão do território com cerca de 30 mil soldados israelenses e a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura, de arrebatar o armamento atualmente na posse das forças palestinas e de expulsar e matar seus dirigentes militares”.

A revelação dos detalhes da “operação chumbo fundido”, que a mídia quase não cita, evidencia que são os verdadeiros terroristas. Este projeto macabro desmistifica a idéia de que Israel é uma vítima inocente, que apenas “protege seus cidadãos num ato de legítima defesa” – como garante o cínico ministro Isaac Herzog. A parte mais lúcida da comunidade judaica deveria fustigar a sua consciência diante destes fatos e atos. Pode ajudar nesta reflexão a lembrança de que os sionistas nunca foram pacifistas inocentes. Em muitos aspectos, eles lembram os nazistas e a tragédia do Holocausto. Já adotaram o terrorismo no passado e hoje exercem o terrorismo de Estado.

Basta recordar, como fez o site Resistir, que “as bombas em cafés foram usadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17 de março de 1937, em Jaffa; bombas em automóveis foram usadas primeiro pelos sionistas de 20 de agosto a 26 de setembro de 1937; bombas em mercados foram usadas primeiro pelos sionistas em 6 de julho de 1938, em Haifa; bombas em hotéis foram usadas primeiro pelos sionistas em 22 de julho de 1946, em Jerusalém; bombas em embaixadas estrangeiras foram usadas primeiro pelos sionistas em 01 de outubro de 1946, em Roma; cartas bombas foram usadas primeiro pelos sionistas em junho de 1947 no Reino Unido”.

Por Altamiro Borges

06/01/2009

Stop War Now - Mundo saiu às ruas em defesa de Gaza

Centenas de milhares de pessoas participaram de protestos e manifestações de repúdio ao conflito em Gaza nos últimos cinco dias, em todos os cantos do planeta.




De Boston a Beirute, da Cidade do Cabo a Caracas, cidadãos mostraram sua solidariedade e apoio a Gaza.

Do Olhar-Brasil

29/12/2008

Porque ataca? - Vice-presidente dos EUA duvida que Bin Laden esteja vivo

Dick Cheney afirmou não saber se o líder da rede Al-Qaeda está vivo.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, afirmou neste domingo que não sabe se o líder da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden, continua vivo, em entrevista ao canal de notícias Fox News.

A uma pergunta do jornalista sobre se bin Laden ainda está vivo, Cheney disse "não sei".

Em 13 de novembro, o diretor da CIA, Michael Hayden, deu a entender claramente que o líder do grupo acusado dos piores atentados terroristas da história em 11 de Setembro e 2001 estava vivo.

"Osama bin Laden está muito isolado e foi obrigado a consagrar muita energia à sua própria sobrevivência", afirmou na ocasião.

Fonte: Abril

27/12/2008

Progresso - Marinha diz que construção de submarinos com franceses beneficiará indústria nacional


A Marinha celebrou a assinatura do acordo de cooperação franco-brasileiro, firmado no dia 23 de dezembro (terça-feira), na área de Defesa. Segundo a Força, a transferência de tecnologia francesa para a construção, no Brasil, de cinco submarinos irá beneficiar a indústria nacional e gerar novos empregos, além de contribuir para que o país concretize seu programa de desenvolvimento das forças submarinas.

Por meio de nota divulgada esta tarde, a Marinha informou que o acordo prevê a transferência da tecnologia necessária não somente para os projetistas militares, mas também para diversas empresas brasileiras, que irão participar do processo de construção de quatro submarinos convencionais e do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Segundo a Marinha, está previsto um elevado índice de nacionalização na fabricação dos submarinos. “Até o momento, já há mais de trinta empresas nacionais envolvidas, que contribuirão com mais de 36 mil itens, inclusive sistemas complexos”, garante a nota.

Além disso, um estaleiro será construído em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, para abrigar a construção do submarino nuclear. O local também poderá servir à produção de submarinos convencionais e contará com uma base naval de apoio a essas embarcações. Segundo o governo do Rio de Janeiro, as obras serão tocadas pela Odebrecht e pelo Consórcio Sepetiba.

Ainda segundo a Marinha, todo o processo de fabricação dos submarinos, consideradas as construções do estaleiro e da base naval, gerará mais de dois mil empregos diretos e cerca de seis mil indiretos.

O acordo de cooperação define que a ajuda francesa se limitará, a longo prazo, à concepção e à construção da parte não-nuclear do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. Segundo o documento, a embarcação utilizará armamentos convencionais e tanto o reator nuclear como os sistemas eletrônicos associados a ele serão desenvolvidos pelo Brasil.

Embora se exima de qualquer responsabilidade por eventuais danos causados a terceiros pelo submarino ou por suas instalações de apoio terrestre, o acordo prevê a formação de empresas ou consórcios de direito privado compostos por empresas públicas, privadas ou mistas, brasileiras e francesas, para desenvolver e construir um submarino capaz de receber um reator nuclear, fabricado segundo procedimentos internacionais de segurança.

O governo francês se comprometeu a autorizar a venda, pelas empresas francesas, dos equipamentos, materiais e prestações de serviços à Marinha ou às empresas brasileiras. Além disso, os dois países também considerarão a possibilidade de isentar, total ou parcialmente, bens e serviços importados ou produzidos para estes fins da cobrança de tributos diretos ou indiretos.

Por Alex Rodrigues

20/12/2008

China irá atrás de investidor que deixar país sem pagar dívidas


Afetada pela desaceleração da indústria manufatureira, em consequência da crise mundial, a China pretende cobrar investidores estrangeiros que fugirem do país para escapar de dívidas e investimentos em negócios fracassados, informou neste sábado a agência estatal de notícias Xinhua.

A China pedirá aos governos estrangeiros que ajudem a investigar e extraditar os fugitivos, especialmente nos casos envolvendo largas somas de dinheiro, disse a agência estatal.

Os esforços do governo para ir atrás de investidores em fuga surgem num momento em que o encolhimento da demanda mundial é um duro golpe para as indústrias exportadoras e manufatureiras chinesas, forçando trabalhadores migrantes a retornarem para suas casas no meio rural depois de perderem os empregos nas fábricas.

Milhares de fábricas no centro exportador sulista de Guangdong (Cantão) encerraram suas atividades por causa da queda da demanda por mercadorias da China, elevação dos custos de produção e o fortalecimento da moeda local, o yuan.

Os ministérios do Comércio, Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública emitiram na sexta-feira um roteiro conjunto de orientações para investigação e processo judicial no exterior de investidores em fuga.

Muitos investidores, especialmente de indústrias pequenas, de mão-de-obra intensiva, evitaram a falência formal deixando para trás fábricas fechadas e salários e equipamentos não pagos, segundo a Xinhua.

Oitenta e sete empresas fundadas por investidores da Coréia do Sul deixaram a província de Shandong, no leste da China, no ano passado, sem liquidar corretamente seus negócios, um aumento em relação a 2003, quando houve apenas 21 casos, informou a agência estatal, citando reportagens anteriores da imprensa.

Em janeiro, mais de dez dirigentes de empresas coreanas abandonaram negócios em Shandong e fugiram por causa de dificuldades financeiras. Eles partiram sem pagar dívidas enormes e os salários de mais de 3 mil funcionários.

Do Invertia

18/12/2008

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Sua promessa é de grandes mudanças. Sua aura parece indicar que o sujeito branco, protestante e anglo-saxónico já não pode manter o poder sozinho. É preciso amenizar a política de intervenção militar, estancar o fundamentalismo cristão e procurar um equilíbrio global. Trata-se de ratificar politico-economicamente o fim do radicalismo neoliberal do mercado.

Muitos gostariam de recordar o New Deal de Roosevelt e o ordenamento de Bretton Woods no pós-guerra, com mercados financeiros rigorosamente regulamentados e câmbios fixos. Raramente um novo Presidente dos E.U.A. mobilizou tanto entusiasmo como Barack Obama. E raramente foi tão mísera a possibilidade de cumprir mesmo só uma única das esperanças despertadas.

A Obamania mundial não representa qualquer consciência crítica, mas apenas a ilusão de uma cura do capitalismo com crescimento para todos. O programa, sem qualquer cobertura, de uma "economia social de mercado mundial", que também Angela Merkel tem mais ou menos na mala de mão, sugere um ambiente de partida para um futuro otimista que só vive dos anseios nostálgicos da classe média.

É uma ideia sobretudo embaraçosa pensar que a face do capitalismo se há de humanizar justamente sob a pressão do colapso financeiro e da conjuntura economica em queda. A crise da economia mundial não terá happy end.

Por Robert Kurz

10/12/2008

Sentençaleiros - Presidente de tribunal acaba preso pela PF


O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Espírito Santo, Frederico Guilherme Pimentel, e outros dois desembargadores foram presos ontem durante a Operação Naufrágio, desencadeada pela Polícia Federal para desbaratar um esquema de venda de sentenças. Outras cinco pessoas também acabaram detidas, incluindo um procurador que tinha em sua casa 16 armas de diversos calibres e de uso restrito das Forças Armadas. A investigação do grupo foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de identificar indícios de envolvimento de vários integrantes do Poder Judiciário capixaba durante a realização da Operação Titanic, realizada em abril passado, que prendeu diversas pessoas suspeitas de fraudes em importação de carros de luxo.

As investigações da PF em torno do esquema começaram em abril, depois das prisões dos empresários Pedro e Adriano Scopel, pai e filho que faziam importação de veículos de luxo, e que mantinham no esquema Ivo Cassol Júnior, filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido); o primo Alessandro Cassol Zabott; além do ex-senador Mário Calixto Filho. Durante as apurações da PF, surgiram os primeiros indícios de que o esquema tinha a colaboração de integrantes do Tribunal de Justiça capixaba. Com isso, o STJ determinou a abertura de inquérito, que resultou na Operação Naufrágio, que culminiu nas oito prisões e em 24 buscas e apreensões.

Em nota, o STJ afirmou que as investigações estão correndo em sigilo, mas afirmou que o grupo é acusado de “ação delituosa e gira em torno, basicamente, do patrocínio e da intermediação de interesses particulares no Tribunal de Justiça do Espírito Santo”. Segundo a investigação, Pimentel, e os desembargadores Elpídio José Duque e Rui Coutinho são suspeitos de atuar na facilitação de decisões judiciais. Além dos três, foram presos dois advogados, entre eles o filho do presidente da Corte, Frederico Pimentel Filho; o juiz Josenider Varejão Tavares; e a diretora de distribuição do tribunal, Bárbara Sarcinelli. Um procurador de Justiça também foi detido, mas por porte ilegal de armas. Durante as buscas e apreensões, a PF encontrou R$ 500 mil na casa de Duque.

Ainda na Operação Titanic, a Polícia Federal observou a ligação dos envolvidos com os integrantes do Judiciário capixaba, em negociações para a obtenção de decisões judiciais favoráveis. Em troca, recebiam vantagens pessoais. Além disso, durante a investigação, a PF fez escutas telefônicas autorizadas pelo STJ e descobriu outros tipos de crimes dos quais o grupo é acusado: manipulação em concurso para juiz e nepotismo. Nos dois casos, a intenção era colocar parentes em cargos estratégicos para facilitar a tramitação dos processos que interessavam ao esquema.

Transferência

O inquérito, o primeiro a ser feito de forma digital pelo STJ, foi conduzido secretamente por delegados da Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF, para evitar vazamentos. A Operação Naufrágio começou pela manhã, com buscas e apreensões nas casa dos desembargadores, que também tiveram seus gabinetes vistoriados pelos agentes federais. Porém, os integrantes do Tribunal de Justiça só começaram a ser presos no início da tarde, conduzidos para a Superintendência da PF em Vitória. No fim da tarde, com exceção do procurador de Justiça, todos os detidos foram transferidos para Brasília, onde serão interrogados pela ministra Laurita Vaz, responsável pelo caso no STJ.

Ontem, o desembargador Álvaro Manoel Rosindo Bourguignon, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, assumiu a direção da Corte. Em Brasília, ao elogiar a ação da PF, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a operação foi realizada nos moldes do que determinou. “É um processo exemplar. Não houve espetaculização. Depois daquele episódio negativo que tivemos (a Operação Satiagraha), a Polícia Federal tem tido uma preocupação muito grande com o cumprimento do manual”, disse Tarsoao Correio Braziliense

NADA DE MEDALHA

O presidente do TJ capixaba, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, receberia ontem uma medalha da Associação do Ministério Público do Espírito Santo por serviços prestados contra a corrupção. O desembargador só não pôde receber a homenagem que marcaria o Dia de Combate à Corrupção no estado porque foi preso de manhã pela PF, acusado de negociar decisões judiciais. O advogado Leonardo Barbieri, que defende o desembargador Elpídio Duque e seu filho, o advogado Paulo Duque, disse que a defesa do presos apenas tiveram acesso à decisão da prisão e que, por não conhecer a íntegra do inquérito, não pedirá ainda habeas corpus. “A partir dos depoimentos em Brasília tomaremos as decisões cabíveis”, afirmou ele, que negou a participação dos clientes nos crimes citados.

BALANÇO DA AÇÃO


R$ 500 mil foram encontrados na casa de um desembargador
16 armas descobertas dentro da casa de um procurador
8 pessoas foram presas na operação
24 buscas e apreensões foram executadas
9 meses durou a investigação

Por: Helena™

04/12/2008

Presentes de Natal - O natal e a crise, que binômio é esse?


É só ligarmos a TV e lá está ela, a crise. Nos últimos dias estamos assistindo às mais variadas nuances dessa crise que está se alastrando desde os EUA para o mundo, e muitos analistas dizem: MARX está realizando a sua profecia, visto que o modo de produção capitalista acabaria por destruir as suas próprias fontes de riqueza: O Ser Humano e a Natureza e, coincidentemente, essa destruição está se materializando com as altas taxas de lucro em poder de poucos. Já para outros analistas KEYNES tinha razão, pois num dado momento da economia a mão invisível do mercado, por si só, já não resolveria todos os problemas, haveria sim a necessidade de intervenção do estado na economia.

Ora, qual é mesmo a origem dessa crise? Desde o ano de 2001 estamos vendo profecias do tipo: Depende do pouso da Águia – se porventura esse pouso for suave, certamente não haveria maiores problemas, mas, se ao contrário, esse pouso for com certa turbulência, e aí mora o perigo, as conseqüências seriam aterrizadoras, então, coitado de nós outros. E o que assistimos? A tal da nova economia, chamada virtual, começando a fazer estragos na economia real. E a partir daí, sim, mexe comigo, com você e com a sociedade de uma forma geral. Pois o mercado governa tudo, a globalização internacionalizou tudo, o mundo virou um grande Big Mac, dita estilos de vida, consumo, enfim, tudo virou mercadoria. E essa crise, ao contrário do que alguns dizem, não é somente uma marolinha!!! Ela vem em ondas e ondas gigantes, portanto temos que fazer o dever de casa urgente!!! mesmo que tardiamente - para que a nossa economia não seja literalmente patrolada.

O incrível é que ainda vivemos sob a égide da “religião mercadoria”, o dinheiro pode tudo, compra tudo, move o céu e a terra e o mercado toma decisões pelas nossas indefesas consciências.

E a propósito, nesse momento em que comemoramos o Natal, vimos a propaganda, sempre ela, uma espécie de evangelização que promove boas noticias, gente “alegre”, “felizes” e por que não dizer “bem sucedidas” - são associadas a mercadorias, e lá vamos nós gastarmos os nossos parcos salários em bugigangas, atolarmos no cartão de crédito, fazer crediário a perder de vistas, Pois é. Simone já dizia “Enfim é Natal”!!!

Como bem diz Leonardo Boff: “A grande festa dessa religião é o Natal. Ela reúne todas as características de festa religiosa. É a celebração das mercadorias nos Shopings enfeitados e na ceia natalina, onde deve haver comida e bebida à sociedade como em toda festa religiosa.”

Ah!!! Já ia me esquecendo, tem a CRISE e só para não esquecer, desculpe a redundância, a função primeira da Economia como Ciência Econômica é saber gerenciar crise, ou seja: Gestão de Crises. Portanto, precisamos olhar com muito cuidado a situação atual – sob a ótica humana depois da crise de 29, esta não tem precedência, mas, parafraseando Pierre Trilhard de Chardim logo após a grande depressão: “A idade das Nações já passou – se não quisermos morrer, é a hora de sacudirmos os velhos preconceitos e reconstruirmos uma nova mentalidade”. E isso inclui não sermos levados pelos impulsos natalinos de exacerbarmos no consumo como pretexto de estarmos “comemorando o natal de Cristo”, muito ao contrário, devemos exacerbar sim, o nosso amor, a nossa fraternidade, a nossa solidariedade, a nossa compreensão ao próximo, enfim, como disse certo fazendeiro: “Vamos juntar tudo isso e colocarmos dentro de uma pá e assim jogarmos uma pazada no depósito de DEUS e ele, por sua vez, jogará uma pazada no nosso”. E olha que DEUS tem uma pá bem maior!

Resta-nos Dizer: Pai afasta de nós essa crise!

Por Epaminondas Antonio de Castro

02/12/2008

Procurador diz que não pediu nova prisão de Dantas porque não apareceu fato novo


O procurador da República Rodrigo de Grandis disse hoje (2), em São Paulo, que não pediu a prisão de Daniel Dantas durante o memorial entregue ao juiz Fausto De Sanctis porque “não havia nenhum fato desde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que justificasse novo pedido de prisão”. Por isso, ele não ficou surpreso quando o juiz não pediu a prisão imediata e preventiva de Dantas.

O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, foi condenado hoje pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a dez anos de prisão em regime fechado e multa de mais de R$ 1,4 milhão por corrupção ativa. Dantas é acusado de tentar subornar um delegado da Polícia Federal para ter seu nome excluído das investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Foram condenados ainda o consultor Hugo Chicaroni e o assessor de Dantas, Humberto Braz, ambos a sete anos de prisão em regime semi-aberto, por terem cumprido o papel de intermediários na oferta de suborno. Eles teriam oferecido ao delegado da PF Victor Hugo Rodrigues Alves US$ 1 milhão para excluir o nome de Dantas da investigação. Braz também foi multado em R$ 877 mil e Chicaroni, em R$ 292 mil. Todos os condenados podem recorrer da decisão em liberdade, uma vez que o juiz não expediu mandado de prisão contra eles.

“Existem provas suficientes de que essas pessoas praticaram, de forma acordada, crime de corrupção ativa oferecendo vantagem indevida a um delegado da Polícia Federal que estava no exercício de suas funções”, disse Rodrigo de Grandis.

O procurador considerou a condenação dos réus uma vitória, mas disse que pretende oferecer um recurso de apelação pedindo revisão da sentença, revendo a pena pecuniária (multa) e até aumento da pena privativa de liberdade dos réus. No caso de Daniel Dantas, o procurador deve pedir uma indenização e a revisão da pena pecuniária. Já no caso de Humberto Braz, o procurador defendeu a pena em regime fechado.

“Existem alguns fatos que podem motivar a interposição de um recurso. Especificamente em relação ao Humberto Braz. A pena dele foi igual a de Hugo Chicaroni. E na percepção do Ministério Público Federal, a participação de Braz foi relevante e ele merecia pena superior ao de Hugo Chicaroni”, defendeu o procurador.

O procurador disse que a condenação dos réus “deixou muito claro que a corrupção é um instrumento, um expediente utilizado normalmente dentro desse núcleo econômico, que acabou se transformando num grupo criminoso”.

Segundo Rodrigo de Grandis, a estimativa, “numa perspectiva otimista”, é de que se leve de cinco a seis anos para que ocorra uma decisão final para o processo, depois de esgotadas todas as fases de recurso. “É difícil falar em prazo. Sabemos que o sistema recursal brasileiro é quase infinito”.

O Ministério Público terá o prazo de cinco dias para apresentar recurso de apelação da sentença.

Por Elaine Patricia Cruz

26/11/2008

Extra - Especialista pede a morte do Google


John C. Dvorak, editor e colunista da revista americana de tecnologia PC Magazine, enumerou razões pelas quais o Google deve "morrer".

Em artigo polêmico intitulado "O Google tem que morrer", o especialista classifica a companhia como "porcaria" e cita a "inabilidade" de buscadores para identificar corretamente os sites e o "excesso de informação insuficiente" disponível nas buscas.

A sugestão de Dvorak é "repensar a organização básica da própria internet"

Leia o texto de Dvorak na íntegra:


"Chama-se SEO (Otimização para Sistema de Buscas, na sigla em inglês) e é basicamente o único assunto que o pessoal que trabalha em sites da internet se dispõe a discutir atualmente. Você pode achar que se trata de achar maneiras de enganar os sites de busca (o Google, principalmente), fazendo-os atribuir rankings mais altos do que o normal para determinados sites. No entanto, a discussão aqui gira em torno da idéia de que o Google é uma porcaria tão grande que as companhias acham que precisam usar a SEO para garantir os resultados que elas supostamente merecem.

Ao reverter os processos de operação do Google, os especialistas em SEO podem ver como as buscas funcionam. Da perspectiva do usuário, tão logo você descobre como o Google faz o que faz, é um verdadeiro milagre que consigamos obter os resultados corretos. E, falando por experiência própria, os resultados corretos são, sob muitas circunstâncias, praticamente impossíveis de serem obtidos – e talvez nunca sejam num futuro bem próximo.

Vamos dar uma olhada nos problemas que foram surgindo ao longo dos últimos anos.

Inabilidade para identificar corretamente os sites. Todos os sites de busca têm esse mau hábito, mas às vezes ele se torna visível. É de se esperar que, se eu estiver procurando por algo relacionado a Art Jenkins, e Art Jenkins tiver um site chamado Artjenkins.com, ele seja o primeiro a ser listado pelos sites de busca, certo? Normalmente, porém, essa página não é listada em lugar nenhum.

Muito comércio, informação insuficiente. Parece haver uma crença, no Google principalmente, de que você se conecta à internet exclusivamente porque quer comprar alguma coisa. Pessoas procurando somente informações são uma inconveniência. Isso fica bastante claro toda vez que você tenta encontrar alguma informação sobre produtos populares: tudo que se encontra são sites tentando vender o tal produto. Lanço aqui um desafio: peça ao Google que ache um site que compare honestamente os planos das operadoras de telefonia celular e que te diga claramente qual deles é o mais vantajoso. Tente! Aparecerão centenas de sites com comparações fajutas promovendo apenas o plano que eles estão vendendo. O que é particularmente ruim nisso tudo é que os poucos sites honestos que oferecem informações sem lançar mão do SEO e de todos os outros truques necessários para se chamar a atenção vão aos poucos sendo obrigados a fechar. Ninguém consegue encontrá-los! O usuário deveria ser sempre direcionado ao melhor site, não a um site popular, mas medíocre. Essa é a pior falha do sistema de rankings.

Sites “estacionados”. Já aconteceu de você estar procurando alguma coisa e de repente achar o que parecia ser o site perfeito, ali nos primeiros resultados do Google? Aí, feliz da vida, você clique no link, mas é direcionado para algum daqueles sites fajutos, “estacionados”, cujo nome de domínio foi adquirido por alguém que o entupiu de links para outros sites, na esperança de atrair alguns acessos aleatórios pelos quais será pago 10 centavos cada? Como é possível que o sistema de rankings – se é que ele funciona – garante a sites deste tipo uma boa colocação nos resultados?

Resultados da busca que não se repetem. Já fez uma busca e, uma semana depois, a fez novamente e os resultados foram completamente diferentes? No fim, teve que usar o histórico de buscas na esperança de encontrar aqueles primeiros resultados? Será possível que as coisas mudem tão drasticamente de um dia para o outro que os resultados possam variar de forma tão extrema semanalmente? A ocorrência de resultados estranhos se agrava ainda mais quando você faz as buscas logado ao Google. Eles são customizados pra você de alguma forma? De quê forma?

Os resultados das buscas são absurdamente diferentes quando você está logado ao Google, mas sem que haja qualquer benefício aparente. Não é difícil duas pessoas estarem ao telefone, discutindo sobre qualquer assunto, e de repente tentem achar alguma coisa online. A conversa pode ser mais ou menos assim: “Veja, achei.

Digite no campo de buscas ‘ABCD Fix’ e estará lá no quarto resultado entre os listados.” “Não estou vendo. O quarto na verdade se refere a uma empresa que vende comprimidos.” “Você digitou ‘ABCD Fix’, certo?” “Sim, claro.” A conversa dura ainda alguns minutos, até que um dos interlocutores descobre que está logado ao Google.

A solução para toda essa bagunça, que aos poucos vai se tornando pior e pior, é “refinar” os resultados das buscas, ainda que sem inviabilizá-las. O Yahoo! oferecia uma idéia legal na época que o seu sistema de buscas era, na realidade, um diretório com segmentos “controlados” por comunidades de experts.

Essas pessoas eram responsáveis por isolar os melhores sites de cada categoria, coisa que o Google nunca foi capaz de fazer. A base da política de rankings do Google foi colocar no mesmo nível de importância a popularidade e a qualidade dos sites, mas quando os experts em SEO começaram a agir, a estratégia mostrou que não poderia mesmo funcionar.

Teremos que continuar sofrendo enquanto nada melhor surja na rede, mas há pelo menos uma ferramenta crucial que poderia ser facilmente implementada: as notificações de usuário. Os sites “estacionados”, por exemplo, poderiam ser notificados, da mesma forma que você notifica spams num fórum de mensagens ou posts descontextualizados numa lista de discussão.

O risco aqui é que hordas de anormais tentando fechar um determinado site comecem a inundar o Google com notificações falsas – e, nesse caso, manter um mínimo de integridade acabaria sendo difícil. Pessoas com interesses escusos infelizmente já se infiltraram em outros ambientes mais ou menos controlados, como a Wikipedia. Por sinal, um grupo promovendo a urgência de políticas contra o aquecimento global infestou de tal maneira a Wikipedia que qualquer postagem com dados ou opiniões contrárias a ela simplesmente não é publicada, não importando qual seu teor ou relevância.

Uma sugestão que tem aparecido por aí envolve a rede semântica, que, inclusive, antecipa alguns potenciais truques da SEO – mas que, por outro lado, exige um determinado nível de honestidade que jamais poderia ser mantido. Eu sugiro repensar a organização básica da própria internet, usando o mesmo conceito do Google News. Em outras palavras: compartimentar completamente a rede, “rotulando” os diversos sites. Assim, seríamos capazes de empreender buscas limitadas a determinados segmentos e também optar por eliminar sites comerciais que carreguem informações tendenciosas.

Por falar em opções, houve inúmeras tentativas ao longo dos anos de se criar um mecanismo avançado de busca que avaliasse as opções do usuário através de uma rede de perguntas e respostas operada por Inteligência Artificial. É de se imaginar que tal idéia pudesse ter ido muito mais longe do que de fato foi. De qualquer maneira, devemos torcer para que alguém surja com alguma coisa que funcione melhor do que o que temos hoje à nossa disposição. Pois a situação está se deteriorando rápido demais."

Do AdNews

23/11/2008

Jornais despencam: é o papel contra o silício


A agonia da tradicional revista americana PC Magazine, que a partir de janeiro deixa de ser impressa e dedica sua publicação somente para a Internet, é reflexo do que acontece com as mídias conservadoras pelo mundo. A PC Magazine tinha circulaçao quinzenal de 1,2 milhões de exemplares e em 2008 caiu para 600.000 cópias. Somente 7 empregados foram demitidos até o momento e a revista vai manter o corpo de 140 pessoas atuando no online.

No final de outubro o New York Times alertou em matéria sobre o declínio dos jornais americanos. Veja bem, não foi um blog que tratou do assunto, foi o New York Times. 500 jornais enviaram relatórios para o orgão de controle de circulação americano indicado queda de 4,5% na semana e de 4,8% aos domingos. O declínio é evidente.

Fazendo mais pesquisas na rede, encontrei matéria do veículo Meios & Publicidade de Portugal, apontando para a queda dos veículos portugueses. A 37ª Sonda apontou em pesquisa três fatores para a queda de jornais e revistas: menor poder de compra dos portugueses, chegada dos jornais gratuitos e melhor informação na Internet.

No Brasil é quase impossível encontrar informações deste tipo. Os veículos conservadores escondem o quanto podem os números da queda. O Instituto Verificador de Circulação é pago, portanto a informação não é pública. Os veículos conservadores no Brasil preferem esconder a sujeira por baixo do tapete ao encarar de frente o problema: nossa mídia está em frangalhos.

É uma crise de meio? Sim, pelas informações direcionadas que apresentam constantemente ao público, para defender seus interesses políticos próprios, ferindo sua própria credibilidade, e também uma crise de mídia no sentido literal: é a crise do papel (mídia) que vai sendo substituído por outros como CD, DVD, computador e, vejam só, vídeo-games. Podemos acrescentar mais modelos de mídia ai: celulares, Ipods e logo virão as telas com a E-Ink, a tinta eletrônica.

A crise do meio é quase fatal. Se o público não confia no que é publicado em jornais, revistas, TVs e rádios, a tendência é que a especialização de opinião e assuntos gerais seja consumida por blogs e veículos independentes, desconectados dos grandes portais. Não interessa mais linha editorial. Interessa se o interlocutor diz o que quero ouvir, e isso joga por terra os tais “blogueiros” como Noblat, Miriam Leitão, Lucia Hipólito e outros que são contratados por grandes veículos. Afirmo: não são blogueiros independentes, pois estão vinculados a uma causa, a da mídia soberana e parcial de acordo com seus interesses.

Jornalistas antigos, de bengala, não conseguem enxergar este universo e por isso estão sendo consumidos por eles. Alguns afirmam, com receio da própria derrota, que são mídias diferentes que conviverão por muitos e muitos anos, de forma harmoniosa. Engano completo. A briga é de tecnologias: o papel contra o silício.

Do Na Retina

18/11/2008

Procura-se uma nova ordem moral (!)


Ser honesto é um desafio; de nada vale conhecer as regras de conduta social e não exercitá-las. Vencer o alter ego, driblar os impulsos, aceitar a derrota e, ainda assim, tentar afirmar-se enquanto indivíduo pacato, ordeiro, dócil enfim. O ser humano, criatura essencialmente livre, tem uma esfera de privacidade que dita o seu próprio caráter, que o diferencia dos outros humanos pelo critério da personalidade. A personalidade é algo tão sublime que foi objeto da tutela jurídica – em diversos ordenamentos jurídicos estatais. Mas, se o ser é racional e livre, o que faz dos homens e mulheres criaturas honestas?

Ser digno ou, em outras palavras, exercer a dignidade significa poder atuar neste mundo por meio da liberdade. Mas não é possível comportar-se de forma completamente livre, daí ser a liberdade tutelada em nome do convívio social; se o humano puder fazer o quê quiser, a sociedade poderia ficar à mercê dos mais absurdos abusos. A origem das normas sociais está intrinsecamente ligada à necessidade de limitar o agir das pessoas, uma vez que tais normas impõem condutas e, em alguns casos, também determinam “castigos” pela inobservância dessas mesmas normas. Assim, desde as sociedades mais primitivas até as mais complexas, existem diversos graus de organização social por meio de normas de conduta; os indivíduos elaboram, por razão da convivência, alguns preceitos normativos que organizam a sua vida em comum. Um bom exemplo é trazido pela literatura, com a história de Robinson Crusoe, homem que vive numa ilha deserta, sem normas sociais, até a aparição do nativo Sexta-feira: quando entra em contato com o novo habitante da ilha, o francês tenta, a todo custo, convencê-lo a viver sob as mesmas regras de conduta de sua pátria, inclusive catequizando o “selvagem”. Porém, à primeira oportunidade, Sexta-feira retorna à sua esfera de intimidade e rebela-se contra as “novas tradições” do europeu, quebrando o pacto estabelecido com o seu vizinho e comparsa, pois elas divergem daquelas em que o silvícola havia sido criado. Ou seja, para ser honesto, Sexta-feira precisou deixar de ser sincero. Do latim sincere, o termo em questão significa, grosso modo, sem cera, sem máscara, e vem do hábito de escultores que, no Período Clássico, se negavam a remendar suas esculturas de mármore com cera – negando a aparência em função da essência, destruíam suas esculturas imperfeitas e recomeçavam todo seu trabalho, sem esconder suas imperfeições com cera. "Sexta-feira não era honesto" - seria essa constatação verdadeira? Sinceridade e honestidade divergem entre si?

Então, o que vem realmente a ser a tal honestidade, se ela não se funda apenas nas normas? Como afirmar se o ato praticado pela pessoa foi espontâneo? Sob estes parâmetros, fica muito difícil definir honestidade. Quando se observa a vida ao redor, pode-se constatar que esta abstração "honestidade" não encontra, todas às vezes, o mesmo significado na vivência. Argumentam alguns: "o mundo é dos espertos"; nessa frase, está-se afirmando um padrão comportamental, que poderia definir, em grau de acerto, os objetivos de uma sociedade que vive sob valores competitivos. Nestes termos, uma pessoa humilde estaria sendo honesta com a maioria dos "espertos"? Tudo gira em torno da busca de lógica ao comportamento humano. Partindo-se da análise da convivência diária, poder-se-ia fazer algumas conjecturas, do tipo: "estou sendo honesto"? E se o indivíduo verifica que sua honestidade não encontra respaldo nos comportamentos de seus semelhantes? A palavra parece perder afinidade com “aquilo que vai no íntimo” da pessoa, ganhando mais ligações com "aquilo que os outros esperam" da pessoa; há uma separação entre o plano dos sentidos (aquilo que se pode verificar) e o plano das idéias (aquilo que não se pode verificar). A pessoa honesta, mesmo não querendo fazer alguma coisa, faz algo em benefício da coletividade, anulando seus interesses e expectativas próprias por respeitar ou entender que o interesse dos outros é bem mais relevante. Pode-se dizer que, assim fazendo, uma pessoa honesta está traindo a si mesmo?

Pode-se dizer que existe um conflito constante entre sinceridade e honestidade? Ao que tudo indica, não. É tudo uma questão de valores pessoais, que se inscrevem no caráter ao longo do tempo, na formação pessoal de cada um. A pessoa sincera pode ser cínica, encarando a realidade com desprezo; a honesta pode ser hipócrita e viver conforme as “regras do jogo”. Entretanto, essas duas conclusões estão equivocadas e não poderiam servir de critério definidor na busca dos significados de honestidade e sinceridade. Vivendo sob as rédeas do capitalismo selvagem, verifica-se que, ambos, cínicos e hipócritas sujeitam-se à força e à forma pré-estabelecida pela sociedade, através de experiências de vida próprias. Porque é a maioria, o grupo de cínicos e hipócritas pode impor seus valores à pessoa honesta - que vive sob um sistema de exploração cruel - e, eventualmente, conseguir que esta última venha a dissimular suas emoções e convicções, para corresponder à expectativa daqueles que o circundam, deixando de dizer ou fazer o que pensa para poder se inserir na sociedade ou classe social, por exemplo. No contexto anteriormente descrito, o honesto torna-se, por assim dizer, um artista que executa uma performance perante sua audiência; seria, então desonesto se continuasse cumprindo suas obrigações, quando ninguém mais o faz, ou respeitando pessoas que não se dão ao respeito, ou pagando aquilo que deve – muitas vezes, quando a dívida é injusta, o honesto não a questiona ... apenas efetua seu pagamento. No mesmo contexto, o sincero, por sua vez, pode não rebelar-se: nem por meio de atitudes indesejadas, nem mediante a crítica (irônica/sátira) de sua própria realidade. Assim, sinceridade e honestidade integram a honra, sendo critérios de avaliação pessoal; mas são suprimidas na luta pela sobrevivência social.

Eis o "sucesso" da espécie humana no sistema Capitalista: o que torna esta vida em comum possível é a maior ou menor facilidade em ser hipócrita. No Capitalismo neoliberal, hipocrisia e honestidade formam uma unidade (...): daí a afirmação do fim das ideologias. Ora, mas nem só de pão vive o homem. Outrossim, tendo em vista um verdadeiro desenvolvimento humano, melhor seria defender a Honra e decretar o início da Era da Sinceridade. Mas, deve-se ter cuidado: o mundo é dos "honestos".

Publicado por A.T.P.

14/11/2008

Estudando Franz Oppenheimer (1864-1943) - Origens do Estado


Contrariamente a Locke e outros, Oppenheimer rejeitava a ideia do “contrato social” e contribuiu para a “teoria da conquista” do Estado:

“O Estado, totalmente na sua génese, essencialmente e quase completamente durante os primeiros estádios da sua existência, é uma instituição social, levada a efeito por um grupo vitorioso de homens sobre um grupo derrotado, com o único propósito de regular o domínio do grupo vitorioso sobre o vencido, defendendo-se da revolta interna e dos ataques do exterior. Teleologicamente, este domínio não seguia outro objetivo que não fosse a exploração económica dos vencidos pelos vencedores.”

Nenhum estado primitivo conhecido na História teve origem de outra forma. Onde quer alguma respeitável tradição mostrar outra coisa, ou respeita dois estados primitivos bem desenvolvidos que se amalgamassam num corpo de organização mais completa, ou então trata-se de uma adaptação aos homens da fábula das ovelhas que fizeram de um veado seu rei com o propósito de ficarem protegidos do lobo. Mas mesmo neste último caso, a forma e conteúdo do Estado tornaram-se precisamente os mesmos que os daqueles estados onde não houve qualquer inrtervenção, e que se tornaram imediatamente ‘estados lobos’.” (p. 15)»

Traduzido da Wikipedia

11/11/2008

Estudando - Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937)


Antonio Gramsci foi um político, filósofo e cientista político, comunista e anti-fascista italiano.

Nascido no norte da ilha mediterrânea da Sardenha, numa aldeia denominada Vila Cisper. Era o quarto dos sete filhos de Francesco Gramsci, que sofria por dificuldades financeiras e problemas com a polícia. Sua família passou por diversos municípios da Sardenha até finalmente estabilizar-se em Ghilarza.

Tendo sido um estudante brilhante, Gramsci venceu um prêmio que lhe permitiu estudar literatura na Universidade de Turim. A cidade de Turim, à época, passava por um rápido processo de industrialização, com as fábricas da Fiat e Lancia recrutando trabalhadores de várias regiões mais pobres. Os sindicatos então se estabeleceram e começaram a surgir conflitos sociais motivados pelas relações trabalhistas. Gramsci envolveu-se diretamente com estes acontecimentos, frequentando círculos socialistas bem como associando-se com emigrantes sardos.

Sua situação financeira, no entanto, não era boa. Suas dificuldades, que se somavam àquelas que tivera antes na Sardenha, certamente moldaram sua visão do mundo e tiveram peso na sua decisão de filiar-se ao Partido Socialista Italiano.

Gramsci, em Turim, tornou-se um notável jornalista, ainda que seus escritos fossem basicamente endereçados a jornais políticos como L'Avanti (órgão oficial do Partido Socialista); de todo modo a sua prosa brilhante e suas argutas observações logo lhe proporcionaram grande fama.

Sendo um escritor articulado e prolífico de teoria política, Gramsci produziu muito como editor de diversos jornais socialistas na Itália. Entre estes, ele fundou juntamente com Palmiro Togliatti em 1919 L'Ordine Nuovo, e contribuiu para La Città Futura.

O grupo que se reuniu em torno de L'Ordine Nuovo aliou-se com Amadeo Bordiga e a ampla facção Comunista Abstencionista dentro do Partido Socialista. Isto levou à organização do Partido Comunista Italiano (PCI) em 21 de janeiro de 1921. Gramsci viria a ser um dos líderes do partido desde sua fundação, porém sobordinado a Bordiga até que este perdeu a liderança em 1924. As teses de Gramsci foram adotadas pelo PCI no congresso que o partido realizou em 1926.

Em 1922 Gramsci foi à Rússia representando o partido, e lá conheceu sua esposa, Giulia Schucht, uma jovem violinista com a qual teve dois filhos.

Esta missão na Rússia coincidiu com o advento do fascismo na Itália, e Gramsci - que a princípio havia considerado o fascismo apenas como uma forma a mais de reação burguesa - retornou com instruções da Internacional no sentido de incentivar a união dos partidos de esquerda contra o fascismo. Uma frente deste tipo teria idealmente o PCI como centro, o que permitiria aos comunistas influenciarem - e eventualmente conseguirem a hegemonia - das forças de esquerda, até então centradas em torno do Partido Socialista Italiano, que tinha uma certa tradição na Itália, enquanto o Partido Comunista parecia relativamente jovem e radical. Esta proposta encontrou resistências quanto a sua implementação, inclusive dos comunistas, que acreditavam que a Frente Única colocaria o jovem PCI numa posição subordinada ao PSI, do qual havia-se desligado. Outros, inversamente, acreditavam que uma coalizão capitaneada pelos comunistas acabasse ficando distante dos termos predominantes do debate político, o que levaria ao risco do isolamento da Esquerda.

Em 1924, Gramsci foi eleito deputado pelo Veneto. Ele começou a organizar o lançamento do jornal oficial do partido, denominado L'Unità, vivendo em Roma enquanto sua família permanecia em Moscou.

Em 1926, as manobras de Stalin dentro do Partido Bolchevique levaram Gramsci a escrever uma carta ao Komintern, na qual ele deplorava os erros políticos da oposição de Esquerda (dirigida por Trótski e Zinoviev) no Partido Comunista Russo, porém apelava ao grupo dirigente de Stalin para que não expulsasse os opositores do Partido. Togliatti, que estava em Moscou como representante do PCI, recebeu a carta e a abriu, leu e decidiu não entregá-la ao destinatário. Este fato deu início a um complicado conflito entre Gramsci e Togliatti que nunca chegou a ser completamente resolvido. Togliatti, posteriormente, faria muito para divulgar a obra de Gramsci após sua morte, mas evitou cuidadosamente qualquer menção às suas simpatias por Trotsky.

Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci (apesar de sua imunidade parlamentar e o levou a Regina Coeli, a famosa prisão romana. Ele foi sentenciado a 5 anos de confinamento (na remota ilha de Ustica); no ano seguinte ele foi condenado a vinte anos de prisão (em Turi, próximo de Bari, na Apúlia). Sua saúde, que nunca tinha sido excepcional, neste momento começava a declinar sensivelmente, ao mesmo tempo que ele foi deixado em uma cela pequena e com pouca assistência. Em 1932, um projeto para a troca de prisioneiros políticos ente Itália e União Soviética, que poderia dar a liberdade à Gramsci, falhou. Em 1934 sua saúde estava seriamente abalada e ele recebeu a liberdade condicional, após ter passado por alguns hospitais em Civitavecchia, Formia e Roma. Gramsci faleceu aos 46 anos, pouco tempo depois de ter sido libertado

Da Wikipedia

06/11/2008

Opinião - A pena de morte no Brasil


No Brasil, a lei quase nunca encontra amparo na realidade, quer porque não se reconhece a sua legitimidade, quer porque simplesmente não se aplicam as regras previstas, quer ainda porque a prática social ignora a imperatividade normativa.

O caso da pena de morte não é exceção à este fato. Dia após dia são-nos reportadas as chacinas em cadeias, presídios e nas ruas das grandes e pequenas cidades. Casos de pena de morte, levados a cabo por autoridades públicas e por particulares, ao arrepio da lei, são práticas frequentes, e surgem como forma de punir (principalmente) pessoas que se encontram à margem da Sociedade.

Embora a legislação brasileira proiba a justiça privada ou popular e garanta o exame judicial às lesões e ameaças ao Direito, o fato é que, de uma forma direta ou indireta (de maneira ativa ou passiva), o Estado brasileiro "permite" a ação de esquadrões da morte, forças para-militares, grupos de estermínio, tortura (seguida de morte) -- para não falar da nova "moda" em política de segurança pública, que confere discricionariedade imediata aos de esquadrões de polícia especial, para aplicação de penas de morte nas favelas dos grandes centros urbanos.

A alínea "a" do inciso XLVII do artigo 5.º da Constituição Federal de 1988 estabelece que não haverá pena de morte, "salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX". Assim, somente em caso de agressão externa e com o aval do Congresso Nacional é que o Presidente poderá declarar guerra e poderá se legislar autorizando a pena de morte.

Mas o que acontece na realidade? Na prática, a fiscalização precária, a corrupção institucional generalizada, a aquiescência da Sociedade e a inexistência de políticas públicas legalizaram a pena de morte no Brasil. Na realidade, está anunciada uma nova espécie "guerra civil", em todo o território nacional.

Por Antônio T. Praxedes

02/11/2008

Opinião - Metrô e Segregação


Não sou nenhum especialista em políticas urbanas voltadas a transporte de massas sobre trilhos e ou relativas a metrô. Estou muito longe disto. Durante toda a faculdade, estudei muito pouco o assunto. No entanto, é impossível deixar de fazer uma breve crítica à abordagem que tem sido dada à expansão do metrô e do sistema sobre trilhos, de uma forma geral, em São Paulo.

Antes de tudo, é preciso deixar claro que metrô é infra-estrutura. Mobilidade urbana e acessibilidade à infra-estrutura são direitos. Com isto quero deixar claro que metrô não é um serviço e muito menos um negócio, como tem sido a abordagem tucana vigente na última década. Em lugar nenhum do mundo o metrô é considerado um negócio - e trata-se menos ainda de negócio lucrativo. Se falamos em metrô, falamos necessariamente em subsídio ao transporte coletivo e em uma política urbana necessariamente integrada à expansão controlada do uso do solo urbano, das densidaes populacionais e da distribuição econômica. Algo muito distante, como se sabe, da famigerada metrópole na periferia do capitalismo e de sua gestão tradicionalmente elitista e segregadora.

Tendo isto em mente, causa repulsa a atitude da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em divulgar, durante a campanha eleitoral, "respostas" ao programa de Marta Suplicy (1). Não se trata de defender o indefensável: o programa da candidata não era dos melhores e estava submisso demais aos supostos "anseios" e "preconceitos" da classe média. As respostas do metrô, no entanto, insistem em uma visão tecnocrática e elitista da gestão urbana.

O Metrô fala em "fundamentos técnicos"... que nunca explicita. Diz que planeja sua expansão baseado em estudos técnicos sérios e profundos, elaborados por profissionais capazes e com ampla formação na área... mas nunca transparece quais são os planos, o que os embasa e, principalmente, a quem eles interessam. O metrô, como elemento de infra-estrutura, é um dos principais agentes hoje dos mais arcaicos e segregatórios processos de especulação imobiliária em São Paulo. No entanto, o Metrô insiste em dizer que as linha a que se dá prioridade são escolhidas por "motivos técnicos"!

O argumento técnico, como se sabe, é uma falácia elitista: problemas urbanos dizem respeito a todos (não custa lembrar que a origem da palavra "política" é "pólis", cidade). Não há argumento técnico nenhum que dê embasamento às atuais linhas prioritárias do metrô. A resposta número 3 é a mais hipócrita de todas:

3- Na sua propaganda eleitoral, a candidata, de forma equivocada, tenta passar uma imagem de que o Metrô só serve às classes mais abastadas, quando, na realidade, o sistema metroferroviário (Metrô e CPTM, que hoje formam uma rede integrada e complementar) é um serviço público que atende todas as camadas sociais.

É evidente o cinismo por parte da companhia e por parte do governo do Estado. O Plano de Expansão do Metrô é uma falácia: concentra-se nas linhas que são interessantes ao mercado imobiliário e ao longo das quais ocorrerá transformação urbana, com aumento do preço da terra, expulsão da população de baixa renda e, o que é pior, desadensamento populacional (pois o atual modelo de verticalização de São Paulo consegue concentrar menos pessoas do que o casario tradicional da cidade!). Ainda assim, o metrô insiste que atende a todas as camadas... só deixa de lembrar ao leitor que as atende de forma diferenciada. O sistema sobre trilhos da zona leste da cidade (do qual faço uso todos os dias), por exemplo, não é nada mais que um sistema de transporte de carga: de manhã, o gado (força de trabalho da cidade) é levado para os centros financeiros e produtivos e à tarde leva-os a seus dormitórios. O cinismo é ainda maior na medida em que o mesmo Serra que hoje comanda a falaciosa expansão do Metrô é aquele que, quando na prefeitura da cidade, interrompeu todos os programas de habitação social em áreas centrais.

Em 1999 nasceu um dos mais interessantes planos urbanos já feitos para a metrópole: o PITU 2020 (2). Uma de suas propostas era a universalização do acesso à infra-estrutura sobre trilhos até o referido ano, com a multiplicação de linhas sobre a metrópole e com a criação de uma densa malha democrática sobre todas as cidades da RMSP. Críticas à parte, tratava-se de um plano que explicitava seus fundamentos teóricos e posicionava-se sobre o problema da especulação sobre o solo: colocava o acesso à mobilidade como contrapartida da expansão urbana. Pode ser um posicionamento criticável, mas ele estava explícito e podia ser debatido.

Recentemente surgiu a revisão do Pitu, apelidada de PITU 2025 (3). O paradigma mudou: agora a malha se limita à mesopotâmia paulistana (região entre os rios pinheiros, tietê e tamanduateí), lançando para fora apenas alguns poucos ramais. Trata-se de um debate acadêmico antigo (malha densa central x malha metropolitana dispersa) e a decisão até pode ser justificada. No entanto, tudo indica que esta alteração foi feita apenas para desconstruir as propostas universalizantes do plano anterior e para corroborar com a idéia de qua metrô é um negócio.

Voltando às famigeradas respostas do metrô, a de número seis fecha a série risível com chave de ouro:

6- Finalmente, é preciso deixar claro que quem faz metrô, em São Paulo, é o Metrô de São Paulo. Afirmar o contrário, prometendo realizar linhas de metrô através de outro órgão, contraria a verdade.

Após esta resposta, é impossível negar o elitismo e a arrogância por trás do planejamento e do projeto da rede do Metrô. Este argumento é clássico: usam-no os tecnocratas que insistem que não se submetem ao interesse de ninguém. O atual e falacioso plano de expansão do metrô é nada mais que um presente ao mercado imobiliário da cidade. Está longe de considerar o metrô como um direito, considera-o como negócio. Ao afirmar que é apenas à Cia do Metropolitano que cabe a prerrogativa de "fazer metrô" em São Paulo, tal empresa, assim como o governo do Estado, estão dando fim à política. Desrespeitam a democracia e desrespeitam qualquer percepção de que São Paulo é uma cidade segregadora e elitista. Cabe a todos os cidadãos o direito de, ao menos, opinar e referendar as decisões tomadas pelo processo de planejamento dos sistemas de transporte, assim como qualquer decisão de planejamento e projeto urbano.

Não faço com isto uma defesa do planejamento participativo, que sabemos ser por vezes falacioso e sujeito à ação da ideologia (ou seja, legitimador da ação do mercado e das elites na cidade). Defendo apenas a radicalização da democracia: se existe cidade, existe conflito. Se existe conflito, cada agente público tem o dever de transparecer a quais interesses respode e justificar o posicionamento. No mínimo.

As "respostas do metrô" indicam, ao contrário, arrogância, elitismo e negação da política.

Por Gabriel de Andrade Fernandes

25/10/2008

Funcionários da Caixa encerram greve em SP, Rio e PR


Os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) de São Paulo, de Campo Mourão, no Paraná, da capital fluminense e do município carioca de Três Rios voltarão ao trabalho na segunda-feira. Em assembléia realizada hoje, eles aprovaram a proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 10% para quem ganha até R$ 2,5 mil e de 8,15% para as demais faixas salariais e para os benefícios, como vale-alimentação e refeição.

Os trabalhadores dos demais bancos públicos e privados já tinham aprovado a proposta na quarta-feira.

Os da Caixa revolveram estender as negociações por mais dois dias para discutir a participação de lucros e resultados (PLR), que ficou definida em 90% do salário mais R$ 966, com teto de R$ 6.301, além de adicional calculado a partir da variação de lucro e limitado em R$ 1.980.

Os bancários de todo o País haviam iniciado a paralisação no último dia 8.

Do MSN

18/10/2008

GOVERNO BUSH: Sob a lógica de Maquiavel


Um documento do Comando Estratégico do Exército norte-americano recomenda, de modo explícito, que o país evite parecer racional e controlável – e que sugira ser capaz de desatinos. Aparentemente insanas, as sugestões remetem, em pleno século 21, a certos pontos de vista enunciados em O Príncipe.

O príncipe, de Maquiavel [1] debate, em seu capítulo XVIII, intitulado “De que modo os príncipes devem manter a fé da palavra dada”, uma questão extremamente atual: o respeito dos soberanos diante dos compromissos perante uma instituição ou de um terceiro qualificado. Por exemplo, o respeito (ou não), por parte dos Estados Unidos ou Israel, às resoluções das Nações Unidas.

Ora, saber “De que modo os príncipes devem manter a fé da palavra dada” ou “Se os príncipes devem ser fiéis aos seus juramentos” parece uma questão inseparável daquela do que é “próprio do homem”. E essa dupla questão, que aparenta ser apenas uma, é tratada de uma maneira interessante. Pode-se ver passar aí não somente o lobo, mas também animais um pouco mais complexos.

A questão do que é “próprio do homem” é, com efeito, colocada no centro de um debate sobre a força da lei, entre a força e a lei. Nesse capítulo, um dos mais maquiavélicos de Maquiavel, este começa por admitir um fato (destaco a palavra fato): de facto, julgamos louvável a fidelidade de um príncipe aos seus juramentos. Depois do que se assemelha a uma concessão, Maquiavel volta, então, ao fato, que efetivamente nunca deixou. Poucos príncipes são fiéis, poucos príncipes respeitam seus juramentos, e a maioria se vale de subterfúgios. Eles agem quase sempre dessa maneira com relação aos seus juramentos, pois são constrangidos a fazê-lo.

Pudemos constatar, diz ele, que os príncipes mais fortes, aqueles que venciam, venciam os que, ao contrário deles, tomavam por regra o respeito ao seu juramento. “Devemos, pois, saber (Maquiavel se dirige tanto a Lorenzo de Médici quanto ao leitor) que existem dois gêneros de combates: um com as leis e outro com a força.”. A partir daí, Maquiavel tira as mais estranhas conclusões, que devemos analisar de perto. Combater com as leis, afirma ele, é “próprio do homem”, um argumento kantiano em seu princípio: não mentir, não dever mentir nem cometer perjúrio, isso é o próprio homem e sua dignidade.

A segunda maneira de combater (combater com a força) é a dos animais. A força e não a lei, a razão do mais forte: é isso que é o “próprio do animal”. Depois desse segundo tempo, Maquiavel faz constar que, de fato, o primeiro modo de combate (com a lei) não é suficiente. Permanece, na verdade, impotente. É preciso, então, na realidade, recorrer ao outro modo. É preciso que o príncipe combata com as duas armas, a lei e a força. É preciso, portanto, que se conduza como homem e como animal. e que um príncipe “saiba empregar convenientemente o animal e o homem”.

O Stratcom recomenda que se intimide o inimigo. Não apenas com a ameaça da guerra nuclear e do bioterrorismo, mas sobretudo com a imagem de um adversário (os Estados Unidos...) que perder as estribeiras e o sangue frio.

Quando a ação por meio da lei é fraca ou impotente, torna-se necessário conduzir-se como animal. O príncipe humano deve agir como se fora uma besta. “Isto já foi ensinado aos príncipes, em palavras veladas, pelos escritores antigos. Eles escreveram que Aquiles e muitos outros príncipes antigos haviam sido criados por Quíron, o centauro, que os guardara sob sua disciplina. Ter um preceptor meio animal, meio homem, não quer dizer outra coisa senão que um príncipe deve saber usar ambas as naturezas e que uma sem a outra não é duradoura.”

Não insistamos demais sobre a parte humana desse príncipe-centauro, desse soberano que é aluno e discípulo de centauro. Maquiavel prefere assinalar a necessidade dessa parte animal ser, ela mesma, híbrida, heterogênea, um misto ou um enxerto de dois animais: o leão e a raposa. Não apenas um animal, mas dois em um. “Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza do animal, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão. Pois este não tem defesa alguma contra os laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não serão bem-sucedidos.”
Aqui, o inimigo jurado é sempre um lobo. O animal a ser caçado, rechaçado, reprimido, combatido, é o lobo. Trata-se de “se defender contra os lobos”. Se o leão sozinho não é suficiente para aterrorizar os lobos, é preciso, ao menos, e graças à habilidade da raposa, aterrorizar os terroristas, como dizia Charles Pasqua, ministro do Interior francês. Isto é, fazer-se crer como potencialmente mais formidável, mais aterrador, mais cruel, mais fora-da-lei do que os lobos, símbolos da violência selvagem.

Sem multiplicar demais as ilustrações contemporâneas e bastante evidentes desses discursos, contento-me em recordar aquilo que constata Noam Chomsky em seu livro sobre os Estados delinqüentes [2]. Para responder às ameaças daquilo que chamamos de “terrorismo internacional” da parte dos estados delinqüentes [3], o Stratcom (Comando Estratégico dos EUA), recomenda que se intimide o inimigo. Não somente com a ameaça da guerra nuclear (que é preciso sempre fazer pesar) e do bioterrorismo, mas sobretudo ao amedrontar o inimigo com a imagem de um adversário (os Estados Unidos, claro) que pode sempre fazer o que quiser, como um animal; que pode perder as estribeiras e o sangue frio; que pode deixar de agir racionalmente, como homem racional, quando seus interesses vi tais estão em jogo.
Não é preciso mostrar-se muito “racional”, diz a diretiva, na determinação daquilo que é o mais precioso para o inimigo. Dito de outra forma, é necessário mostrar-se cego, fazer saber que podemos ser cegos e animais na determinação dos nossos alvos, precisamente para meter medo e fazer crer que agimos não importa como; que enlouquecemos, quando os interesses vitais são tocados. É preciso fingir ser capaz de ficar louco, insano, irracional, logo, animal. É “nocivo”, diz uma das recomendações do Stratcom, nos retratarmos como muito racionais e com sangue frio. “Ao contrário disso, é ‘benéfico’ para nossa estratégia fazer certos elementos parecerem estar ‘fora de controle’.”

O príncipe deve ser uma raposa não somente para ser manhoso como a raposa, mas para fingir ser aquilo que ele não é e não ser aquilo que é. Portanto, deve fingir não ser uma raposa, embora, na verdade, seja uma.

Essa capacidade de fingir, esse poder de simulacro – é isso que o príncipe deve adquirir para disfarçar-se com as qualidades da raposa e do leão. A própria metamorfose é um subterfúgio humano, um subterfúgio do homem-raposa, que deve fingir que não se trata de subterfúgio. Aí está a essência da mentira, da fábula ou do simulacro. Apresentar-se como a verdade ou a veracidade, jurar fidelidade, será sempre a condição da infidelidade. O príncipe deve ser uma raposa não somente para ser manhoso como a raposa, mas para fingir ser aquilo que ele não é e não ser aquilo que é. Portanto, deve fingir não ser uma raposa, embora, na verdade, seja uma. É sob a condição de ser uma raposa, ou que se torne uma raposa, ou que aja como uma raposa, que o príncipe poderá ser, ao mesmo tempo, homem e animal – e este, leão e raposa. Só uma raposa pode metamorfosear-se dessa maneira, pode agir de modo a assemelhar-se a um leão. Um leão não pode fazê-lo. A raposa deve ser raposa o bastante para fazer o papel de leão e para chegar a “saber disfarçar bem essa natureza” de raposa. Lendo algumas linhas vocês verão que Maquiavel tem um exemplo em mente. Ele faz o elogio matreiro de um príncipe-raposa do seu tempo:

Assim, um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se torna prejudicial, ou quando deixem de existir as razões que o haviam levado a prometer. Se os homens fossem todos bons, esse preceito não seria bom, mas como são maus e não mantêm sua palavra para contigo, não tens também que cumprir a tua. Tampouco faltam ao príncipe razões legítimas para desculpar sua falta de palavra. Sobre isso poderíamos dar infinitos exemplos modernos e mostrar quantos pactos e quantas promessas se tornaram inúteis e vãs por causa da infidelidade dos príncipes. Quem melhor se sai é quem melhor sabe valer-se das qualidades da raposa. Mas é necessário saber disfarçar bem essa natureza e ser grande simulador e dissimulador, pois os homens são tão simples e obedecem tanto às necessidades presentes que o enganador encontrará sempre quem se deixe enganar”.

É útil lembrar exemplos da nossa modernidade. Hannah Arendt insistia: os Estados soberanos mais poderosos são aqueles que, submetendo aos seus interesses o direito internacional, propõem – e de fato produzem – as limitações de soberania dos estados mais fracos. Às vezes chegam até a violar, ou a não respeitar, o direito internacional para cuja instituição contribuíram. Chegam até a violar as instituições desse direito internacional. Ao fazê-lo, acusam os Estados mais fracos de não os respeitarem e de serem estados-canalhas ou, em inglês, Rogue States – isto é, Estados fora-da-lei, como aqueles animais que chamamos de chamados de “desgarrados” por não se dobrarem nem mesmo à lei de sua própria sociedade animal. Esses Estados poderosos sempre dão e se dão razões para justificarem-se, mas não têm necessariamente razão. Têm a razão menos potente entre todas. Irrompem então como animais cruéis, selvagens ou cheios de raiva.

Fonte: Jacques Derrida by Le Monde Diplomatique.

15/10/2008

O mal sempre vence quando os homens de bem lavam suas mãos.


Seria muito bom que uma inteligência infinita cuidasse de nós como um pai amoroso, mas pelo menos pelo que se pode notar se existe uma inteligência extra corpórea superior ela se comporta mais como observador e experimentador e nossa condição vai pouco alem de cobaias.

Calma! Isto não é tão horrível quanto parece a principio.

Se existe esta inteligência também possivelmente somos seres infinitos ou com uma existência bem longa e tudo que passamos, os melhores e piores momentos são todos passageiros.

É engraçado quando assistimos a um desenho animado e o personagem cai em um grande precipício em alguns casos quando ele sente que vai cair da até um tiauzinho resignado, e quando um tiro de canhão atinge o infeliz e tudo que acontece é um rosto escurecido pela pólvora.

A certeza de que o personagem continuará VIVO tira toda a dramaticidade do evento a ponto de virar comédia.

È diferente em um filme quando, até pelo reforço da imagem de seres de carne e osso como nós, consegue nos arrebatar para dentro do personagem e sentimos sua dor ou alegria como se fosse a nossa.

Para Deus o pior dos eventos que pode ser um assassinato ou a perda de um filho é sempre um fato passageiro e corriqueiro e não tem tanta dramaticidade pois continuaremos VIVOS.

Se você é um cristão dos mais tradicionais então acredita que depois da sua morte passará um longo tempo dormindo até que aconteça um juízo final, o sono não é algo ruim é até bom se comparado com o fardo que é viver, com todas as responsabilidades assumidas, cobranças, amores perdidos ou riqueza inalcançavel.

Sendo um cidadão comum não tem muitos motivos para acreditar que vá para o inferno principalmente se não cometeu os dois "pecados " mais terríveis matar ou roubar.

Lembre-se que Caim foi um assassino e sua pena não foi tão cruel e um ladrão morreu perto de Jesus e foi absolvido.

Caso não tenha matado ou roubado suas chances são excelentes, mesmo no caso de existir uma "predestinação" você poderia ficar tranqüilo pois tudo já esta escrito e seu futuro definido, o controle sobre seu futuro é nenhum.

Os piores pecados são os que prejudicam outra pessoa os menos graves são os que prejudicam a nós mesmos.

Quando você mata ou prejudica fisicamente ou sentimentalmente uma pessoa esta praticando um grande mal e por conseguinte um grande pecado que só é amenizado se for em legitima defesa.

E se você cometer o suicídio? Caso você se suicide o pecado já é bem menor pois o maior prejudicado é você.

O suicídio sempre me deixou muitas duvidas, sempre achei muito rigoroso a punição dada pela maioria das religiões, para algumas se matar é até pior que assassinar excluindo os japoneses que em uma de suas religiões vê nobreza no suicídio todas as demais condenam o infeliz a ficar vagando pela terra até que seu tempo real de vida se complete ou pior ainda vai direto para o inferno.

Minha duvida vem com o fato de que todas as religiões nos pedem para que eliminemos o egoísmo, no caso do budismo prega-se que a iluminação virá com o fim dos desejos, Epicuro já dizia isto e fez uma grande escola, mais tarde falaremos sobre isto, mas por hora fico pensando que um suicida não deveria ter uma punição tão dramática, ele cessou todo seu desejo, inclusive pela vida.

Uma pessoa para se matar deve estar se sentindo um nada, reconhece sua total incapacidade para resolver ou enfrentar o problema e devolve sua vida a Deus, não é o que todas as religiões pregam?

Não vamos sair por aí glorificando os suicidas, senão o que vai ter de gente dando um tiro na cabeça irá lotar o Maracanã, mas também paremos de supor que sejam pessoas amaldiçoadas ou de pouca coragem, eu mesmo só não me matei em uma fase de minha vida por um misto de covardia e esperança.

Lembro-me de ter assistido um filme com Mel Gibson onde ele é um policial e sai em uma missão para resgatar um suicida no alto de um prédio, acontece que o próprio Gibson também estava em uma fase suicida, é hilário quando ele em conversa com o suicida lhe oferece um cigarro e dispara:

-"Morra de câncer!"

Achei tremendamente engraçada e interessante aquela situação e refleti que a morte é só uma questão de tempo, não temos razão para apressa-la, um outro dia vem e com ele novos amores, novas possibilidades, nada nunca esta tão ruim que não possa piorar nem tão bom que não possa melhorar...

Voltemos a discutir o grau do pecado.

Se eu estupro uma mulher estou cometendo um ato de grande violência, pois estou agindo contra sua vontade é com certeza um grande pecado, mas e se uma mulher aceita ter relações comigo e eu lhe proporciono um grande prazer, onde esta o mal, quem estou prejudicando?

A tão comum associação de sexo e pecado é na maioria das vezes de uma falta de lógica e coerência que espanta.

Se há um consentimento e um prazer fica difícil de identificar o mal e por conseguinte o pecado.

Se eu sair na rua pelado o pecado não estaria na nudez, mas sim em obrigar meu vizinho em ter que deparar com minha genitália, existe um pacto social que certas coisas não devem ser feitas em publico por serem desagradáveis a vida em sociedade.

Todos nós fazemos o asseio de nosso nariz, sabemos que é uma secreção misturada com a poeira do ar que respiramos, não existe absolutamente nada de nojento neste material, mas o ato nos causa uma certa repulsa, fica evidente que não posso condenar a um inferno eterno alguém com pouca educação para a vida em sociedade, não tem lógica o que muitas religiões pregam que não existe pecado grande ou pequeno existe apenas pecado.

Sabemos que segundo a Bíblia o salário do pecado é a morte...

Podemos encerrar este capitulo com uma reflexão que nos prepara para o próximo:

Vivemos de acordo com nossa percepção da morte.

Por William Robson via Rede Blogo

13/10/2008

ANÁLISE-Fenômeno da reeleição trabalha contra Marta em SP

A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, enfrenta nesta eleição o fenômeno da reeleição. Um obstáculo poderoso que vem reforçando a candidatura de seu adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e que colaborou para a reeleição ainda no primeiro turno de 12 de 20 prefeitos das capitais. Os outros 8 continuam na disputa.

De lanterninha a líder da corrida municipal, Kassab encarnou a continuidade de uma maneira muito particular. Desconhecido do paulistano no início da campanha, sua gestão passou ao mais alto nível de aprovação na capital, com 61 por cento de avaliação positiva. Em maio, antes da campanha eleitoral, este índice não passava de 38 por cento.

Como já foi prefeita, entre 2001 e 2004, Marta busca comparar sua gestão com a atual e centra atraques também à trajetória política de Kassab como forma de atrair votos de descontentes.

"Esta eleição foi situacionista, a reeleição prevaleceu", disse à Reuters o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.

Apesar de administrar a prefeitura desde 2006, quando herdou o posto do então prefeito e hoje governador José Serra (PSDB), Kassab se popularizou com a campanha, que apresentou de forma competente as realizações da prefeitura em seu período. A estratégia estancou no primeiro turno o namoro do eleitor com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), que aglutina o mesmo perfil de eleitor, e tem força para levá-lo à vitória neste segundo turno.

MÁQUINA E ECONOMIA

O tempo de TV na primeira etapa (8 minutos e 44 segundos em cada aparição) colaborou para tornar o prefeito mais conhecido do eleitor, levando Kassab ao primeiro posto da eleição, com 33 por cento dos votos, ultrapassando Marta, que ficou com 32 por cento. Suas chances no segundo turno, atraindo a maior parte dos votos dos candidatos derrotados na primeira etapa, superam as da rival. Na primeira pesquisa divulgada, o prefeito abriu 17 pontos de vantagem sobre a petista.

"Kassab está com a máquina na mão e seu nível de aprovação subiu bastante", afirmou David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília.

Por Carmen Munari no Tabuleiro Político

08/10/2008

Conesul - Amorim cobra voz para a América Latina na crise financeira


A América Latina tem que deixar de se sentir unicamente vítima das crises financeiras mundiais e ter voz na tomada de decisões para superá-las, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na abertura de um encontro de ministros da região no Rio de Janeiro.

Na reunião de chanceleres - preparatória para a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC), que acontecerá em dezembro na Bahia -, Amorim disse que os chefes de Estado e de Governo poderão aproveitar esse encontro para exporem suas opiniões e propostas sobre a crise financeira internacional.

“É necessário que a América Latina e o Caribe façam ouvir suas vozes nesse tema tão importante. Não é mais possível que nós sejamos apenas aqueles que sofrem passivamente os efeitos das crises que acontecem nos grandes centros econômicos”, afirmou Amorim.

Ao citar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que os países da América Latina e do Caribe não podem ser apenas os que sofrem as crises; precisam opinar e tomar parte em decisões que os afetam.

Apesar de a crise financeira internacional não estar na agenda de discussões dos ministros, o assunto foi incluído nos debates da primeira sessão de trabalho.

Amorim afirmou que o tema também será incluído na agenda da cúpula de dezembro. “Esperamos que nossos presidentes possam discutir todos os temas, desde comércio internacional, até segurança alimentar e mudança climática e, naturalmente, também a crise financeira internacional”, afirmou.

A CALC, convocada pelo Brasil, está prevista para os dias 16 e 17 de dezembro na Costa do Sauípe, na Bahia.

Amorim destacou que será a primeira vez desde a independência dos países da região em que todos eles se reunirão em uma cúpula regional sem nações de fora da área.

Até agora, as cúpulas das quais todos os governantes da América Latina e do Caribe participaram haviam sido as realizadas com chefes de Estado e de governo da União Européia (UE).

Fonte: Efe

02/10/2008

Bush vem ao Brasil para reunião sobre biocombustível

Em novembro, mesmo mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o presidente americano, George W. Bush, fará sua última visita ao Brasil, para participar da conferência mundial sobre biocombustíveis convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bush, que tem sido criticado por Lula pela sua incapacidade de conter a disseminação global da crise financeira iniciada nos EUA, mantém boas relações com o brasileiro, e fez questão de aproveitar o evento para chamar atenção à aliança firmada entre Brasil e EUA, na promoção do etanol combustível.

A conferência deve reunir ministros de dezenas de países para discutir vantagens e desvantagens do uso do etanol e suas conseqüências para a produção de alimentos. Desenhada para a participação dos ministros envolvidos com o tema, ela terá poucos chefes de Estado, além de Bush. Até agora manifestaram a intenção de acompanhar a conferência os primeiros-ministros da Indonésia e da Dinamarca.

O mandatário dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, é aliado de Lula na defesa do etanol combustível, e já declarou isso quando visitou o Brasil, em abril. Ele será o anfitrião, em 2009, da conferência de Copenhague sobre aquecimento global, que pretende estabelecer um sucessor para o protocolo de Quioto, destinado a limitar as emissões de gases provocadores do efeito estufa.

A conferência sobre biocombustíveis é a resposta de Lula às críticas internacionais contra o etanol, por seus efeitos danosos ao meio ambiente e sobre o mercado de preços agrícolas. Ele espera tirar, do encontro, um consenso global em favor do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o uso do etanol de cana-de-açúcar como combustível. A conferência replicará, em parte, o modelo adotado no Fórum Econômico Mundial, com mesas de debates comandadas por autoridades e especialistas de reconhecimento mundial e reuniões de ministros, que receberão as conclusões técnicas para decisão política.

Do Valor Econômico

28/09/2008

Ministro do Turismo lança a campanha Brasil Sensacional na Europa


Com o foco de praticamente dobrar ate 2010 o número de turistas britânicos que visitam o Brasil, o ministro do Turismo, Luiz Barretto, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, lançaram nesta quinta-feira (25), em Londres, a Campanha “Brasil Sensacional” para o mercado europeu. Em um evento que reuniu cerca de 150 operadores de turismo, executivos de empresas aéreas, jornalistas e autoridades, Barretto ressaltou a importância do mercado britânico para o turismo brasileiro. Um dos destaques do lançamento foi a presença de Luiz Felipe Scolari, que atualmente é treinador do clube inglês Chelsea.

“No bloco europeu, o Reino Unidos se destaca entre as regiões que estão aumentando o número de visitantes anuais ao Brasil. E, na nossa estratégia promocional, o colocamos na categoria de altíssima prioridade”, afirmou o ministro em seu discurso. Em 2007, 177 mil turistas britânicos visitaram o Brasil. A meta da Embratur é aumentar este número para um total de 300 mil visitantes até 2010.

“Queremos que o Brasil seja mais conhecido no mercado internacional”, explicou a presidente da Embratur. “Por isso, o foco de nossa campanha é exatamente ressaltar a diversidade do turismo brasileiro.”

A Campanha “Brasil Sensacional” já havia sido lançada para o mercado americano na segunda-feira (22/9) – em evento que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de vários ministros e dos governadores da Bahia e de Pernambuco – em Nova York. A campanha publicitária será veiculada, além dos Estados Unidos, em diversos países considerados prioritários para a promoção internacional do País como Reino Unido, Canadá, Argentina, Chile, Peru, Alemanha, Portugal, Espanha, França, Holanda e Itália. Cada um deles terá uma adaptação da campanha de acordo com suas características e conhecimento sobre o Brasil.

Copa do Mundo - Antes do evento, o ministro promoveu dois encontros com foco na Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Primeiramente, Barretto se reuniu com José Sales, diretor Internacional da TAM.

Em seguida, o ministro teve reunião de trabalho com Sandie Dawe, diretora de Comunicação e Estratégia do Visit Britain, órgão de promoção do turismo britânico. “A experiência do Visit Britain na preparação da candidatura de Londres para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2012 e na promoção do turismo para o país nesse contexto pode ser muito importante para o Brasil, que se prepara para a Copa de 2014 e tem a ambição de sediar as Olimpíadas no Rio de Janeiro”, disse Barretto.

Sandie Dawe relatou o trabalho realizado em Londres, cujo foco principal é fortalecer a imagem do Reino Unido em novos mercados, e recomendou ao Brasil trabalhar em parceria com os países vizinhos, que também poderão se beneficiar do evento. Outro resultado do encontro foi um acordo de cooperação entre o Visit Britain e a Embratur para troca de informações e de experiências relacionadas aos mercados do Brasil e do Reino Unido.

Nesta sexta-feira (26), o ministro se encontrará com a ministra da Cultura, Mídia, Esporte e Turismo do Reino Unido, Tessa Jawell, e visitará as instalações da BBC em Londres.

Do Ministério do Turismo

AVISO - Estamos também na REDE BLOGO

REDE BLOGO

24/09/2008

O que é, afinal, a tal convergência digital?

Uma explicação, muito simples, de convergência é dizer que no futuro o aparelho televisor, o vídeo K7 ou DVD, o aparelho de som ou home-teather, o telefone, o computador e a conexão com a Internet serão uma coisa só. Pensa que eu estou exagerando? É, talvez eu esteja mesmo. Mas seja otimista. Vamos imaginar o tal do "estado da arte", que é quando conseguimos a solução ideal para o problema. Então vamos imaginar um problema:

Problema: Quero ver o programa ZYX da semana passada, do canal YOW, que passou as 22:00.

Solução hoje: Simples. Você obviamente deixou seu vídeo K7 programado para gravar, não esqueceu de colocar a fita, e o vídeo tem memória para quedas de energia. Se você respondeu sim, vá ver.

Solução daqui a pouco: Bata palmas e "a coisa" liga. Fale "ver, programa, ZYX, anterior, anterior, OK". E o seu programa estará no ar.

Bem! Acho que uma explicação até que cairia bem. Vamos a ela então. Na "solução hoje" não preciso comentar, né! Mas, por vias das dúvidas, vou fazer umas queixas. A porcaria do vídeo perdeu a memória, ou não tinha tempo livre suficiente na fita, ou não foi programado, ou, ou, etc. Na "solução daqui a pouco" você deve pensar que eu estou bêbado. Mas, "a coisa" é o tal do aparelho que ainda não tem nome e que eu vou batiza-lo de SITI (Som, imagem, texto e Internet). O ato de bater palmas pode ser substituído por um apito, um grito, um espirro, ou algo banal como dizer "ligue", o fato é que o SITI liga. Não é ficção. Já existem programas e acessórios para você mandar no seu computador. Então o SITI poderá "ouvir" você. O restante dos comandos de voz irão acessar, via Internet, qualquer informação que você quiser: Isso já acontece hoje. Porém, a lentidão torna a tarefa enfadonha. Mas, isso mudará com o ADSL (Asymmetrical Digital Subscriber Line) tornando-se popular.

Gostou da solução para o vídeo K7? Então vamos imaginar o aparelho de som. Aquela pilha de CDs. As estações de rádio que você quer ouvir e não consegue sintonizar. Com a Internet você pode ouvir rádios de todo o mundo e até montar a sua. Com o MP3 você pode fazer caber 200 músicas em um CD. Isso já acontece. O problema é que a qualidade do som do seu computador não se compara com a do aparelho de som. A maioria das músicas em MP3 são pirataria. Mesmo assim, você consegue conectar o seu computador ao aparelho de som e ouvir, com razoável qualidade e volume, o que você quiser.

E o telefone? Que tal fazer ligações de longa distância com custo local? Isso já acontece. Entretanto, só é possível via computador e Internet e a voz fica truncada. Todavia é barato e ainda tem-se a vantagem de se poder ver a imagem dos interlocutores na tela do microcomputador. Mas o uso do telefone que você carrega pra lá e prá cá, está mudando. Você já pode receber textos ou e-mail. Breve poderá navegar na internet.

Neste momento você já deve estar salivando. Então chegou a hora de descrever o SITI. Pois bem. Imagine um televisor destes mais modernos. Que podem ser pendurados na parede com cinco centímetros de espessura, parecido com o vídeo de um notebook mas com 60 polegadas. Você sabe que já existe. Apenas é preciso conectar um computador com gravador de CD, leitor de cartão magnético(crédito), teclado com track ball sem fio, modem, webcam. Pronto. Temos o computador do futuro. Lógico que ele deverá estar conectado a um cabo ou antena parabólica. Algum problema? Sim. Tudo isso já é possível. Ué, cadê o problema? Infelizmente custa apenas R$ 40.000,00 em equipamentos e mais um aluguel de R$ 60,00 mensais.

Mas preço é uma questão de tempo. Lembre-se que o primeiro computador ocupava um prédio de 3 andares e simplesmente não tinha preço.

PS - encontrei este texto nos meus arquivos, junto dos trabalhos de meus ex-alunos da disciplina "Comunicação e Novas Tecnologias", da Universidade Católica de Brasília. Não está assinado, não sei o autor. Mas vale à pena compartilhar o conteúdo.

Por Hugo Studart no Jornalismo.com.br

19/09/2008

Curiosidades - Estudando a Waffen SS

As Waffen-SS tem sua fundação derivada da chamada Schutzstaffel (SS) no ínicio do Partido Nazista como forma de proteção à Adolf Hitler em um período conturbado politicamente (as décadas de 20 e 30 do século XX). Hitler exigia que sua tropa de elite fosse composta por cidadãos com comprovada origem germânica, uma condição fisica e mental excepcional e que cumprisse as normas da ideologia nazista cegamente. Para isso colocou à frente da tropa especial Heinrich Himmler , que em alguns anos, mais exatamente em 1933, conseguiu aliciar nada menos do que 52.000 homens para o seu exército. Com a ascensão da organização, Himmler conseguiu anexar aos seus domínios o Ordnungspolizei (a polícia regular), e o Sicherheitspolizei (a polícia de segurança).

O Sicherheitspolizei foi dividido mais adiante no Kriminalpolizei ou Kripo (a polícia Criminal) e o Geheime Staatspolizei ou Gestapo (a polícia secreta), todas suborndinadas ao escritório de Segurança Geral do Reich. Suas implicações eram a seguinte:

Tropas regulares (Verfügungstruppe, SS-VT) servindo como tropas de elite lutando ao lado da Wehrmacht (e muitas vezes liderando as operações da Segunda Guerra Mundial)
Guarda pessoal de Hitler, Leibstandarte Adolf Hitler (LAH)

Qualidade das Divisões

Muitas divisões são vistas por historiadores como de elite, principalmente aquelas com maior número de Alemães.Essas divisões foram caracterizadas por terem uma moral extremamente alta e habilidade no combate, assim como comprometimento aos ideais da Cruzada contra o Bolchevismo.

Essas divisões incluíam LSSAH, Das Reich, Totenkopf, a multi-nacional Wiking, a Hohenstaufen, a Frundsberg, e a Hitlerjugend.
Apesar da alta taxa de casualidades, essas unidades mantiveram sua fama até o fim da guerra.Já as unidades formadas durante o periodo final da guerra tinham qualidade inferior, e algumas das tropas Freiwillige foram acusadas de revolta contra seus comandantes e o regime nazista (veja, por exemplo, 13.Waffen-Gebirgs-Division der SS Handschar (kroatische Nr.1)

Divisões:

I SS-Divisão de Blindados "Leibstandarte Adolf Hitler"
II SS-Divisão de Blindados "Das Reich"
III SS-Divisão de Blindados "Totenkopf"
IV SS-Divisão de Blindados Granadeiros "Polizei"
V SS-Divisão de Blindados "Wiking"
VI SS-Divisão de Montanha "Nord"
VII SS-Divisão Volutaria de Montanha "Prinz Eugen"
VIII SS-Divisão de Cavalaria "Florian Geyer"
IX SS-Divisão de Blindados "Hohenstaufen"
X SS-Divisão de Blindados "Frundsberg"
XI SS-Divisão Volutaria de Blindados Granadeiros"Nordland".
XII SS-Divisão de Blindados "Hitler Jugend".
XIII SS-Divisão de Montanha "Handschar"
XIV SS-Divisão de Granadeiros
XV SS-Divisão de Granadeiros
XVI SS-Divisão de Blindados Granadeiros "Reichsführer-SS".
XVII SS-Divisão de Blindados Granadeiros "Götz von Berlichingen".
XVIII SS-Divisão Vonlutaria de Blindados Granadeiros "Horst Wessel".
XIX SS-Divisão de Granadeiros
XX SS-Divisão de Granadeiros
XXI SS-Divisão de Montanha "Skanderbeg"
XXII SS-Divisão Vonlutaria de Cavalaria "Maria Theresa".
XXIII SS-Divisão de Montanha "Kama"
XXIII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros "Nederland".
XXIV SS-Divisão de Montanha "Karstjäger".
XXV SS-Divisão de Granadeiros "Hunyadi"
XXVI SS-Divisão de Granadeiros
XXVII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros "Langemarck"
XXVIII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros "Wallonien"
XXIX SS-Divisão de Granadeiros
XXIX SS-Divisão de Granadeiros
XXX SS-Divisão de Granadeiros
XXXI SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros "Böhmen und Mähren".
XXXII SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros "30 Januar".
XXXIII SS-Divisão de Cavalaria
XXXIII SS-Divisão de Granadeiros "Charlemagne"
XXXIV SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros "Landstorm Nederland".
XXXV SS-Divisão de Granadeiros "Polizei"
XXXVI SS-Divisão de Granadeiros "Dirlewanger"
XXXVII SS-Divisão Vonlutaria de Cavalaria "Lützow".
XXXVIII SS-Divisão de Granadeiros "Nibelungen".

15/09/2008

Convenção é o Oscar com gente feia


Em Washington, costuma-se dizer que a capital americana é a Hollywood para gente feia, pois então eu diria que as convenções partidárias são o Oscar com gente feia.

O aparato todo é semelhante, um clima festivo, mas com megaesquemas de segurança, papparazzi por tudo quanto é lado, pessoas se aglomerando para ver os famosos chegando em seus carrões e muita gente perguntando ''quem é ele mesmo?''.

Mas em vez da voluptuosidade de uma Scarlett Johansson, da beleza etérea de Natalie Portman ou do charme latino de Javier Barden, somos brindados com o esquisito congressista Denis Kucinich, delegados e delegados de silhuetas avantajadas e até mesmo o candidato republicano derrotado Rudolph Giuliani, pois festa que se preza tem sempre que contar com um penetra, que, no caso, faz até desfeita com o anfitrião, dizendo que ''Barack Obama não tem condições de ser presidente dos Estados Unidos''.

Como na cerimônia do Oscar, quando você aproveita o prêmio de melhor maquiagem e de figurino para ir ao banheiro ou fazer uma boquinha, o começo do dia, quando senadores obscuros e congressistas que em breve serão sentenciados ao limbo, é o momento em que muitos aproveitam para saborear um hot-dog ou uma porção de nachos.

Assim como no Oscar, há também os momentos pretensamente tocantes, como aquele tradicional videoclipe das pessoas célebres que morreram ao longo do ano. E os inúmeros tributos registrados em vídeo. E assim como na cerimônia hollywoodiana, também há espaço para piadinhas e tiradas espirituosas.

As celebridades também dão o ar de sua graça, mas por ora o único astro que eu vi foi Richard Dreyfuss, oscarizado pelo filme A Garota do Adeus, mas que atualmente está longe de exibir um semblante de galã, com os cabelos grisalhos escasseando e uma barriga protuberante.

Não é à toa que ele interpreta Dick Cheney na cinebiografia de George W. Bush que o cineasta Oliver Stone está rodando.

Aliás, coube a mim também o grato orgulho de responder a dois passantes que indagavam de quem se tratavam as pessoas a quem alguns se aglomeravam para apertar a mão e tirar fotos ao lado.

Um deles foi o já citado Dreyfuss, o outro, o ex-candidato presidencial George McGovern, que em 1972 despertou esperanças entre os democratas semelhantes às despertadas neste ano por Obama, mas que agora não é nem reconhecido por muitos dos mais jovens integrantes de seu partido.

Mas para citar o mote da campanha de Obama, a esperança, há rumores de que Scarlett Johansson ainda vai aparecer por aqui no Pepsi Center. Ficarei no aguardo.

Por Bruno Garcez

08/09/2008

Nas campanhas

Copiando Lula

Vice na chapa tucana em São Paulo, o deputado Campos Machado (PTB) deixou de lado o jingle que embala a campanha na TV e encomendou um outro, misto de sertanejo e forró, para suas incursões na periferia: "Aumente o som/ Solte o pancadão/ Geraldo Alckmin vai ganhar a eleição". No meio da letra há um "com a força do povo", bordão de Lula em 2006.

Está perdendo

O PSDB, que antes do início da campanha de TV liderava com folga em São José dos Campos, assiste ao empate de Carlinhos Almeida (PT) com o prefeito Eduardo Cury.

Correndo atrás


O medo de zebra na cidade que governa há três mandatos fez com que o PSDB providenciasse a toque de caixa uma gravação de José Serra para o programa de Cury. O ex-prefeito tucano Emanuel Fernandes deve se licenciar do mandato de deputado federal para pilotar a campanha.

Desprezando apoio da ruralista

Embora patrocinada pela senadora Kátia Abreu, expoente do DEM, Nilmar Ruiz não está nem aí: faz campanha em Palmas exibindo fotos suas ao lado de Lula, além de frase (ficcional) em que o presidente "diz" que, se a candidata for eleita, a capital do Tocantins será muito bem tratada pelo Planalto.

Vai ganhar

O candidato do PT à Prefeitura de Recife, João da Costa,tem 45% das intenções de voto,segundo a nova pesquisa Datafolha.O segundo colocado, Mendonça (DEM), tem 22% das intenções de voto

Por: Helena™

03/09/2008

Chefe da área de inteligência diz que o banqueiro é um "criminoso"


O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, presta, hoje, depoimento decisivo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga interceptações telefônicas conhecidas, a CPI do Grampo.

Vai explicar a participação de agentes da Abin na Operação Satiagraha, negar que tenha ocorrido espionagem clandestina e rebater as críticas feitas na semana passada pelo banqueiro Daniel Dantas, na mesma CPI na qual afirmou que sua prisão e o inquérito sobre as atividades supostamente ilegais do Grupo Opportunity são resultados de uma retaliação de Lacerda por causa da inclusão de seu nome num dossiê falso sobre contas em paraísos fiscais. O dossiê foi repassado à revista Veja por Daniel Dantas, que nega a informação.

A assessores próximos, Lacerda tem dito que não pretende gastar seu tempo respondendo temas levantados por Dantas, que ele considera um criminoso. Sua maior preocupação será dar uma satisfação ao governo e demonstrar que ao destacar agentes para auxiliar o delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações, a Abin se comportou de forma republicana, como tem feito sempre que outros órgãos públicos requisitam ajuda. O delegado dirá aos deputados que sob seu comando a Abin ­ sucessora do Serviço Nacional de Informações (SNI), que espionava até os generais-presidentes ­ jamais praticaria atos clandestinos. Despreocupado com as notícias sobre uma eventual saída, Lacerda diz que "não tem apego ao cargo".

Se antes não eram tão próximos, Lacerda e o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, estão cada vez mais distante depois da Operação Satiagraha. A relação entre os dois azedou. O principal ponto da discórdia foi a posição adotada durante as investigações pelo delegado Protógenes Queiroz que, em vez de recorrer ao órgão ao qual pertence, socorreu-se da proximidade de Lacerda para requisitar agentes da Abin. Deixou a impressão de que desconfiava de seus superiores na Polícia Federal, mas até hoje não explicou as razões.

A Satiagraha era a operação remanescente da gestão de Lacerda no comando da Polícia Federal. Foi mantida sob o comando de Protógenes a pedido do hoje diretor da Abin numa conversa, em setembro do ano passado, com Luiz Fernando Corrêa. No desfecho da operação, Protógenes se recusou a informar com antecedência quais eram os alvos das prisões e acabou gerando o atrito que o tirou da chefia das investigações, mas acabou acirrando as divergências internas entre os grupos ligados a Lacerda e Corrêa na Polícia Federal.

Por Kika Martins

27/08/2008

Dunga xinga a Globo


Há grandes controvérsias, se o Dunga tem bagagem e talento para ser o técnico da Seleção, mas numa coisa ele revelou-se um craque:

Desancou a Rede Globo com todos os palavrões que teve direito.

Foi logo após a conquista da medalha de Bronze do futebol masculino, em tom de desabafo, dirigindo-se à tribuna de imprensa.

O endereço era principalmente para Galvão Bueno e os outros "malas" globais.
Quando se acalmou Dunga foi mais comedido nas palavras:

"Olha aqui, isso é cara de homem (batendo com a mão no próprio rosto), de uma pessoa transparente, com caráter. O recado foi para uns caras que estavam ali do lado, que vocês sabem quem são. Vocês viram a cara deles depois jogo. Parecia que alguém tinha morrido" - [referindo-se à equipe da Globo, afirmando que a conquista do bronze incomodou seus críticos, pois a derrota ajudaria em sua demissão].

Dunga considera que a Globo o esteja "fritando" por causa da perda do ouro.

Segundo o treinador, as pressões acontecem porque ele acabou com privilégios da Globo, como entrevistas exclusivas e procura de jogadores em horários fora do estabelecido.

Dunga talvez esteja apenas no cargo errado na comissão técnica. Se ele fosse coordenador, em vez técnico, provavelmente estaria no lugar certo.
A derrota na Copa de 2006 foi, em parte, consequência do ôba-ôba de transmitir treinos ao vivo da Seleção, e tornar a concentração um verdadeiro Big-brother da Globo.

Por: Zé Augusto

19/08/2008

Revista quer reescrever e impor sua história do Brasil

Ao afirmar que, através do professor, o Estado se impõe como autoridade e o aluno não tem como se defender do poder deste, VEJA (leia nota acima) parece estar se referindo aos meios de comunicação no país. Estes, sim, impõem o que querem.

Através deles o cidadão não é informado sobre os fatos, mas sim, já os recebe com uma avaliação e com a posição política dos comentaristas e articulistas de nossos jornais escritos, dos telejornais e dos noticiosos de rádio.

Ao defender que a formação política de cada um é uma questão individual e familiar, a revista se supera de novo. Faz essa defesa como se ela e os outros meios de comunicação não fossem hoje no Brasil o principal meio de formação da cidadania.

Realidade social e econômica impõe-se a essas tentativas

Felizmente, não conseguem convencer a maioria sobre suas idéias, exatamente porque existe uma grande pluralidade de agentes políticos e sociais, como partidos políticos, entidades, escolas, as famíias e as empresas.

Esta vida em sociedade e a realidade social e econômica do país se impõem às tentativas da mídia de formar a opinião da cidadania, como ela sonha fazer - e faz com uma parte de seus leitores.

O que a VEJA quer é manter a visão da história do país e do mundo que predominava nas escolas quando a sociedade não era democrática e quando as classes trabalhadoras não tinham ocupado seu lugar na vida política, econômica e social do país.

A revista quer uma escola ensinando a história oficial dela, das classes dominantes e não a história real do Brasil e do mundo de hoje.

Do blog do Dirceu

12/08/2008

E a imprensa pode ? - Ministro Marco Aurélio diz que algemas não podem ser usadas para execrar cidadão

Responsável por formular a súmula vinculante em que o Supremo Tribunal Federal (STF) restringirá o uso de algemas em presos e réus a situações excepcionais, como tentativa de fuga ou ameaça a autoridades, o ministro Marco Aurélio Mello disse hoje (7) que o instrumento policial tem sido desvirtuado.

“A algema não pode ser uma forma de se degradar, de se execrar o cidadão aos olhos da população”, afirmou Mello. “O Estado tem que preservar a integridade física e moral do preso. Mesmo condenado, ele um dia voltará ao convívio da sociedade”, acrescentou.

O ministro também criticou abusos que, segundo ele, foram cometidos pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, especificamente na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. “As três pessoas foram apenadas sem o devido processo legal, a partir da imposição das algemas”, disse.

Mello ressaltou que a jurisprudência a ser consolidada pelo STF valerá igualmente para ricos e pobres. Ele foi o relator do caso concreto analisado hoje, em que os ministros decidiram, por unanimidade, anular a sentença condenatória de um pedreiro, que foi julgado algemado em um município do interior de São Paulo, por homicídio triplamente qualificado. O réu irá a novo julgamento. “Uma vez algemado, ficou a impressão para os jurados leigos de que o acusado seria uma verdadeira fera”, argumentou o ministro.

A súmula vinculante que o STF editará vai condicionar o uso de algemas à existência de risco concreto de fuga, resistência a prisão ou agressão a autoridades. O tribunal vai encaminhar orientação sobre o tema ao ministro da Justiça, Tarso Genro, ao qual está subordinada a Polícia Federal, e aos secretários de segurança pública, superiores da Polícia Civil.

Mello demonstrou confiança na efetiva aplicação das regras. “Que o bom senso prevaleça e eu acredito no taco da boa polícia brasileira”, concluiu o ministro.

Da Agência Brasil

06/08/2008

Internet Reaproxima Brasil e Portugal

Ninguém hoje em dia deve ter dúvidas sobre o poder que a Internet tem como um canal de comunicações e informações. Hoje em dia é possível se comunicar com pessoas em praticamente todos os países do mundo de forma barata e instantânea. Isso era praticamente impossível há uma década atrás.

Mas a chamada Web 2.0 com seus serviços, vem estreitando elos de forma que não se via desde o final do Império no Brasil. Falo da interação entre o povo português e o povo brasileiro. Nas redes sociais em português, como o diHITT ou o BlogBlogs, ou ainda o Plurk e o Twitter tenho visto uma enorme participação e interação de blogueiros de ambos os países. São brasileiros lendo e comentando em blogs portugueses e vice-versa. E a maioria deles de ótima qualidade.

Também estou abandonando uma idéia de que haviam duas línguas portuguesas: a do Brasil e a de Portugal. Ora, muitas vezes leio sites/blogs portugueses e nem me dou conta de que não são brasileiros. Claro que há diferenças, mas elas existem até mesmo entre as regiões do Brasil. E essa diferença é maravilhosa, do ponto de vista cultural.

Quem sabe um dia essa aproximação que hoje é pujante do ponto de vista virtual um dia passe a ser também política, comercial, turística e cultural. Afinal, todos temos muito a compartilhar uns com os outros, e já está na hora do povo brasileiro abandonar uma idéia retrógrada de colonialismo. No mundo moderno, Brasil e Portugal são nações irmãs e devem andar lado a lado.

Abraço a todos de além-mar que me lêem. E aos conterrâneos brasileiros também!

Por Victor Franco

31/07/2008

Opinião - Um blogue de baixo quilate

Há blogues de alto quilate e há os mais modestos, como o meu.
O que é um quilate afinal?

Pois há quilates e quilates, duas palavras que facilmente se confundem: em diamantes e outras pedras preciosas, o quilate é uma unidade de peso; nos metais preciosos, como o ouro, é uma unidade de pureza.

Comecemos por este: convencionou-se que o ouro puro tem 24 quilates. Portanto, quando se diz que uma determinada jóia é feita de ouro de 21 quilates, isso significa que a sua liga tem 87,5% (21/24) de ouro e o resto são outros metais não preciosos; se for de 18 quilates (18/24) tem 75% de ouro, e assim por diante.

Em sentido figurado, um blogue de “alto quilate” é aquele que tem alta percentagem de conteúdo com valor. O resto tem menos ou nenhuma importância.

A outra acepção, nas pedras preciosas, é uma unidade de peso, igual a 200 miligramas. Um diamante de 20 quilates, significa que pesa 4 gramas.

Porque lhe chamamos “quilate”?

Isso é que tem uma história, que vale a pena contar: as batatas vendem-se e compram-se aos quilos, mas os diamantes (tirando talvez a Elizabeth Taylor e os seus ex-maridos) não se compram aos quilos, mas sim em unidades muito pequenas, que têm de ser pesadas em balanças de alta precisão. Antes de haver balanças electrónicas, era preciso encontrar um peso padrão muito pequeno.

Os comerciantes decidiram-se então pelas sementes da alfarroba, não só por serem muito leves (mais ou menos os tais 0,2 gramas) como porque antigamente pensavam que tinham a qualidade de serem todas exactamente iguais em peso umas às outras. Hoje sabe-se que isto não é exacto. Mas as diferenças eram muito pequenas. Comprar ou vender um diamante ou um rubi, consoante o número de sementes de alfarroba que pesava, acabava por ser suficientemente exacto.

O nome da alfarroba, em português, ficou-nos da ocupação árabe, com a habitual conversão do h aspirado, que por vezes se escreve kh, em f. Al-kharub, em árabe, é a nossa alfarroba. Aqui em Israel chamamos-lhe Harub. Em inglês, como sabem, diz-se “carob”.

A semente da alfarroba também vem do árabe “qirat”. Mas a sua origem é grega. Na Grécia, as sementes da alfarroba chamavam-se keration e daí passou para os árabes..

Do árabe “qirat”, talvez através do francês “carat”, ou do italiano “carato”, nós fizemos “quilate”.

O outro “quilate”, que, como vimos designa a pureza do ouro, tem exactamente a mesma origem. Apenas que não é uma unidade de peso.

Na língua inglesa é costume distinguir duas grafias: carat para o peso dos diamantes e karat para a pureza do ouro.

Do História das Palavras

Divagações pós-ideologicas & blasfêmias

Tanto se fala no fim das ideologias, mas a verdade é que a humanidade já esqueceu o que elas são. Seu significado esgarçou-se, evaporou-se em meio à fumaça dos carros de luxo misturada à marola dos baseados hippies. Em verdade vos digo: minha ideologia hoje são meus livros, meu computador e alguma coisa no bolso pra cerveja, pizza e cinema. E o desejo de escrever, irreversível. Pois bem, ideologias.

O problema das ideologias, assim como da política, é que se as confunde com idiossincrassias psicológicas ou culturais. Taí uma coisa que percebi há tempos. Esquerdistas e direitistas desenvolveram vícios de pensamento, uns preconceitos bobos, inclusive preconceito contra o preconceito.

Partindo da premissa que é impossível viver sem preconceitos, sob o risco de nos tornarmos um software do Greenpeace, que se nos permitam tê-los. Que se nos permitam ser hipócritas, preconceituosos e maus. Isso que irrita na esquerda. A pretensão de ser bom. Ser bom não é uma questão de ideologia ou linguagem, mas de simpatia e generosidade.

Já fui comunista, anarquista, capitalista, hoje percebo que esses conceitos são artificiais. Não existe capitalismo, por exemplo. Existe democracia. Por isso, os direitófilos são tão nervosos e insatisfeitos com o mundo. Outro dia, li num blog um cara dizendo que os banqueiros estão apoiando os esquerdistas do Brasil, e clama por uma articulação da direita junto aos trabalhadores. Eles acreditam que o mundo atual é socialista. É de morrer de rir. E dá o que pensar.

No entanto, respeito a política. Assim como os médicos. No fundo, sou uma besta em política assim como em medicina. Sou um escritor, e só. E defendo minha classe e que ela tenha mais poder e mais dinheiro. Não pensem, contudo, que ser escritor vale grande coisa. Vale porra nenhuma, ainda mais no Brasil, terra de analfabetos funcionais. Respeito, ia dizendo, os políticos, os médicos e os pipoqueiros. Todos dignos e úteis à sociedade. Agora, não acredito num capitalismo que subsidia grandes agricultores, bancos, seguradoras e complexos militares privados. Que merda de capitalismo é esse? No entanto, esse é o capitalismo americano, europeu, japonês. É um estatismo pior que o comunismo, porque este ao menos ainda provê educação gratuita. Mas não sou comunista porque sou doido, como diria Fernando Pessoa, "com todo o direito a sê-lo, ouviram?", e como todo doido defendo o individualismo. Os loucos são grandes individualistas, porque se acham tão diferentes, tão estranhos.

E o talento. Acredito no talento. Assim como no fracasso. Acredito que os fracos, os bunda-moles e os medrosos têm tanta dignidade quanto seus antípodas, os valorosos. Essa é minha ideologia, que não é das melhores. Talvez seja cristã. Tudo bem, eu supero. Tem uns leitores do blog, uns caras legais, que gostam do que eu escrevo, que andam protestando das minhas divagações blasfemas sobre Deus. Eu andei dizendo que as pessoas não devem confiar tanto em Deus, pois se Ele não conseguiu impedir uma moça inocente como Eva de comer uma maçã, como irá controlar a vontade de três bilhões de mulheres ambiciosas, querendo enganar outras mulheres e todos os homens? Mas sobre isso eu falo depois.

Voltando às ideologias, sempre defendi o individualismo, a liberdade e a democracia. A vaidade também. E o direito de errar e não ser humilhado por isso. Não aceito humilhação. Sei que ela é inevitável e inerente à liberdade que escolhi para mim e para os outros. Mas me revolta ver alguém ser humilhado, mesmo um adversário. Também não concordo com nosso sistema penal. Ninguém devia ir para a cadeia. Só os notoriamente psicopatas e sociopatas. Os outros deviam expiar seu crime trabalhando e pagando multas. Por isso não me tenho orgasmos com Daniel Dantas indo para a cadeira: ficaria mais satisfeito se a Justiça o obrigasse a doar uns vinte bilhões de reais aos pobres do Brasil.

Não acredito em ismos e sim em idéias práticas. Por exemplo, todas as estradas, ruas e avenidas deveriam ter um espaço protegido para pedestres e ciclistas. Acho simplesmente irracional que não seja assim, que um carro tenha direito a trânsito e uma pessoa não. Também acho que o Estado deveria criar uma estatal de aluguel de carros, para estimular as pessoas a, em vez de comprarem carro, alugarem-no na filial mais próxima, podendo entregá-lo em qualquer outra loja da mesma empresa. Idéias, idéias. E também bibliotecas. Espalhar bibliotecas públicas pelo país. E redes gratuitas de wifi.

As pessoas subestimam a importância das chamadas guerrinhas sectárias, entre petistas e tucanos. Como em toda guerra, em toda dialética, ali tambem corre uma energia filosófica, uma faísca de criatividade. Segundo Hegel, a verdade reside na própria tensão dialética, no jogo entre tese, antítese e síntese. Um eterno cículo, águas do rio deslizando, eternamente.

Falta, finalmente, uma consciência de classe por parte dos jornalistas, e coragem em assumir posições políticas, e inteligência para compreender o jogo partidário. É preciso defender um governo aliado, por exemplo, sobretudo quando ele erra. Ou seja, nos momentos difíceis. É muito fácil defendê-lo quando as coisas estão bem. Se alguém acreditou na história de que pragmatismo é um defeito, não tem idéia do que seja a vida. São ranços ibéricos, aristocráticos, quase escravagistas, que ainda nos assolam. Pragmatismo é uma das principais qualidades da política. Dom Quixote foi um grande cara. Admiro-o, amo-o. Mas ele era totalmente insano e ridículo. Sancho Pança que o diga. Suas sandices criavam mais problemas do que ajudavam as pessoas. Isso está bem claro no livro de Cervantes.